Motor de táxi pode durar bem mais que o de um carro particular

Ao contrário do carro particular, o motor de um táxi chega rodar dia e noite, sem parar. E, sim, essa é uma condição benéfica

Por Boris Feldman 22/08/19 às 06h15
taxi carro shutterstock

É verdade que o motor de um táxi, apesar de muito mais solicitado que o de um carro particular, tem grandes chances de maior durabilidade?

Pois é isso mesmo: o motor do táxi pode durar bem mais que o de um carro particular. Isso porque o momento de maior desgaste de um motor acontece quando ele é acionado depois de algumas horas sem funcionar.

Não é o que acontece com um carro particular? Noite inteira parado, aí o motorista liga, roda alguns quilômetros; dia inteiro parado, aí liga de novo, e mais alguns quilômetros de volta para casa. E cada vez que se liga o motor depois que ficou horas parado, até o óleo vir lá do cárter para lubrificar o propulsor, já houve um grande desgaste entre as partes que se atritam.

E é exatamente o que não acontece no táxi. Pois alguns rodam noite e dia sem parar, outros rodam o dia inteiro. Mas cada vez que se liga e desliga, o óleo não tinha escorrido lá para o cárter.

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Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman
1 Comentário
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Mister Gasosa 22 de agosto de 2019

Outras variáveis que entra nessa conta dos taxistas são:
1. taxista geralmente anda de maneira a economizar combustível, logo eles andam em rotações brandas se comparadas a quem tem pé de chumbo; Isso é muito fácil perceber… que carro dura mais um que anda em um autódramo ou um de taxista zeloso?
2. taxista zeloso geralmente segue a risca o que manda o manual do proprietário no que se refere a prazo de troca de óleo e usa o óleo especificado sempre;
3. taxista zeloso usa combustível de qualidade, pois sabe que o barato pode sair muito caro. Um taxista perto de casa queimou junta de cabeçote e perdeu o cabeçote do seu GM Cobat porque o etanol não prestava, ele disse que agora aprendeu a lição, combustível tem que ser de qualidade e não barato.
Por fim conheci um taxista que rodou 800.000 km com um Omega 2.2-L sem nunca abrir o motor. Ele enjoou do carro e vendeu.

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