Toyota e outras japonesas apostam no motor a combustão

Para estas montadoras, o futuro não será, necessariamente, 100% elétrico e fazem parceria para aumentar a eficiência dos propulsores ‘convencionais’

motor a combustão toyota
Marcas desenvolvem nova tecnologia depois que a procura por carros elétricos caiu no mundo inteiro (Foto: Freepik | AutoPapo)
Por Boris Feldman
Publicado em 20/06/2024 às 18h02

Se você acha que o motor a combustão está acabando, você está muito enganado. Fábricas que chegaram a insinuar que não iriam mais produzir motores a gasolina já voltaram atrás.

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Isso aconteceu principalmente depois que a procura por carros elétricos caiu no mundo inteiro. E nesse ponto, vamos tirar o chapéu para a Toyota, que nunca desenvolveu um carro elétrico de verdade.

A marca japonesa foi pioneira no Prius, um híbrido que hoje é plug-in e continua desenvolvendo outras alternativas. Ela agora se juntou com duas sócias no Japão, a Mazda e a Subaru, para desenvolver novos motores a combustão mais limpos.

Esses veículos contam com mínima emissão de carbono e com o uso de novos combustíveis como o hidrogênio ou a gasolina sintética. Há a possibilidade de utilizarem até mesmo o nosso combustível tupiniquim, o etanol, mantendo cada uma dessas três marcas os seus próprios motores.

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Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman
3 Comentários
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Roberto 21 de junho de 2024

Se os fabricantes (até do Brasil) deixarem de produzir carros com os tradicionais motores a explosão, teremos uma grande crise de energia. Poderemos ter seguidos apagões.
Imaginem se 15 a 20% dos veículos do país passassem a ser elétricos?
Se a frota brasileira de veículos elétricos tiver essa participação, o Brasil terá de construir novas grandes usinas para atender a demanda de energia elétrica. E para atender esse aumento de demanda de energia, não serão suficientes usinas fotovoltaicas ou eólicas. Precisaremos de mais usinas de grande porte hidrelétricas e nucleares.
Isso sem falar que as redes de distribuição elétrica das cidades terão de ser completamente reforçadas. Até a instalação elétrica das residências e prédios necessitarão ser reforçadas.
Quem não entendeu, é só imaginar que carros elétricos possuem baterias que exigem recargas diárias de 45kWh, 120kWh e alguns passando muito além disso.. Na minha casa por mês o consumo gira em média em torno de 300kWh.

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Santiago 20 de junho de 2024

Motores a combustão mais limpos e eficientes sim, porém conciliando-os com tecnologias híbridas. Ganha-se na eficiência energética, já que a tração será elétrica em boa parte do tempo, enquanto gasta-se menos combustível e com menos emissões ainda, pois o motor a combustão passará a maior parte do seu tempo em rotação constante apenas pra gerar eletricidade.
E mais, não se fica refém dos rarefeitos e incertos postos de recarga (os quais dependem plenamente da cada vez menos disponível energia elétrica).

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Paulo Augusto Franke 20 de junho de 2024

O já atrasadíssimo enterro do medieval motor a combustão não vai acontecer por decreto de governos, nem por decisão de montadoras. O macabro motor a combustão vai ser enterrado por quem realmente manda nessa parada – o consumidor. Quem já utilizou carro elétrico não consegue entender porque carros a combustão ainda existem.

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