Trocar o óleo do câmbio manual? De jeito nenhum!

O óleo do motor do automóvel fica sujeito a várias condições que obriga a sua troca em determinado prazo, ao contrário do óleo da caixa de marchas

Por Boris Feldman04/09/19 às 08h30

Mais dois leitores do AutoPapo me questionam por quê não trocar o óleo da caixa se o do motor exige substituição frequente? “Oficinas especializadas em troca de óleo me contestaram e disseram que qualquer óleo ou fluido do carro tem que ser substituído”.

Mas o por quê não trocar o óleo do câmbio manual é fácil de explicar. Enquanto o óleo do motor é contaminado pelos gases da combustão, sofre com temperaturas de centenas e centenas de graus e ainda recebe uma sujeirinhas vindas do filtro de ar, a caixa de marchas funciona lacrada.

Sem gases da combustão, sem sujeirinhas e sem sofrer com as elevadíssimas temperaturas do motor. Nada como conferir as recomendações do fabricante. Não se troca o óleo do câmbio manual, e, no caso do automático, apenas alguns deles em elevadíssimas quilometragens.

Trocar o óleo cambio manual
Foto iStock
Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman
12 Comentários
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    Guilherme Lessa 21 de julho de 2020

    Acabei de comprar um carro com 25 anos de fabricação, um clássico digno de ser colecionado. Possui tração traseira, logo tem o diferencial no eixo de trás.

    Será que um óleo com um quarto de século de existência está com suas propriedades químicas intocadas?

    Pessoalmente duvido muito, logo pretendo fazer a troca do óleo do diferencial – que muitos também dizem que não precisa.

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    Caio Cocharro De Brito 8 de abril de 2020

    Meu caro amigo Bóris Feldman, concordo com você em partes, como você mesmo disse o óleo lubrificante da caixa de marchas realmente não sofre as mesmas condições de contaminação previstas no óleo lubrificante de motor, porém, todavia com o passar do tempo e os erros de operação no câmbio acometidos por nós seres humanos como aquela arranhada básica de costume de muitos motoristas em especial as mulheres na hora de se engatar a marcha a ré, levando-se em consideração que a maioria dos automóveis populares de câmbio manual não possuem anel sincronizador na ré por uma questão de custos, já que a mesma só é utilizada para fins de manobras de estacionamento e ninguém é tão idiota o suficiente para engata la com o veículo em movimento como acontece com às marchas a frente que são todas sincronizadas, porém, por muitos não saberem como funciona internamente um câmbio e um conjunto de embreagem, a maioria comete esses erros,sendo que o correto é parar totalmente o veículo, onde nesta condição as rodas, semi árvores, conjunto diferencial e eixo secundário estaram imobilizados e ao pressionar totalmente o pedal de embreagem e aguardar alguns segundos, caso este esteja em correto funcionamento, assim que o platô liberar o disco e parar de transferir o movimento de rotação do volante/virabrequim, o eixo primário ou eixo de entrada da caixa também irá se imobilizar e então irá facilitar o engate da marcha ré sem que este tenha arraste de dentes, fora também as raspadas acidentais de marcha durante sua troca quando há problemas no conjunto de embreagem ou erro de operação por parte do condutor e todos esses fatos que falei aqui tem como reflexos para o câmbio desgastes não previstos no uso correto do câmbio o que gera a contaminação do óleo lubrificante do câmbio por cinzas sufactadas que se desprende das peças que se desgasta, fora que a viscosidade com o tempo passa a aumentar e gerar lubrificação ineficiente no câmbio e mesmo os câmbios manuais tendo um filtro mecânico que é um ímã que só retém as partículas pesadas, torna se necessário a troca do óleo lubrificante do câmbio a cada 60.000Km para manter a caixa limpa e livre das cinzas sufactadas preservando o câmbio e também porque com o tempo de uso os aditivos adicionados ao óleo vão perdendo suas propriedades químicas de proteção.

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    Cristiano 3 de outubro de 2019

    Existe caso e acaso para a troca do óleo do câmbio manual, tipo caso tenha uma coifa rasgada tipo dos Fiat aí sim tem que ser trocado porque vai entrar água,areia e vai contaminar óleo, ou retentores ruins, caso tenha vazamento aconselho trocar, caso contrário não é necessário isso para caixas manuais.

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    Claudio Lovato 25 de setembro de 2019

    Antigamente se recomendava trocar os óleos de caixa e diferencial. Me lembro que nos casos dos Volkswagen ( que recomendava trocar a cada 10.000 km) logo após o óleos da caixa as trocas de marcha ficavam muito mais leves, sugerindo que os lubrificantes com o passar do tempo se deterioravam e perdiam capacidade de lubrificação. Quem diz que não acontece o mesmo com os lubrificantes atuais depois de 50 a 60.000 km?

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    Fernando 6 de setembro de 2019

    Ademir e Ronaldo,
    Muito obrigado pelo apoio. Quem sabe, sabe!

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    Ademir 6 de setembro de 2019

    Meu cambio tem mangueira de respiro, não totalmente fechado e fora isso existem as limalhas que sujam o óleo com o tempo.

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    Ronaldo 5 de setembro de 2019

    Para quem acha as transmissões sejam elas manuais ou automáticas por discos ou cvt são blindadas está enganado. Todas tem uma espécie de válvula de respiro, ou seja durante o processo de operação cria -se pressão por meio do calor e a válvula tem a função de equalizar e preservar a vida útil dos retentores, portanto entra e sai ar.

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    Fernando 5 de setembro de 2019

    Prezado Mauro,
    Sempre terá um ar dentro da caixa de câmbio, pois lá não tem bomba de vácuo. Mesmo que seja o mesmo ar que estava lá quando a caixa foi montada ou o óleo foi trocado, o ar viciado ficará lá dentro, isso considerando que a caixa seja sempre estanque.

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    Mauro 4 de setembro de 2019

    Prezado Fernando, como e possivel o oleo do cambio entrar em contato com o ar externo se o câmbio é completamente fechado.???

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    Fernando 4 de setembro de 2019

    Uma coisa a se pensar é que o ar sempre vai estar em contado com o óleo do câmbio, logo, o óleo oxida cada vez mais ao longo do tempo. Outra variável seria os aditivos do óleo que são consumidos ao longo da quilometragem ou horas de operação.
    Os elementos de desgaste do câmbio estariam impregnados no óleo com o carro em movimento? Pois o câmbio não possui filtro de óleo e quem garante que todo material de desgaste do câmbio (limalha de ferro) sempre ficará no fundo da carcaça do câmbio. Vai que ocorre de o óleo circular pelo câmbio levando limalha de ferro junto.
    Quando eu troco o óleo do câmbio do meu carro a cada 2 anos noto que o engate das marchas fica mais macio… não é efeito placebo!

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      Eduardo Milan 11 de setembro de 2019

      Não existe um Óleo capaz de manter as suas propriedades eternamente. Com o passar do tempo, o Óleo se deteriora e perde a sua capacidade de lubrificação. É claro e evidente que a Transmissão vai continuar funcionando sim, mas vai perder uma parcela insignificante de seu rendimento e acentuar o desgaste dos componentes. Mesmo assim vai funcionar e durar muito mais do que o Motor do mesmo veículo . Eu pessoalmente, troco a cada 50/60.000 km. O custo não é elevado como nas Transmissões automáticas e com certeza os Rolamentos vão durar muito mais do que aquelas Transmissões que não fazem a troca do Óleo …

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      Maxwell 23 de outubro de 2019

      Não sei de onde esse pessoal tirou essa ideia de que óleo de câmbio manual não se troca. Já vi pessoas retirando o óleo do câmbio manual que mais parecia água preta pois já tinha perdido qualquer propriedade lubrificante há muito tempo.

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