Pneu pode ficar mais caro com pressão por tarifa maior de importação

Para associação dos fabricantes nacionais, os produtos vindos da China estão colocando em risco toda a cadeia produtiva nacional

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Fabricantes nacionais reclamam de concorrência desleal (Foto: Shutterstock)
Por AutoPapo
Publicado em 19/06/2024 às 17h03

Os pneus importados podem ficar mais caros se a demanda dos fabricantes nacionais, representados pela ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), for atendida: eles pedem ao Governo Federal um aumento na tarifa de importação.

Dados da entidade, levantados com base nas informações de importação da Receita Federal, mostram que 50% dos pneus importados da Ásia entram no país com preços inferiores ao das matérias primas usadas no produto e 100% das importações estão abaixo do custo de produção industrial.

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“Essa concorrência desleal está ameaçando empregos, coloca investimentos futuros em risco e traz desorganização da cadeia produtiva, afetando também produtores de borracha, de têxteis, de produtos químicos e de aço, insumos usados largamente na produção de pneus”, diz Klaus Curt Müller, presidente da ANIP.

Contra pneu importado?

O presidente da ANIP enfatiza que a entidade e os fabricantes não são os pneus importados. “O que queremos é garantir condições isonômicas de competição e medidas para corrigir a concorrência desleal que se instalou no comércio internacional de pneus com o Brasil”.

O Brasil tem hoje 11 fabricantes de pneus com operações no país. São 21 plantas industriais, distribuídas por 7 estados. Este conjunto foi responsável pela venda de 52 milhões de pneus no mercado local em 2023. As fabricantes instaladas no país investiram nos últimos 10 anos cerca de R$ 11 bilhões.

Inmetro apreende pneus importados

Em maio, o Inmetro em operação com a Receita Federal e outros órgãos de fiscalização realizou uma operação que tinha como alvo pneus importados de forma irregular para o Brasil. Ao todo, foram verificados 74.196 produtos em 18 estados; realizadas 227 visitas em estabelecimentos comercias e portos alfandegários, resultando na identificação de 730 produtos irregulares, principalmente nas regiões norte, sudeste e centro-oeste.

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