[Impressões] Ka Freestyle 1.0 e EcoSport são bons – e caros!

Não fosse pelo preço de R$ 56.690, o hatch atenderia bem o consumidor que quer um compacto com aparência aventureira

A Ford, considerando a paixão do brasileiro por carros com atributos estéticos de aventureiro, resolveu oferecer mais uma opção do Ka Freestyle. Com motor 1.0 e câmbio manual, a nova configuração ostenta equipamentos de segurança importantes, como assistente de partida em rampa e controle de estabilidade e tração.

Apesar de ser mais barato que o Freestyle 1.5, o preço do recém-lançado ainda é alto. Para comprar um Ka Freestyle 1.0, o consumidor precisa desembolsar R$ 56.590.

O câmbio do Ka Freestyle 1.0 tem curso curto e engates precisos e sua suspensão é confortável. Ainda assim é preciso lembrar que o compacto é equipado com o mesmo propulsor 1.0 aspirado das versões mais simples e custa mais do que a concorrência.

O Argo Trekking, por exemplo, oferece motorização 1.3 e pneus mistos por R$ 58.990.

O Ka Freestyle  é bem acabado, tem detalhes marrons no interior e central multimídia de sete polegadas. A posição de dirigir é confortável e o volante tem boa pega.

No banco traseiro, apoios de cabeça e cintos de três pontos retráteis nos três assentos. O espaço interno e o acesso fácil são destaques.

Ka Freestyle 1.0 tem apenas os dois airbags obrigatórios por lei.

Durante os testes, realizados em Salvador (BA), a direção elétrica se comportou bem. Apesar dos 188 mm a mais de altura, o Ka Freestyle 1.0 pareceu estável nas curvas. Isso porque o modelo tem rodas de liga leve aro 15 e sofreu pequenas alterações como o eixo traseiro 30% mais rígido e a barra estabilizadora com diâmetro maior.

O motor 1.0 Ti-VCT, capaz de desenvolver e 85/80 cv (a 6.500 rpm) com etanol/gasolina e torque máximo de 10,7 kgfm dá conta do recado. Na cidade, as respostas são rápidas e o modelo desenvolve bem. Nas estradas, falta um pouco de força nas retomadas.

O consumo do Ka Freestyle é um diferencial. Mais econômico que seus concorrentes, o compacto faz, em perímetros urbanos, 9,1 km/l com etanol e 13,0 km/l com gasolina. Já em rodovias, o consumo do derivado da cana é, em média, 10,4 km/l e o de gasolina 15,1 km/l.

EcoSport 1.5 Freestyle

Também dirigi o SUV da Ford em perímetros urbanos e rodoviários da capital baiana. O motor 1.5 tricilíndrico, capaz de gerar 137,2 cv de potência e 16,2 kgfm de torque, quando abastecido com etanol, e  130 cv e 15,6 kgfm, a gasolina, funciona bem com o câmbio de seis marchas automático.

A direção é agradável e progride bem conforme a velocidade aumenta. A ergonomia, assim como a do Ka, é boa. O assento do motorista possui regulagem de altura e encosto.

Com boa relação entre potência e torque, o EcoSport Freestyle só tem desempenho abaixo do esperado em retomadas rápidas. A mudança de marchas é suave, mas a resposta demora um pouco, especialmente na estrada.

Na linha 2020, o EcoSport Freestyle perdeu as aletas para passagem de marchas no volante e as luzes de rodagem diurna (DRL).

Assim como nas demais versões do carro, o isolamento acústico não é suficiente. Mesmo com o rádio ligado é possível escutar o motor trabalhando. O ruído é especialmente alto nas retomadas.

O acabamento do EcoSport não chama atenção. Não é maravilhoso, nem ruim. O design interno é pobre. O preço é de R$ 93.290 (na versão automática, avaliada).

O espaço interno do utilitário esportivo é ruim, especialmente para os passageiros do banco traseiro. Porta-malas também é ponto fraco.

O SUV com detalhes aventureiros tem bom consumo para a categoria. São 7,1 km/l (etanol) e 10,4 km/l (gasolina) em ciclo urbano e 8,9 km/l (E) e 12,8 km/l (G) em ciclo rodoviário. Durante o teste drive, o consumo médio foi de 9,3 km/l (gasolina).

Fotos Ford | Divulgação

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