VW mostra ID.3 e ID.4 para o Brasil e fala dos planos de eletrificação

A Volkswagen do Brasil quer começar sua incursão no mercado de elétricos e fomos conferir seus principais modelos: o ID.3 e o ID.4

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O ID.3 é um hatch médio e o ID.4 é um SUV médio, ambos feitos na mesma base (Foto: Volkswagen | Divulgação)
Por Eduardo Rodrigues
28 de outubro de 2021 17:34

A Volkswagen do Brasil trouxe um lote do híbrido plug-in Golf GTE em 2019 ensaiando a sua estratégia de eletrificação no país. Agora o fabricante alemão anunciou planos mais concretos e nos convidou para conhecer dois destaques 100% elétricos: o hatchback ID.3 e o SUV ID.4.

A dupla de elétricos vieram para o Brasil para testar a receptividade do público, da imprensa e participar de clínicas. Versões, preços e data de lançamento ainda são segredos, mas é provável que cheguem ao Brasil já em 2022. Além de mostrar esses modelos a Volkswagen confirmou que terá híbridos flex e motores TSI mais eficientes em sua gama.

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A plataforma MEB é a base de todos os elétricos da Volkswagen

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A plataforma MEB irá atender a todas as marcas do grupo Volkswagen

Todos os carros elétricos não-premium do grupo Volkswagen usam ou usarão a plataforma MEB. Essa arquitetura permite a instalação do motor elétrico na dianteira, traseira ou em ambos os eixos. O conjunto de baterias fica no assoalho entre os eixos, para garantir um centro de gravidade baixo.

A MEB é uma plataforma modular, que poderá abriga desde um sucessor do Up a modelos grandes como o SUV de 7 lugares ID.6. Essa plataforma também irá abrigar a versão de produção do conceito ID.Buzz, uma Kombi retrô elétrica que foi confirmada para a produção.

O Volkswagen ID.3

O principal produto da VW na Europa é o Golf, um elétrico para entrar no mesmo segmento desse carro tão importante precisa estar à altura. O ID.3 mostra bons atributos para agradar ao público do Golf: o interior moderno, espaço interno amplo, grande porta-malas e o desempenho.

O comprimento de 4,26 m é apenas 2 cm mais curto que o da oitava geração do Golf. Mas o entre-eixos do ID.3 é de enormes 2,77 m, 14 cm maior que o do Golf e próximo ao do Passat. Isso fez que as rodas ficassem nas extremidades da carroceria, proporcionando balanços (distância entre o eixo e a extremidade da carroceria) dianteiro e traseiro pequenos. Isso maximiza o espaço interno e deixa a distribuição de peso centralizada.

Por não precisar de um cofre do motor, a cabine é bastante avançada. O espaço interno é digno de carros maiores, não falta espaço para as pernas e cabeça no banco traseiro. O porta-malas também foi beneficiado: são 385 litros. Uma coisa que ficou de fora foi o estepe, o ID.3 traz apenas o kit reparo.

Desempenho de Golf GTI

A versão que conhecemos na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo foi a Pro, que traz um motor elétrico na traseira de 204 cv e 31,6 kgfm. Essa não é a versão esportiva do ID.3, mas a aceleração de zero a 100 km/h realizada em 7,6 segundos o deixa próximo do Golf GTI de sétima geração. A velocidade máxima é limitada a 160 km/h.

O conjunto de baterias é de 58 kWh, o que proporciona 426 km de autonomia no ciclo europeu WLTP. Existe ainda um conjunto menor, de 45 kWh, e um maior, com 77 kWh. As baterias são de íons de lítio e podem receber carregamento rápido de até 120 kW. O carregamento completo leva 6 horas e 15 minutos.

O ID.4 é um SUV familiar elétrico

Enquanto o Golf é o principal produto da Volkswagen na Europa, os SUV viraram os carros-chefes da marca no resto do mundo. O ID.4 já é vendido nos EUA, Europa e China, podendo ser o primeiro elétrico da marca a ser vendido no Brasil.

Seu entre-eixos é o mesmo do ID.3, 2,77 m, mas o ID.4 cresce nos balanços e chega a medida de 4,58 m. Ele é maior que o Taos e tem porte próximo ao do Tiguan de cinco lugares vendido na Europa. Apesar do tamanho, o diâmetro de giro dessa dupla de elétricos é de apenas 10,2 metros, menor que o do Chevrolet Onix.

Por dentro o espaço interno é maior que o do ID.3, trazendo uma cabina mais larga e prática. O console central entre os bancos dianteiros é modular, trazendo porta-copos que podem trocar de lugar e divisórias para os nichos. Todas as entradas USB são do tipo C. O porta-malas leva até 543 litros.

O ID.4 trazido para a prévia contava também com um teto solar panorâmico e fixo, item que já virou tradição nos carros elétricos. Mas ao contrário do Mustang Mach-E e dos carros da Tesla, o teto de vidro da Volkswagen conta com uma cobertura retrátil.

Tecnologia

A central multimídia de 12 polegadas é acompanhada de um painel de instrumentos digital com tela de 5,3 polegadas. Essa central controla as principais funções do veículo, como o sistema de navegação, de som, climatização e os assistentes de direção.

Para facilitar o uso existem botões de atalho na base da tela e o motorista pode configurar a tela principal com as funções que mais usa. Essa sistema também pode ser controlada por gestos. Para chamar o assistente virtual é só falar “ei ID” e fazer o comando desejado. Comandos como dizer que está com frio também funcionam.

A Volkswagen diz que “o LED é o novo cromado,” por isso a barra iluminada na grade que vimos no Taos se repete nos elétricos. Por dentro existe iluminação indireta no painel dianteiro e nos painéis de porta. O motorista pode escolher a cor da iluminação dentro de uma paleta de temas ou configurar com as cores que achar melhor.

Um item que deixou a desejar em ambos elétricos foi o acabamento. Usam plástico duro no painel e nas portas, sem trazer materiais macios ao toque. Pelo menos os bancos são bem acabados, combinando couro sintético com um tecido que lembra camurça.

Desempenho do ID.4

O VW ID.4 trazido foi a versão topo de linha Pro Performance, equipada com o mesmo motor elétrico de 204 cv do ID.3 na traseira. Porém o conjunto de baterias é maior, com 77 kWh de capacidade. O desempenho fica próximo ao do Tiguan R-Line, com zero a 100 km/h realizado em 8,5 segundos.

A autonomia é de 522 km no ciclo europeu WLTP. A bateria maior leva mais tempo para ser recarregada, são necessários 8 horas e 15 minutos para uma carga completa. Com 20 minutos é possível carregar 50% da bateria e com 40 minutos carregam 80%.

E como fica o Brasil?

Conforme falamos no início da matéria, a Volkswagen não revelou os planos. Mas como os concorrentes já estão se movimentando para trazer elétricos, essa dupla pode chegar em 2022. O ID.3 deverá ser posicionado na faixa de preço do Chevrolet Bolt, que também é um hatch de porte médio e hoje custa na faixa de R$ 317 mil.

O ID.4 é posicionado em uma faixa de preço mais alta que a do ID.3 na Europa. Ainda não temos um SUV médio elétrico que concorre diretamente com ele no Brasil. Usando valores atuais é possível esperar um valor beirando os R$ 400 mil para o ID.4 caso venha em um pacote completo como o que conferimos pessoalmente.

Fotos: Volkswagen | Divulgação

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2 Comentários
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Eduardo 18 de fevereiro de 2022

O ponto fraco dos elétricos é a vida útil da bateria. Você paga uma fortuna por um carro que tem validade por conta da bateria cuja troca requer um investimento absurdo.
A única fabricante que conseguiu lidar com isso foi a GM com a sua plataforma últium usando baterias com vida útil de 1.000.000km (um milhão de quilômetros).
Quer dizer, comprar um GM usado será um melhor investimento do que comprar um elétrico novo da concorrência. O GM usado vai durar 10x mais!

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Ronaldo Ferraz 3 de novembro de 2021

Nesses preços acho que vai atender a uma minoria de brasileiros.

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