Carros usados: cuidado com os ‘galhos’ jurídicos na hora da compra

A negociação direta com o dono do carro pode ser mais barata, mas saiba que ela não é protegida pelo Código do Consumidor

Por Boris Feldman 05/11/18 às 19h30
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Os carros usados, mesmo estando em boas condições, pode não te livrar de possíveis dores de cabeça. Pesquise as pendências do veículo antes de fechar o negócio.

[TRANSCRIÇÃO]

Comprar um carro usado diretamente do seu proprietário pode ser mais barato que negociar com uma loja, ou uma concessionária. Pois a pessoa física não tem despesas nem impostos a pagar, porém como tudo na vida, tem um lado positivo e o negativo. A compra de um carro diretamente de uma pessoa física não implica numa relação de consumo e, por isso, não está protegido pelo código do consumidor.

O carro pode estar em perfeitas condições mecânicas. Porém alguns galhos jurídicos podem representar uma enorme dor de cabeça. Para não falar das mais corriqueiras e evidentes, como: infrações, multas ou taxas não pagas, pode um dia aparecer um oficial de justiça para buscar o carro, pois ele era garantia de uma ação contra a empresa do ex-proprietário. Ou até de um divórcio litigioso do ex-proprietário com sua ex-mulher. A menos que você conheça bem o dono do carro, é preciso prestar muita atenção nesse tipo de negócio.

Carros usados
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Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

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