Roda do carro: por que não instalam um dínamo nos carros elétricos?

Leitor pergunta se a instalação de pequenos geradores de energia em cada roda poderia aumentar a autonomia dos veículos elétricos

Por Boris Feldman15/10/19 às 07h45

Um leitor do AutoPapo tomou conhecimento desses carros elétricos que estão chegando. E parece ele que teve um estalo e me faz a seguinte pergunta: “se instalar em um veículo desses um dínamo, um pequeno gerador em cada roda, não seria gerada uma energia elétrica capaz de aumentar a autonomia deste carro?”

E a resposta não só é negativa, como pelo contrário, a autonomia seria reduzida. Pois nosso ouvinte se esquece que, para movimentar esses dínamos, é necessária uma energia, que vem das baterias do carro. E o que esses dínamos recarregariam de volta é menor que a energia que eles roubam, pois eles têm perdas mecânicas no seu funcionamento.

E, então, se esse esquema funcionasse, bastaria colocar dezenas de dínamos nas rodas que o próprio carro iria gerando a energia elétrica necessária para movimentá-lo. E, assim, estaria criado sabe o quê? Um moto-perpétuo.

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Foto Caoa Chery | Divulgação

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman
6 Comentários
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    JOSE CARDOSO 22 de setembro de 2020

    A força da água gira a toda dagua que por sua vez gira o dínamo que produz energia. É o mesmo sistema com as rodas do veículo. Qdo as rodas giram e o motor gira são forças que se perdem de ser transformadas em energia elétrica.
    Esse seria um carregador adaptável as rodas ou o motor para prolongar a carga das baterias para se viajar longas distâncias através do deserto o mesmo de dromes de grande para grandes distâncias teleguiados eletronicamente.

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    Romário 7 de junho de 2020

    Na verdade é possível estou aperfeiçoando para 80 km litro em híbrido mantive a frente do veículo original e a traseira instalei os motores de cubo elétrico com uma correia a mais consegui adaptar um dínamo que direciono para o carregamento das baterias que ficam no porta mala sempre que carregam o motor a combustível é desligado p o uso do elétrico pode ser adcionado placas solares no teto p acelerar o carregamento mas deve ser feito quando não estiver em uso ou seja quando o motor a combustível estiver funcionando.
    Jamais criarão algo que faça deixar de lucrar é um tiro nos pés e quando aparecer carros com autônomia infinita algo como taxas serão criadas.

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    Martin Bucek 1 de abril de 2020

    Desculpe-me mas achei fraca a resposta. Pior ainda o comentário do Rogerio Manea. O Alexandre Galebe e o Marcelo Rodrigues tiveram uma boa ideia do melhor aproveitamento que se faz do carro elétrico. Bem como o leitor que fez essa pergunta e que só não foram bem instruídos ainda quanto à física da eletricidade, mas estão no caminho certo do pensamento.
    Vou tentar ser sucinto:
    Os carro elétricos funcionam a partir de motores elétricos de indução ligados às rodas de tração. Alguns possuem um único motor ou conjunto de motores ligados ao eixo que transmite movimento às rodas de tração. Os mais modernos possuem motores nos tambores das rodas, alguns apenas em duas e outros nas quatro rodas. Quando acionados esses motores elétricos transformam energia da bateria em energia mecânica e transmitem torque para tracionar a roda a que estão ligados. Fazem isso praticamente sem atrito com o objetivo de não haver desperdício de energia. A idéia de colocar pequenos dínamos/geradores nas rodas é excelente pois aproveitaria o movimento para recarregar ainda que parcialmente as baterias. Mas existe um porém: o Gerador não gira livremente. Para gerar energia ele deve passar uma bobina por um campo elétrico variável e isso induziria o surgimento de uma corrente cujo efeito eletromagnético (regra da mão direita lá na física do ensino médio) tenderia a contrariar a alteração do campo magnético no qual a bobina esta mergulhada. Ou seja: quanto mais corrente o gerador produzisse, maior seria a resistência que ele apresentaria para ser girado no seu eixo. Então parte da energia da bateria “gasta” na potência dos motores seria desperdiçada vencendo a resistência do dínamo/gerador. Além disso, o Boris disse bem, haveria perda de parte dessa energia para girar mais partes móveis e vencer os atritos entre as peças causando uma dissipação de parte dessa energia e diminuíndo a autonomia. Por isso é mais inteligente usar diretamente a energia da bateria para acionar os equipamentos (som , alarmes, painel, luzes…) evitando as perdas mecânicas nesse trajeto. Se não houvesse perda criaríamos o inalcançável “perpétuo-móbile” (ou moto-perpétuo com alguns preferem).
    Mas quando o carro está tentando diminuir sua velocidade, ou seja freando, o motor não está utilizando energia da bateria e por isso estaria desligado e sem uso. Contudo, há aí uma grande quantidade de energia cinética para ser retirada do veículo e os motores ainda são bobinas que podem caminhar dentro de campos magnéticos. Nesse momento os motores se tornam então geradores e utilizam a o movimento do carro para recarregar parcialmente as baterias enquanto oferecem resistência à rolagem das rodas servindo de freio em vez de usar pastilhas atritadas que dissipariam toda essa energia sem reutilizá-la. A essa resistência criada chamamos freio eletro-dinâmico mas nos automóveis chamam de freio regenerativo, utilizado como a forma principal de frenagem em todos os carros elétricos modernos.
    Em alguns mais novos existem ainda alguns dínamos/geradores que aproveitam o movimento oscilatório da suspensão dos veículos e geram pequena quantidade de energia para regenerar uma parte da carga da bateria. Mas isso já é outro papo…

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    Rogerio Manea 14 de fevereiro de 2020

    Não concordo em absolutamente nada que esse artigo mensiona. Pois o dinamo nao precisa de energia da bateria… O dinamo funciona com energia é mecanica do giro das rodas ou dos eixos que movimenta o sistema do dinamo que gera a energia. Além disso a energia gerada não precisa alimentar as baterias principais do motor elétrica do carro. Essa energia pode alimentar a enrgia de luzes e faróis de led do veículo, alem de outros equipamentos elétricos do carro (som, dvd, alarmes entre outros). …. o que foi dito foi uma distorção da percunta do ouvinte. SORTE A TODOS

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    Marcelo Rodrigues 15 de outubro de 2019

    E pq esses dínamos não podem, via eletrônica de potência, ser utilizados só na frenagem do veiculo? Gerando energia e freiando o carro?

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    Alexandre Galebe 15 de outubro de 2019

    Gostaria de saber se esses carros elétricos convertem a força utilizada no momento da freada em energia para recarregar as baterias deste automóvel? Já li que em vários modelos de carros elétricos a força exercida para se frear o automóvel é convertida em energia elétrica para recarregar aos poucos as baterias do Automóvel.

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