Corolla Cross 2023: solução ‘tosca’ em abafador coloca Toyota na mira da Justiça

Senacon vai investigar se Toyota produziu o Corolla Cross com menor qualidade no Brasil; Montadora pode sofrer sanções administrativas por isso

10 toyota corolla cross flex 2022
Toyota pode sofrer sanções administrativas por projeto 'porco' do Corolla Cross (Foto: Toyota | Divulgação)
Por AutoPapo
22 de junho de 2022 09:36

A Toyota apostou no nome do seu famoso sedã, o Corolla, para lançar o SUV – modelo de carro queridinho do mercado – Corolla Cross. Essa combinação seria a receita perfeita para o modelo ser um sucesso em vendas, e de fato os números de emplacamento do modelos são bons. No entanto, o Corolla Cross está cercado de polêmicas desde o seu lançamento aqui no Brasil – e já até ganhou o maldoso apelido “Cross Credo”.

Isso porque a gigante japonesa economizou no desenvolvimento de seu primeiro SUV produzido por aqui e a versão nacional veio muito defasada em relação à vendida no exterior.

A cereja do bolo foi a solução de fundo de quintal que a Toyota adotou para disfarçar o abafador traseiro para fora do para-choque (chamado de marmitão do Corolla na internet): pintou, pela metade, de preto.

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Em um projeto extremamente ‘econômico’ a montadora ainda teve coragem de cobrar R$ 20 mil a mais na versão SUV quando comparada ao sedã, e tudo isso rendeu a ela o Prêmio Pinóquio de Ouro do AutoPapo.

Toyota pode ser punida pelo Ministério da Justiça

Agora, a Toyota terá que prestar esclarecimentos sobre o possível baixo padrão de qualidade das peças e a suposta camuflagem no abafador do Corolla Cross 2023. A notificação foi feita pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, no último dia 20.

O Ministro da Justiça Anderson Torres afirma que, caso comprovado que a marca nipônica agiu de má fé, ela poderá sofrer sanções administrativas.

Estamos atentos para as práticas que violem a transparência na relação entre as empresas e os consumidores”

Com a notificação, o Senacon busca entender o que motivou a Toyota a, supostamente, utilizar equipamentos que impactam negativamente na performance, estética e qualidade do Corolla Cross comercializado no Brasil. Dessa forma, busca-se entender se o consumidor brasileiro está sendo prejudicado com a aquisição de produtos inferiores, sem que, contudo, tal diferenciação tenha impactado no preço final dos veículos oferecidos em território nacional.

A Senacon visa ainda apurar se os consumidores são devidamente informados sobre a pintura parcial realizada nos escapamentos dos veículos, e sobre a baixa qualidade da medida adotada pela montadora para tentar adequar a peça (que acaba descascando com o tempo).

Escapamento é a “ponta” dos problemas do Corolla Cross

Toyota despojou o SUV de vários dispositivos que equipam a versão norte-americana do mesmo modelo. O mais grave das economias do Corolla Cross é o sistema traseiro de suspensão do tipo multilink, presente na versão sedã do Corolla, mas substituído no Brasil por um simples eixo rígido.

A suspensão “multibraços” é ainda mais importante num SUV – que tem o centro de gravidade mais elevado – que num sedã, pois é mais sofisticado e determinante na estabilidade do veículo.  O modelo vendido nos EUA pode também ser equipado com o sistema de tração integral, ou seja, nas quatro rodas, inexistente no nosso mercado, outro elemento que incrementa a segurança.

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14 Comentários
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Alexandre Henrique Oliveira 28 de junho de 2022

Que eu saiba todos os projetos lançados para a América Latina tem um código específico, e a lei que rege isso é a da oferta e a da procura pois compra quem quer não ? Só não entendo o porque isso agora com a Toyota, e a VW, a Chevrolet, a Nissan, a Fiat….. ? Afinal quem comprou não viu o marmitao dependurado embaixo do corolla Cross ?

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Marcello 23 de junho de 2022

Eu comprei este veículo e estou satisfeito. Acho que poderiam investigar coisa mais séria, corrupção , tráfico de drogas , homicídios etc. E não perder tempo com a opinião desse ou aquele jornalista .

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Marcio Sampaio 23 de junho de 2022

Como falam por aí e eu já estou acreditando, uma marca concorrente deve estar pagando pur essas matérias. Tenta a todo custo atrapalhar o sucesso de venda do Corolla Cross.
Obs.: Eu não sou proprietário de Corolla Cross, mas essa obsessão em criticar de modo frequente esse carro está me fazendo não acreditar em seus artigos e comentários

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FELIPE 22 de junho de 2022

Querem fazer espuma, mas não vão chegar a lugar nenhum, simplesmente porque existem os critérios de mercado (O que se consegue vender a um preço adequado) e de subjeção (estética, qualidade de projeto). A empresa pôs um produto no mercado. Feio ou bonito, compra quem quer. Perda de tempo de todos, inclusive de quem escreveu a matéria e minha ao comentar…

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GT 23 de junho de 2022

Concordo plenamente, no livre mercado cada um vende o que quer pelo preço que quer e com a qualidade que quiser e compra também quem quer. Quem deve regular o mercado é o proprio consumidor comprando ou nao os produtos conforme sua conveniencia e interesse.

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Jo 22 de junho de 2022

Povo brasileiro adora ser enganado. comprem! Kkkkk

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robson 22 de junho de 2022

Parabéns meu amigo, você é um grande jornalista, parabéns pelas reportagens verdadeiras, é nosso referencial de compra para qualquer carro, sua visão é extremamente importante, continue assim nos alertando para essas coisas absurdas que as montadoras fazem conosco!!!! VOCÊ É O MELHOR DE TODOS!!!! TEMOS O MAIOR RESPEITO POR VOCÊ, TUDO QUE VOCÊ FALA FAZ TODO SENTIDO, GRATIDÃO!!!!!!!!

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Santiago 22 de junho de 2022

Gato, gambiarra, cambalacho….

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Polvo 22 de junho de 2022

Bom, nesse caso a Senacon deveria verificar todos os modelos globais produzidos aqui, pois quase todos tem qualidade inferior aos modelos vendidos na Europa e EUA. O abafador do Corolla é feio, mas não compromete a segurança. Esse carro só entrou na mira, pois quem compra um modelos desses dispõe de um padrão de vida elevado e se sentiu incomodado. O rival direto desse Corolla Cross é o Jeep Compass que tem um sério problema de consumir óleo, ou seja, um problema oculto e inadmissível em um modelo tão caro. A VW vende seus carros de entrada (Polo, Virtus, T-Cross) com problema crônico no eixo traseiro que começa a trincar com o tempo. Será que na Europa esse modelos padecem dos mesmos problemas?

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J roberto 22 de junho de 2022

Durante uma viagem de férias em 2011 no México, aluguei um Nissan Sentra.
Gostei muito daquele Sentra, tanto que decidi comprar um alguns meses depois e a frustração foi grande.
O Sentra que comprei era muito diferente daquele que dirigi no México.
Além do acabamento inferior, faltava muitos nele itens que chamaram a minha atenção quando dirigi lá no México.
Acho que chamam isso de tropicalização. Pensava que tropicalização era reforçar a suspensão e adequar alguns itens para as condições das ruas brasileiras, mas não era isso. Ao trazerem veículos do exterior para vender aqui, retiram vários itens de segurança, conforto e conveniência. Alguns até instalam multimídias com alguns recursos adicionais para atrair clientes.
Em viagem posteriores ao exterior, percebi o mesmo ocorre com carros de outras marcas.

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Polvo 22 de junho de 2022

Exato, o México é um bom exemplo, pois muitos carros fabricados lá são vendidos na América do Norte, então é bem provável que o padrão de qualidade e equipamentos seja bem superior aos dos modelos vendidos aqui. Estão perseguindo a Toyota, mas todos os fabricantes daqui fazem isso.

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Santiago 22 de junho de 2022

Pra piorar, as versões brasileiras (mais “despidas”) têm preços superiores aos das versões originais lá fora (mais modernas e equipadas). As montadoras alegam que é por causa do “custo Brasil”.
Porém há estudos comprovando que, mesmo já incluindo-se o custo-Brasil, os preços finais daqui ainda não se justificam.

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Luis 22 de junho de 2022

Esse jornalista é um imbecil e a fama dele é que gosta de aparecer e ganhar propina

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Henrjk 22 de junho de 2022

Você deveria tomar cuidado com o que escreveu.
Para afirmar isso, você deve ter provas contundentes.
A respeito do Corola Cross, posso afirmar que nunca compraria. Nem deveria ter esse nome por conta da diferença com o sedã.

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