Politica conservadora da GM sobre maconha afeta produção de picapes

Mesmo depois de o estado de Michigan legalizar a droga, marca ainda a proíbe para seus funcionários e perde interessados por vagas na hora do exame

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Apesar da demanda alta, a produção está em baixa por falta de funcionários. (Foto: General Motors | Divulgação)
Por Eduardo Rodrigues
17 de junho de 2021 09:01

A crise dos semicondutores trouxe um baque grande para a General Motors mundialmente, que precisou reduzir o trabalho nas fábricas e até precisou cortar funções de carros. Nos EUA, a GM continua com a produção em baixa por causa de politicas internas conservadoras.

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O estado do Michigan, onde a GM possui 10 fábricas diferentes, legalizou a maconha para usos medicinais e recreativos em 2019. Porém as normas internas da GM não foram atualizadas. O fabricante possui vagas para as linhas de montagem que não consegue completar pois a droga é encontrada no exame toxicológico de quem aplica para aos candidatos.

Os principais produtos da GM são afetados

O carro chefe do grupo são as picapes grandes, fabricadas na planta de Flint, Michigan, e esses veículos estão com demanda em alta. A falta de semicondutores foi contornada tirando o sistema de desligamento de cilindros do motor, mas a fábrica já trabalha em sua capacidade máxima sem conseguir atender a demanda por falta de funcionários.

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Muitos interessados em vagas na GM nem tentam ao saber que a presença de maconha no exame toxicológico é proibida. (Foto: General Motors | Divulgação)

O porta-voz da GM, Dan Flores, disse ao jornal The Detroit Free Press que a contratação de funcionários temporários é feita para cobrir empregados que estão de férias e manter a produtividade.

Já Eric Welter, presidente da divisão local do sindicato dos funcionários de fábricas de automóveis, diz que os candidatos nem terminam de fazer a aplicação para vagas na GM ao saber que usuários de maconha não são contratados.

O líder sindical diz que indica entre 22 e 25 candidatos para vagas na GM por semana, porém muitos voltam sem o emprego. O exame toxicológico feito pela GM no processo de contratação é similar ao feito no Brasil para motoristas com CNH categoria C, D e E. Ele pega traços de uso da Cannabis sativa feito semanas antes do teste.

2 Comentários
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Sir.Alves 23 de setembro de 2021

Trabalhar sob efeitos de drogas é algo realmente sem sentido… trabalhar bêbado seria aceitável? bebidas são legalizadas… a GM está CERTÍSSIMA… toda a atenção numa linha de montagem é pouco!

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Gustavo 19 de junho de 2021

Parabéns à GM pela posição. Montar veículos é uma grande responsabilidade com as vidas de quem os dirige pelas ruas. Requer atenção! Com certeza encontrarão uma solução para compor o quadro. Espero também que seja um grande desestímulo a quem faz uso de droga, que não agrega nada na vida de ninguém.

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