10 dicas para conservar os pneus: contato com derivados de petróleo é perigoso!

Respeitar os limites descritos no componente, evitar o contato com óleos, calibrar semanalmente e fazer rodízio são algumas das indicações da Anip

Por AutoPapo 26/10/20 às 13h40
homem com pneu estepe sobressalente nas mãos em frente a veículo parado
Estacionar em poças de óleo pode causar danos aos pneus do carro (Foto: Shutterstock)
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Os pneus são componentes de extrema importância para a garantia da segurança veicular. Responsáveis pelo contato com o solo, interferem na estabilidade, na frenagem e no consumo de combustível dos automóveis. Com a ajuda da Associação Nacional da Indústria dos Pneumáticos (Anip), listamos 10 dicas para manutenção e conservação dos pneus.

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homem com pneu estepe sobressalente nas mãos em frente a veículo parado
Estacionar em poças de óleo pode causar danos aos pneus do carro (Foto: Shutterstock)

1. Fique atento aos produtos inimigos do pneu

De acordo com os especialistas da Anip, produtos compostos por derivados de petróleo contaminam a borracha dos pneus e reduzem a vida útil dos componentes. Por isso, não é recomendável estacionar sobre poças de óleo ou usar qualquer produto com gasolina, querosene ou outro derivado durante a limpeza das rodas.

Sobre a quantidade específica de contato que o pneu suporta, a Associação disse que não há como estimar. Mas a organização reafirma que a recomendação é que os motoristas não utilizem nenhum produto que contenha derivados de petróleo em sua composição, mesmo em quantidades baixas, já que a exposição por longo período de tempo pode alterar as propriedades da borracha.

2. Calibre os pneus semanalmente

Para extrair o máximo de eficiência dos pneus, é preciso calibrá-los semanalmente respeitando as indicações do fabricante no que se refere a pressão.

Colocar menos ar nos componentes é um comportamento especialmente nocivo para os carros, pois torna a direção pesada, aumenta o consumo de combustível e o desgaste dos pneus.

A pressão exagerada desgasta o centro da  banda de rodagem, por causa do apoio maior sobre esta área, e cauda perda de estabilidade em curvas, pois há menor área de contato com o solo.

Lembre-se! A pressão deve ser regulada com os pneus frios.

3. Faça balanceamento e alinhamento a cada 10 mil quilômetros

A Anip recomenda que os proprietários de automóveis realizem o balanceamento dos pneus e o alinhamento das rodas do veículo nas seguintes situações:

  • a cada 10 mil quilômetros rodados;
  • quando surgirem vibrações no volante;
  • na troca ou no conserto do pneu;
  • quando o veículo sofrer impactos na suspensão;
  • quando o pneu apresentar desgastes irregulares;
  • quando forem substituídos componentes da suspensão; ou
  • quando o veículo estiver puxando para a direita ou esquerda.

O desbalanceamento das rodas, além de desconforto ao dirigir, causa perda de tração, de estabilidade, desgastes acentuados em componentes mecânicos e prejudica o próprio pneu.

O desalinhamento de direção, por sua vez, deixa o veículo instável e inseguro.

4. Faça rodízio de pneus

O rodízio de pneus compensa a diferença de desgaste dos componentes, além garantir mais estabilidade e eficiência. No caso de pneus diagonais de passeio, o rodízio deve ser feito a cada cinco mil quilômetros rodados. Já para os pneus radiais de passeio, deve ser realizado a cada oito mil quilômetros.

5. Não use pneu careca

O Tread Wear Indicator (TWI) é uma saliência de borracha com altura de 1,6 mm que é colocada dentro do sulco do pneu. Quando o desgaste do pneu atinge esse indicador, significa que já está no limite de segurança e é hora de trocá-lo.

6. Cuide do estepe

O estepe é tão importante quanto os pneus que estão em uso. O sobressalente deve ser calibrado com frequência e respeitar os limites do TWI. Mantê-lo em más condições pode, inclusive, render multa e pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

7. Aprenda a “ler” o pneu

Nem todos os motoristas reparam nas letras e números presentes na lateral do pneu, mas eles são essenciais para o entendimento das informações sobre o próprio componente, como:

  • carga e pressão máxima;
  • data e local de fabricação;
  • limite de velocidade;
  • dimensões;
  • tipo de construção; e
  • modelo.

Respeitar os limites do componente é essencial para sua proteção.

8. Escolha o pneu correto

Nem todos os proprietários de veículo sabem escolher o pneu correto para seu automóvel. Para não errar, é importante consultar o manual do veículo. No documento é possível encontrar o tamanho e os limites de carga e velocidade que devem ser respeitados.

9. Mantenha atenção redobrada em dias de chuva

A aquaplanagem pode fazer com que o motorista perca o controle do veículo, principalmente se os pneus estiverem carecas. Em caso de chuvas fortes, reduza a velocidade.

10. Não rode com pneus reformados em moto

A reforma de pneus em motocicletas afeta a curvatura e as dimensões originais dos componentes externos dos pneus: banda de rodagem, ombros e flancos. A prática é proibida no Brasil pelas Resolução 158/2004, do Conselho Nacional do Trânsito e a Portaria 554/2014 do Inmetro.

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