Você já deve ter ouvido esses 10 mitos sobre carro: todos são furados!

Algumas das lendas que circulam de boca em boca ou pela internet podem causar grandes prejuízos para o proprietário

miitos sobre carros amuletos e objetos para dar sorte
Não faltam mitos envolvendo diversos aspectos do carro (Foto: Shutterstock)
Por Alexandre Carneiro
19 de setembro de 2021 08:29

Às vezes a intenção é até boa: determinado a manter o veículo em ordem, o proprietário procura algumas dicas na internet, na oficina mecânica ou junto a algum amigo. Porém, pode se deparar com mitos totalmente irreais sobre o próprio carro e acabar acreditando neles.

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10 mitos sobre carros

Para evitar a armadilha da desinformação, o AutoPapo fez um listão com 10 mitos sobre carro. Assim, ao notar algum deles, você já saberá que se trata de uma informação furada. Confira!

1. Novos motores turbo são “bombas”

motor turbo do jeep compass s 2022
Um motor turbo de fábrica tem durabilidade semelhante ao de um similar de aspiração natural (foto: Stellantis | Divulgação)

O turbo é uma tecnologia mais antiga do que muita gente pensa. No exterior, é utilizado em larga escala pela indústria automobilística desde nos anos de 1980. No Brasil, esse mecanismo chegou na década seguinte e, em 1994 já equipava dois modelos nacionais: o Uno e o Tempra, ambos da Fiat. Porém, a aplicação em veículos sem pretensões esportivas ainda é recente, o que gera a perpetuação de incontáveis mitos.

O caso é que não há o que temer: esses motores são projetados para trabalhar com a pressão extra proveniente da sobrealimentação. Aliás, diversos componentes mecânicos recebem reforços, inclusive os da transmissão. E a vida útil do turbocompressor é equivalente à do próprio propulsor. Tampouco há despesas adicionais com manutenção preventiva.

É verdade que, se o turbocompressor apresentar algum problema, o proprietário terá despesas extras. Porém, esses componentes são bastante duráveis e costumam funcionar perfeitamente por centenas de milhares de quilômetros. Isso, quando o equipamento vem de fábrica. Veículos que recebem tal item em procedimentos de preparação costumam, sim, ter vida útil menor.

2. Motor de três cilindros custa menos para o fabricante

ponta da linha de producao dos motores turbo da fca foto leo lara
Matéria-prima é responsável por parcela mínima dos custos de produção dos motores (foto: Stellantis | Divulgação)

Nos últimos anos, vários fabricantes têm substituído motores de quatro cilindros por similares de apenas três, principalmente em modelos de baixa cilindrada. Tal fenômeno deu origem a vários mitos, inclusive o de que o carro teria menor custo de produção. Isso não é verdade!

O AutoPapo já dedicou uma matéria inteira aos motores de três cilindros, mas, para resumir, a questão é a seguinte: a matéria-prima (no caso, metal) é a menor responsável pelos custos industriais de um motor. Unidades antigas, fabricadas há uma década ou mais, já deram o retorno financeiro referente ao desenvolvimento. Já um propulsor novo requer investimentos milionários em projeto, testes e ferramental para produção.

Mas então, já que os motores de quatro cilindros são mais baratos, por que a indústria não os mantêm em produção? Simplesmente porque o setor precisa de propulsores energeticamente mais eficientes para atender à  fase L7 do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), que entra em vigor em 2022. E, daqui a 8 anos, será a vez das novas metas impostas pelo Programa Rota 2030.

3. Peças paralelas não prestam

homem de macacão azul faz busca em deposito de autopecas
Mercado paralelo é enorme: existem tanto peças boas quanto ruins (foto: Shutterstock)

O mercado de peças paralelas é gigantesco: tanto existem fornecedores com tradição e certificações internacionais quanto há empresas do tipo “fundo de quintal”. Por isso, mitos sobre a falta de qualidade de componentes não-originais para o carro até fazem algum sentido, mas se aplicam apenas a parte dos casos; não devem ser entendidos no sentido geral.

Vários dos fabricantes que atuam no mercado paralelo são, inclusive, fornecedores de montadoras. Por isso, o ideal é que o comprador pesquise bastante e opte por empresas com boa reputação no mercado e que ofereçam garantia. É verdade que as originais têm qualidade assegurada, mas elas nem sempre são encontradas, em especial para veículos fora de linha.

4. Misturar diesel na gasolina?

homem segura gatilho de bomba de diesel enquanto destampa bocal do tanque de combustivel de carro
Mistura de diesel à gasolina é um dos mitos mais perigosos para o carro

Existem muitos mitos sobre misturar produtos inapropriados aos combustíveis, no suposto intuito de beneficiar o motor do carro. Um deles ganhou força após a publicação de um vídeo no tiktok: a adição de 10 ml de diesel S10 a cada litro de gasolina. Essa prática supostamente traria benefícios, como limpeza dos bicos injetores e maior economia.

Conforme o AutoPapo já explicou, os efeitos dessa mistura são justamente os contrários: a queima do combustível gerará mais resíduos e aumento de consumo: pode provocar ainda pré-detonação e danos a vários componentes. Isso porque o diesel tem hidrocabonetos de cadeia mais longa, responsável pela geração de material particulado. Ademais, ao contrário da gasolina, esse combustível não tem octanas, e sim cetanas.

Boris Feldman explicar essa questão em detalhes em vídeo: assista!

5. Gasolina brasileira é péssima

Outra das dicas que até tem um fundo de verdade, mas não se sustenta na prática, diz respeito à qualidade da gasolina brasileira. No passado, o combustível era, sim, de baixa qualidade, com octanagem de apenas 87 RON. Mas essa realidade pertence a um passado distante: nos últimos 20 anos, a situação mudou para melhor.

tecnico com luvas de borracha analisa gasolina dentro de erlenmeyer em laboratorio foto shutterstock
Gasolina brasileira, inclusive a do tipo comum, tem alta octanagem, baixo teor de enxofre e boa densidade (foto: Shutterstock)

Atualmente, a gasolina brasileira tem alta octanagem (93 RON, no caso da comum e da aditivada, e 98 RON, no caso da Premium), baixo teor de enxofre (50 partes por milhão) e boa densidade (715 g por dm³). A reclamar, apenas do teor de etanol: o índice de 27,5% supera o adotado em outros países, mas cabe destacar que a mistura com o combustível vegetal, em menor quantidade, é comum também no exterior.

Mas e quando a gasolina é adulterada? Nesses casos, obviamente, o combustível perde qualidade e torna-se nocivo ao motor. Porém, aí já não é questão de refino: trata-se de crime dos donos de postos, passível das devidas punições previstas por lei.

6. Combustível aditivado melhora desempenho

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Aditivos com propriedades detergentes e dispersantes proporcionam queima mais limpa, mas nenhum deles aumenta a potência (foto: Shutterstock)

Abastecer com gasolina aditivada traz vantagens: esse combustível tem detergentes e dispersantes, que provocam uma queima mais limpa, evitando a formação de depósitos carboníferos nas cabeças dos pistões do motor. Porém, não espere por aumento de desempenho!

Existem alguns aditivos, denominados de Boosters, que prometem justamente maior performance. Na prática, eles não surtem qualquer efeito na gasolina brasileira, que já tem alta octanagem e grande percentual de etanol. Pior: podem até causar sérios danos às velas dos motores e aos catalisadores.

E, por falar em etanol, algumas distribuidoras também o oferecem com aditivação. Porém, o combustível vegetal já tem baixo teor de carbono e, por isso, praticamente não deixa resíduos durante a queima. Portanto, a ação detergente e dispersante não fará muita diferença: a vantagem, nesse caso, é que os aditivos aumentam a lubricidade do produto. De qualquer modo, também não ocorrerá aumento de desempenho.

7. Economizador reduz consumo de combustível

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Alguns economizadores prometem melhor queima de combustível devido a propriedades magnéticas, mas são apenas pinos metálicos (foto: Alexandre Carneiro | AutoPapo)

Já que o assunto é combustível, eis mais um dos mitos envolvendo o consumo do carro: a instalação de economizadores. Existem diversos modelos, que agem, supostamente, baseados em diferentes princípios. Entretanto, nenhum deles é eficaz e alguns podem até provocar risco de incêndio.

Por mais que os vendedores desses produtos recorram a uma miríade de teorias da conspiração, o caso é que, se fossem realmente efetivos, tais itens já viriam de fábrica nos automóveis. E, para piorar, em tempos de gasolina e etanol caros, esses mitos ganham ainda mais força. O AutoPapo já testou um desses economizadores e comprovou: ele é totalmente ineficaz.

8. Bicos injetores demandam limpeza periódica

bico injetor
Bicos podem precisar de limpeza em alguns casos: problema é oferecer esse serviço a título de “prevenção” (foto: Shutterstock)

Que fique claro: em alguns casos, o sistema de alimentação de combustível do veículo pode, sim, precisar de um serviço de limpeza. Isso ocorre quando os bicos injetores ficam muito carbonizados, a ponto de não funcionarem perfeitamente.

Contudo, em tais circunstâncias, o motor geralmente apresenta falhas ou engasgos: no mínimo, a luz de alerta da injeção eletrônica permanecerá acesa no painel. Ademais, tais problemas só costumam ocorrer em carros com quilometragens mais altas, após várias dezenas de milhares de quilômetros.

O que não existe é limpeza preventiva dos bicos injetores: é que oficinas desonestas oferecem o serviço para veículos sem qualquer problema de funcionamento, a título de precaução. Típico caso de “empurroterapia”, cujo objetivo é apenas dar lucro fácil ao mecânico.

9. Suspensão rebaixada aumenta a estabilidade

Lei de trânsito que permitiria mudanças nos componentes estruturais do veículo é vetada.
Adaptações na suspensão quase sempre trazem prejuízo à dirigibilidade do veículo (foto: Shuttestock)

Entre todas os mitos sobre o carro, este aqui até que tem um fundo de verdade. Afinal, na teoria, se estiver mais baixo, o veículo terá menor centro de gravidade. Porém, não é isso que acontece na prática, pois dificilmente esse tipo de adaptação conseguirá resultados melhores que o do projeto original.

Vale lembrar que a dirigibilidade do veículo está intimamente ligada ao sistema de suspensão: durante os testes de desenvolvimento, os fabricantes avaliam não só a estabilidade em curvas, mas também em mudanças bruscas de direção, em frenagens e em diferentes tipos de pavimentação.

Além disso, o funcionamento dos sistemas eletrônicos de segurança, incluindo freios ABS, controles de estabilidade e, nos modelos mais sofisticados, dispositivos de frenagem autônoma, são desenvolvidos para o projeto original. Por fim, além de não surtirem o resultado esperado, alterações na suspensão ainda precisam ser legalizadas junto ao órgão de trânsito, para que o veículo não fique em situação irregular.

10. Pneu nunca rodou; está “novinho”

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Ressecamento da borracha provoca pequenas fissuras no pneu (foto: Shuttestock)

Vários componentes automotivos, como fluidos e combustíveis, têm data de validade. Ou seja, degradam-se com o tempo, independentemente do uso. E os pneus  estão entre esses itens. Não acredite em mitos sobre tal componente do carro estar novinho após vários anos: até mesmo se estiverem bem-armazenados, os pneumáticos tornam-se impróprios para rodar com o passar dos anos.

Isso ocorre porque o composto de borracha oxida: fatores como umidade, temperatura e luz também contribuem para o “envelhecimento” do composto. Um componente velho perde o poder de aderência e, consequentemente, torna a dirigibilidade do veículo perigosa. Além do mais, o ressecamento provoca fissuras no pneu, que podem causar um estouro em pleno uso.

Cada fabricante determina o prazo máximo de utilização nas próprias gamas de produtos: em geral, porém, os pneus mantêm suas características originais durante os primeiros 5 ou 6 anos, mas ainda podem ser utilizados, sem riscos, até os 10 anos. A partir daí, o motorista deve providenciar a troca, inclusive do estepe.

26 Comentários
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Alex 26 de setembro de 2021

O auto esporte já fez um teste com uma montana original e uma rebaixada, e durante o percurso a diferença foi grande, a rebaixada foi muito superior.

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MARCO VICENTE SIMEONI BRIZZI 25 de setembro de 2021

Prezado Boris, frequentemente recebo informações de um kit para colocar no carro que transforma seu carro no uso de aguá no lugar da gasolina! Isso procede ? qual a confiabilidade em colocar um kit desses no seu veículo? Não existe nenhuma legislação a respeito ? Isso não é fake-news? Sua equipe já testou algum carro que usa esse sistema? Qual sua opinião e avaliação dessa nova modalidade de uso desse tipo de equipamento?

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Alessandro 26 de setembro de 2021

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk testa aí se funcionar vou querer também kkkkkkkkkķ já pensou? Encher o tanque usando a mangueira do jardim? Kķkkkkķkkkkk

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Elioricardo 23 de setembro de 2021

Olha motor 3 cilindros pode ser moderno mas soube que o Ford KA não tem no painel o sistema que ver temperatura pode ter problemas como existe casos que o motor teve que trocar no mínimo um absurdo

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JOSÉ BORTOLLI 24 de setembro de 2021

Isso não é só o Ka, o Onix também não tem.

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Valfrido Pimenta Andrade 23 de setembro de 2021

Na realidade gostaria de perguntar: tenho nos dias atuais rodando no meu carro, três pneus datado de 2014 (Continental) corro o risco de ter problemas ou tenho ainda algum tempo de uso dos mesmos? Sei que de acordo com o fabricante a validade de pneu é de 5 anos!

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Nelson Amaral 23 de setembro de 2021

Quando a qualidade dos combustíveis no Brasil o maior problema está na adulteração. A fiscalização que só funciona quando tem reportagem acompanhando, caso contrário a corrupção fala mais alto. Já vi posto fechar as portas, recolher todas as faixas, colocar capas nas bombas, passar corrente e simular que está fechado . Isso tudo porque as informações da fiscalização chegou primeiro. Quanto peças de má qualidade é serviço para o Inmetro fiscalizar , o contribuinte paga pra isso.

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Gumar 23 de setembro de 2021

A desconfiança alimentada pela ignorância não é privilégio de brasileiro.

Se você estudar o contexto sobre o qual essa tecnologia de motores turbo foi concebida, verá que o motor traz conceito estendido de durabilidade: possui virabrequim (neste caso, forjado: peça única, em vez de soldado), bielas e pistões reforçados; o turbo é subdimensionado, cujo objetivo é entrar em operação mais cedo, proporcionando ao motor trabalhar em giros (bem) mais baixos. Tudo nele objetiva a economia de combustível ou, de outra forma, o uso eficiente da energia.

Eu mesmo tenho um desses desde 2016, com injeção direta de combustível, agora com mais de 60 mil km rodados. Como já foi dito, o motor trabalha em regimes menores; o que um motor convencional consegue despejar de torque e potência a 6 mil giros, este motor faz o mesmo a pouco mais de 2 mil.

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Alex Souza 22 de setembro de 2021

Diesel na gasolina é o fim da picada …isso só ressalta como motorista brasileiro é leigo…sobre a suspensão rebaixada…coisa de idiota

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Alex Souza 22 de setembro de 2021

Todo motor automotivo depende de manutenção correta para durar…no Brasil, onde a maioria nem sabe a especificação do óleo, qualquer motor corre risco

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Maurício Brisolara 21 de setembro de 2021

Interesse a matéria, principalmente depois dessa idiotices do tiktok em relação ao Diesel na Gasolina. Tenho minhas ressalvas apenas em relação a manutenção dos carros turbo. Quando o motor estiver em seu fim de vida, junto ao turbo, o custo de retífica será enormemente maior, assim como em teste realizado pela quatro rodas a um tempo atrás, o GM Cobalt 1.8 andou e consumiu o mesmo que 1.0 turbo de concorrentes da época, logo, no meu ponto de vista acredito que a GM poderia mantê-lo como uma versão do Onix Plus, é verdade que deve estar em seu limite de aperfeiçoamento, porém poderia ser uma opção.

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Carlos Alberto Meirelles 20 de setembro de 2021

É … mito sempre é mentira …

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Afonso Henriques Valente Guedes 24 de setembro de 2021

Perfeito.

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FELIPE 1 de outubro de 2021

Pois é… mas em 2023, poderemos ter carros movidos a vento estocado porque os motores foram roubados…

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MARCOS 20 de setembro de 2021

NUNCA ACHEI PARA-CHOQUES PARALELOS DE FUSCA E OPALA DE BOA QUALIDADE….EMPURROTERAPIA É QUANDO OS FABRICANTES INVESTEM NOS MOTORES 3 CILINDROS AO INVÉS DE INVESTIREM NOS DE 4, SEJA PARA ATENDER AS NORMAS ANTIPOLUENTES FUTURAS, OU QUALQUER OUTRO MOTIVO….OUTRA ” EMPURROTERAPIA ” DOS MESMOS FABRICANTES É SIMPLESMENTE NÃO TERMOS MAIS OPÇÃO DE CARROS 0 KM COM CÂMBIO MANUAL…..LEMBRANDO QUE NAS DÉCADAS DE 80/90, EXISTIAM PRATICAMENTE TODOS OS MODELOS COM OPÇÃO DE CÂMBIO AUTOMÁTICO, QUE ATENDIA A NICHOS DE MERCADO, POUCO VENDIAM, MAIS TINHA ESSA OPÇÃO…..E HOJE O CÂMBIO MANUAL NÃO É FEITO NEM NESSE PRETEXTO, NICHO DE MERCADO, SIMPLESMENTE ABOLIRAM DO MERCADO DE 0KM….RARAS EXCEÇÕES, PARABÉNS A RENAULT COM SEU SANDERO RS…..0KM…..POR ENQUANTO.

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Polvo 20 de setembro de 2021

Discordo em relação aos novos motores turbo. Somente o tempo dirá se são realmente duráveis, já que várias tecnologias foram introduzidas. O uso no dia-a-dia é que vai provar a durabilidade dos novos componentes como: turbina, intercooler, sistema de lubrificação e arrefecimento, sistema de injeção direta, etc. Ninguém sabe se estes motores serão fontes de dor de cabeça para quem compra estes modelos de segunda mão, ou seja, se terão um custo alto de reparação em relação aos motores aspirados. Para quem compra carro 0Km a cada 2 ou 3 anos, sem problema nenhum, porém para a realidade de boa parte dos brasileiros, comprar carro novo é um sonho distante.

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Alex Souza 22 de setembro de 2021

Todo motor automotivo depende de manutenção correta para durar…no Brasil, onde a maioria nem sabe a especificação do óleo, qualquer motor corre risco

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Elioricardo 23 de setembro de 2021

Olha motor 3 cilindros pode ser moderno mas soube que o Ford KA não tem no painel o sistema que ver temperatura pode ter problemas como existe casos que o motor teve que trocar no mínimo um absurdo

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Gumar 23 de setembro de 2021

A desconfiança alimentada pela ignorância não é privilégio de brasileiro. Se você estudar o contexto sobre o qual essa nova tecnologia de motores turbo, que vieram por implementar o downsizing e a eficiência energética, conceitos ainda não absorvidos pelos motores convencionais, cuja tecnologia os remete aos anos 80, verá que o motor possui outro conceito de durabilidade: virabrequim (forjado; peça única, em vez de ser soldado), bielas e pistões reforçados; turbo subdimensionado (para entrar em operação mais cedo que os turbos verdadeiramente esportivos); a razão disso é puramente a economia de combustível. Eu mesmo tenho desses desde 2016, com injeção direta de combustível. Tudo nele é pensado para extrair o melhor do consumo. O motor trabalha em regimes menores que os convencionais; o regime de giro que um motor convencional precisa para produzir o que um desses motores produzem a 2 mil giros, corresponde a quase 3 vezes. Em outras palavras, um desses motores turbo com toda essa tecnologia embarcada precisa de um terço do regime de giro que um motor convencional precisa para fazer a mesma coisa.

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Luiz Claudio Stefani e Marcia 19 de setembro de 2021

Nunca usei o estepe do meu carro ano 2016, e o o carro esta com 26.000 km, sería bom então trocar todos os pneus?

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Fernando B 19 de setembro de 2021

Ainda não, até 8 anos ainda é seguro. Depois começa-se a formar rachaduras na banda lateral.

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Marcello 20 de setembro de 2021

Cuidado com esta afirmação, Fernando. O fato de o carro ter sido fabricado em 2016 não necessariamente implica que os pneus também o tenham sido. O mais correto é verificar a banda de rodagem do pneu, onde indica a data de fabricação do pneu. O link abaixo ensina como fazê-lo:
https://autopapo.uol.com.br/blog-do-boris/saiba-como-verificar-a-data-de-fabricacao-do-pneu/

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Virgilio 20 de setembro de 2021

Caro Alexandre Carneiro vc esta tremendamente errado ao dizer que um motor 3 cilindros custa o mesmo que um 4 cilindros
E as evidências são simples
Não só pelo menor gasto de matéria prima que vc considerou irrisório mas em larga escala da uma ótima economia mas principalmente nos minutos gastos para usinar um bloco de motor já serão usinados 3 cilindros e não 4. E isso se multiplica com o virabrequim que terá um munhão a menos, depois um mancal a menos , aí tem-se ainda uma biela a menos um pistão a menos um jogo de anéis a menos um bico injetor a menos uma vela a menos pelo menos 2 válvulas a menos
Bem poderia escrever muito mais mas acho que ficou claro não acha?

AutoPapo
Alexandre Carneiro 20 de setembro de 2021

Olá, caro Virgílio.
Não há erro algum: primeiramente, permita-me destacar que já publicamos uma matéria inteiramente dedicada à questão dos custos envolvendo motores de três cilindros. O link foi disponibilizado no texto acima, mas de qualquer modo, segue novamente aqui.

Em resumo, a questão é a seguinte: motores de três cilindros têm mais tecnologia embarcada que os similares de quatro cilindros aos quais eles substituem. E tecnologia representa o maior custo de fabricação para a indústria. Por exemplo: variadores de fase, comando de válvulas roletados e variáveis, turbocompressores e correntes de comando custam mais para os fabricantes do que metal, mancais ou bielas. Os itens citados por mim são comuns nos motores 1.0 de três cilindros modernos, mas raros nos similares de quatro.

Por fim, há ainda um ponto relacionado aos próprios materiais: quase todos os tricilíndricos atuais são confeccionados liga de alumínio, mais cara que o ferro fundido utilizado nos similares com um pistão a mais, o que anula a supostamente significativa economia de matéria-prima apontada por você. Isso sem falar dos já citados custos de desenvolvimento de uma nova família de motores, que são milionários.

Se você ainda não está convencido, basta olhar para o mercado: a Fiat coloca o motor 1.0 Fire, de quatro cilindros, nos seus produto de entrada, Mobi e Uno, e utiliza o Firefly, de três cilindros, no Argo, que é mais caro. O mesmo vale para a Chevrolet, que equipa seu produto mais acessível, o Joy, com o motor 1.0 Família I, de quatro cilindros, enquanto o Onix, mais caro, vem com o 1.0 CSS Prime, de três cilindros. Ambos os fabricantes foram consultados para a matéria cujo link disponibilizei acima e confirmaram que os tricilíndricos têm custo de produção mais elevado.

Abraço!

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MARCOS 20 de setembro de 2021

DE 5 A 6 ANOS ESTÁ NO PRAZO ( LEGAL )…DE 6 A 10 ANOS AINDA DA PARA USAR….MAIS DE 10 ANOS O COMPOSTO DO PNEU JÁ PERDEU SUAS CARACTERÍSTICAS….

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Marcelo 19 de setembro de 2021

Sobre o etanol aditivado, toda queima gera resíduos. Além da limpeza desses resíduos é benéfico pois os mais modernos contém redutores de atrito (o etanol possui baixa lubricidade) e anticorrosivos (etanol tem 7% de água) .

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