Preço do carro não para de subir. Parte da culpa é de quem reclama

Exigências governamentais de segurança e baixas emissões encarecem o carro. Mas a preferência dos consumidores também estimula as fábricas

por que preco do carro esta subindp
A má notícia é que os preços não vão baixar (Foto: Shutterstock)
Por Boris Feldman
13 de novembro de 2021 07:30

A questão é: vale a pena esperar para comprar um carro zero em 2022 por uma possível redução de preço, se a oferta crescer?

Não, é quase impossível. São vários os fatores que só fazem elevar seu custo. Sem perspectiva de se atenuarem num futuro previsível. E o pior: alguns deles provocados pelas próprias reações do mercado. Ou seja, culpa do consumidor…

Segurança

O brasileiro não chega a ser um fervoroso adepto dos equipamentos de segurança, e a maioria adere à ideia de que “acidente, só com os outros”. Pesquisa da Bosch junto a consumidores revelou que se preocupam, sim, com a segurança. Mas, vendedores de concessionárias negaram: raros deixariam de investir em rodas especiais, couro e som para optar por freios ABS ou airbags.

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Aliás, só mesmo sua obrigatoriedade, a partir de 2014, equipou nossos automóveis com estes dispositivos. Assim como estes dois, outros estão se tornando obrigatórios, como o controle eletrônico de estabilidade em 2024, o mais importante item de segurança depois dos cintos.

O problema é que essa eletrônica não é barata e influi no custo final do automóvel, principalmente nos menores e mais baratos, os chamados “de entrada”. Vários outros já equipam modelos mais sofisticados, como “freio automático de emergência”, alerta de troca de faixa, assistência de partida em rampa, sistema de estacionamento, etc.

Emissões

Evitar a poluição da atmosfera não é barato. Para se cumprir os limites de emissões, as fábricas não investem apenas nos (caros) catalisadores, mas em diversos outros sistemas e até no desenvolvimento de novos motores.

A próxima fase (L7) do Programa de Controle das Emissões (Proconve) entra em vigor em janeiro de 2022 e aperta ainda mais o limite de emissões. E também o das evaporações, ou seja, dos gases emitidos pelos tanques de combustíveis. Enquadrar os carros nestas regras exige pesados investimentos. E a conta vai sempre para o bolso do consumidor.

‘Paixonite’

Se as vendas de um segmento entram em queda livre por uma tendência do mercado, a fábrica o descontinua.

A recente “paixonite” pelos utilitários esportivos reduziu significativamente a demanda por outros modelos. Mesmo que o SUV custe mais caro e – geralmente – ofereça menos que peruas, sedãs e hatches, vários destes já foram ou estão sendo condenados à morte. Ou tiveram seu preço aumentado devido à queda do volume de produção.

Mas, a paixão inexplicável e irracional pelo SUV vem ao encontro do que sonham as fábricas: vender mais caro um carro que custa menos (ou o mesmo) para ser produzido. Exatamente o caso do SUV em relação a um sedã ou perua.

No caso do Corolla? O Cross realmente vale mais do que o sedã? Eu explico!

Bugigangas

Os especialistas de marketing das fábricas percebem a paixão do freguês por supérfluos como rodas de liga leve, decoração esportiva e tantos outros. E trata de incorporá-los como equipamentos de série, encarecendo desnecessariamente o carro.

É óbvio que a eletrônica deixou o automóvel mais eficiente, seguro, interativo e confortável. Mas responsável também por vários dispositivos totalmente dispensáveis, verdadeiras “bugigangas” que nada contribuem, exceto encarecer o custo final.

Tempos atrás, a Mercedes-Benz realizou pesquisa para avaliar a interatividade dos motoristas de seus automóveis com sistemas sofisticados que poderiam acionar cerca de 600 funções pelo “joystick” no console. O resultado foi decepcionante: a maioria não utilizava sequer 10% delas…

Internet

carro autonomo com rede 5g

A internet entrou no automóvel de maneira acanhada. Mas é fácil imaginar que agora – com a 5G – ela vai invadi-lo de forma radical.

Nosso colega Zeca Chaves já previu (em coluna do nosso portal) várias formas com que a 5G vai revolucionar o automóvel, além das maravilhas que proporcionará ao celular. Ele lembra que vários dos recalls são efetuados para atualizar o software do motor, câmbio ou de outro sistema qualquer. Sempre com o  carro na oficina.

Mas não com a 5G, que permitirá a correção remota do problema na garage do dono. E não apenas para recalls, mas também para resolver problemas alertados no painel, atualização ou introdução de novos softwares.

Também possível adquirir serviços opcionais que o motorista não se interessou ao comprar o carro. Permitirá a conectividade entre veículos e entre estes e as centrais de controle de trânsito, com intercâmbio de informações, aumentando a segurança viária e reduzindo congestionamentos.

Enfim, uma revolução no cardápio de serviços do automóvel, sem limites previsíveis Mas com custos igualmente imprevisíveis e ilimitados…

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72 Comentários
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Paulo 20 de novembro de 2021

Então, os apaixonados estão inexplicavelmente encarecendo os carros. Um hrv usado custa mais caro que um tracker premier zero cheio de opcionais que o japonês nunca vai ter. Outro exemplo, um hrv custa mais caro que um sportage usado. Vai explicar! A verdade é que carros saltaram de 100mil para 200 mil do nada. Impossível comprar carro.

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Bruno Dias 20 de novembro de 2021

Se esse é o cardapio que temos que poderemos comprar. O publico idoso pasmem é o que mais cai nessas ofertas

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Marcell 19 de novembro de 2021

Tiraram o marcador de temperatura do sistema de arrefecimento de alguns carros. E se alguém me disser para que serve o conta-giros em um carro automático…..

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PAULINHO 21 de novembro de 2021

O contagiros no carro automático serve para quando você dirigir no modo manual.

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Felipe 19 de novembro de 2021

Bom dia.
Fiz um comentário sem ofender e sem radicalismo, mas não foi publicado. Há mais algum critério para a publicação?

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Paulo 19 de novembro de 2021

Você é o cara, por isto eu só compro pão de queijo!

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Felipe 18 de novembro de 2021

O consumidor brasileiro vive da aparências. O SUV no Brasil nem é autêntico. Não tem chassi robusto nem tampouco um desempenho esportivo como preconiza o conceito de SUV.
A mídia especialista também vende esse conceito errôneo.
Lamentável.

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Regis Gerhardt de Souza 18 de novembro de 2021

Olha! Eu acho que o mal do brasileiro é pagar sem reclamar. Compra tudo por qualquer preço. Parcelamento em dezenas de meses com juros altíssimos e pagam sem reclamar. Reclamam da mercadoria cara, mas vão lá e compram. A indústria agradece. Meu último carro zero é do ano de 2017. Não consegui mais acompanhar. Até o usado está caro. Não recomendo , de momento, trocar de carro. É esperar, e rezar kkkkk.

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Lucio 19 de novembro de 2021

Com certeza brasileiro adora pagar caro. Principalmente aqueles que não tem e querem se mostrar. As montadoras põem o preço que elas querem. Se as pessoas não comprarem eles vão ser obrigados a baixar o preço é só questão das pessoas se conscientizarem.

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Bill 18 de novembro de 2021

concordo plenamente. Estão enfiando muita bugigangas nos carros que não servem para praticamente nada a não ser encarecer os veículos e que quando pifam não tem quem conserte ou se consertam custa metade do valor do carro.

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Ari Kempenich 18 de novembro de 2021

Muito bem escrito e muito bem pensado. Segurança e infotainment custa, e muito. No fim, o cliente paga a conta.

A competição pelos semicondutores com empresas de alta tecnologia (celulares, tablets, computadores e televisões) está aí para provar também e tem como consequencia a falta de carros, que através da lei da oferta e da procura, empurra os preços dos veículos em direção à estratosfera.

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Geraldo Campos Campos 18 de novembro de 2021

Interessante estes comentários o problema é que o brasileiro ainda não viu que carros não só toyota v.w. e etc existem outroas marcas que de veriam ser experimentadas só assim abririam concorrentes e os preços poderiam baixar mas infelizmente preferem ser Maria vai com as outras e pagar os absurdos que cobram por estes veiculos

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Leo 18 de novembro de 2021

A matéria tem parte de razão. Na verdade as fábricas e as revendas estão de olho nas preferências do consumidor.Lei da oferta e procura.
Agora ,quase todas novas tecnologias já foram desenvolvidas na F1; e muitas marcas nem fazem parte. GM, VW;etc. Pegam a tecnologia de bandeja, somente adaptando para os carros de passeio. Não é minha área, mas estou começando a ter contato com a área de TI, e pasmem. Tem como produzir esses componentes , com a mesma qualidade e 20 x mais barato. É isso aí.
Em relação aos impostos , são absurdos mesmos. Impostos para bancar o executivo, legislativo e judiciário principalmente. Agora vocês acham que conseguiremos mudar isso no voto. Já há muito tempo não tenho essa ilusão.

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Maysson Rodrigo Martins 17 de novembro de 2021

A velha tática “pega brasileiro”que não calcula com o tempo;as coisas sobem até o total de 80%,acostuma o gado e reduz 20%,aí vão achar vantagem…paratudo

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Tony Pacheco 18 de novembro de 2021

Perfeito! Parabéns! Uma coisa tão elementar, mas que a maioria não tem neurônios suficientes para entender.

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Victor Hugo 17 de novembro de 2021

Então parte da culpa dos preços altos é a legislação e a exigência do consumidor?
Engraçado que nos EUA, por exemplo, os preços são absurdamente mais baixos que aqui e a legislação é mais exigente! O mercado deles não vende nem 1.0, os consumidores americanos são muito mais detalhistas e ainda assim o preço não subiu tanto quanto aqui.
É fácil por a culpa no consumidor e nas leis né? Parece que esse texto foi patrocinado por donos de montadoras. É uma linha de raciocínio totalmente voltada para os interesses do fabricante. “Ora, os carros estão caros pq vc quer qualidade!”
Como se o consumidor brasileiro exigisse pontos que em nenhum outro lugar exigem.
As nossas exigências, em outros países, já são itens de série a muito tempo e mesmo assim o preço não subiu como aqui.

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CLAUDIO HENRIQUE DE MELLO GONCALVES 17 de novembro de 2021

Outro problema é a frase é resistente é barato de manter e os motores da GM família 1 e 2, ficaram 30 anos no mercado. Agora vai ser na marra, por lei. Some a isso o fato que muito dos componentes dos eficientes motores que atendem estas rígidas normas são importados. E o dólar está uma fortuna. A cereja do bolo é quando muitos destes componentes importados foram desenvolvidos para motores a diesel. Foi uma tremenda burrice nunca permitir veículos de passeio com motores a diesel, por conta disso nunca desenvolvemos a tecnologia e agora a conta chegou. A estupidez do governo e a estupidez do consumidor que deu preferência a carros obsoletos por serem confiáveis e baratos de manter. Não fosse a obrigatoriedade de airbags, o Mille provavelmente estaria entre os mais vendidos só país. Aí podem justificar, mas não tenho dinheiro pra comprar um mais moderno, porém troca de carro em média a cada 3 anos. E compram o carro para o próximo dono, escolhem o que menos desvaloriza e vende mais fácil. É gado, tudo isso contribui para os preços ficarem mais elevados sempre

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Luiz 18 de novembro de 2021

Carros movidos a Diesel são produzidos no Brasil para exportação a mais de 40 anos.

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Paul Muadib 18 de novembro de 2021

O carro de passeio a diesel é proibido porque temos que importar diesel, e se a demanda for muito grande irá desequilibrar a balança comercial.

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Waslon 17 de novembro de 2021

Os carros nos EUA também aumentaram absurdamente nos últimos dois anos.

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Elioricardo 17 de novembro de 2021

Vou repetir o que penso deixá apodrecer nas concessionárias quero ver se não vão baixar um pouco

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Luiz Araujo 18 de novembro de 2021

Concordo com você! O Brasileiro tem que parar de comprar por impulso, apenas pra mostrar para o vizinho, levar pra casa aquela bíblia (carnê) com trocentos meses pra pagar. Brasileiro já não tem educação financeira na escola que é pra não acabar com esse círculo vicioso! ser escravo das dívidas, depois ficar sempre stressado , a maioria é maria vai com as outras mesmo! Ao invés de ganhar juros prefere pagar juros e assim vai….ser banqueiro no Brasil é top! escravos…

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Renato 18 de novembro de 2021

Cara, vc nao entendeu nada do que o tecto disse.

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Joelson 18 de novembro de 2021

O consumidor brasileiro já é tão explorado pelo governo e pela ganância das montadoras e o Sr Boris vem dizer que parte da culpa é do consumidor ! É de lascar

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Tony Pacheco 18 de novembro de 2021

Infelizmente você está corretíssimo: a imprensa automobilística (e olhe que sou jornalista, disso eu entendo, de verdade…) brasileira é 100% voltada para os interesses das montadoras, que investem pesado em publicidade em revistas, jornais, sites e blogs. Investe e usa também outros meios os quais não vou elencar para não ser processado…

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Luciana 17 de novembro de 2021

Faltou dizer q o maior culpado é o governo. Seja federal ou estadual, a carga tributária é brutal e nenhuma esfera da administração pública está preocupada com isso.

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Tony Pacheco 18 de novembro de 2021

É. O venerável especialista esquece os impostos monstruosos e as montadoras pra lá de gananciosas. Parece missa encomendada. E é?

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Luiz 17 de novembro de 2021

Eu desisti de comprar zero! Vou para a turma dos semi novos. Acho uma absurdo os valores que estão cobrando pelos zeros, principalmente pelos da modinha, os SUVs.

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Anselmo Oliveira Torres 17 de novembro de 2021

Carros seminovos também estão caro, por exemplo tem carro de 10 anos de uso dependendo do modelo está custando mais de R$40.000,00 reias, antes comprava por 28.000,00!Para Vcs ver tem alguns modelos de carros usados ficou mais de R$10.000,00 mais caro, para vcs ver! Pega carro depreado, km alta, hoje em dia comprar carro que não vale aquele preços altos

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RICARDO COSTA MILLEI 17 de novembro de 2021

Bom dia. Tudo Nutellinha… isso nao pode ser chamado de carro…computador movel q vc vai dentro.
O motorista atual nao sabe dirigir mais. E tudo esses computadores q faz. Controle eletronico de subida. De derrapagem…de troca de marcha. Mapinha no painel..que tranqueirada Por favor ne. E o braco onde fica? E o peazer de vc controlar a maquina ?
Mundo dos carros acabou na decada de 90. O resto e Nutella
Ricardo
Defender 110 97 Tdi
Discovery 97 V8

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Tony Pacheco 18 de novembro de 2021

Na real? Os comentaristas deste site são muito (mas, muito mesmo!) mais honestos e inteirados da realidade do mundo do automóvel no Brasil que todos os jornalistas (eu me incluo, pois sou um dos jornalistas que mais aprendo do que sei) “especializados”. A galera da imprensa automobilística é de doer…

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Rodolfo 16 de novembro de 2021

Creio que com redução dos impostos do carro popular as montadoras irão voltar a ter interesse na produção desses veículos.

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Geraldo 16 de novembro de 2021

Quem compra carro zero? Resposta: locadoras, produtores rurais, cnpj e 20 % são exportados, somando isto tudo se chega a 60% do q é fabricado. Os 40% restantes sāo o endinheirados e alguns insanos com carnê de dividas.

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RAFAEL DOS SANTOS 16 de novembro de 2021

Problema que pra você adquirir um opcional, as concecionarias te obrigan a comprar um pacote, assim encarecendo. No kicks, pra você ter 6 Air bag, precisa comprar bancos de couro e painel digital. No argo, pra ter retrovisor elétrico, precisa comprar junto vidros elétricos traseiros farol de milha e rodas de liga.

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CLAUDIO HENRIQUE DE MELLO GONCALVES 17 de novembro de 2021

É pensar que o povo prefere pagar mais caro num kicks, que um tiida. E foi assim com golf T-cross, Megane gran tour Duster. A montadora ta certa, o problema é consumidor que não compra carro pra ele, compra para o próximo dono. E assim deixa de comprar carros que seriam muito superiores, pq pensam somente na revenda e na manutenção que se faz uma vez ao ano

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Tony Pacheco 18 de novembro de 2021

Memorável! Irrespondível!

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Valdemar batista alcarde 16 de novembro de 2021

Comprar carro O km é perder dinheiro.

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Waslon 17 de novembro de 2021

Concordo totalmente!

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Paul Muadib 18 de novembro de 2021

Comprar TV, celular e geladeira também. Carro não é investimento.

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Diego 16 de novembro de 2021

Olá, Boris! Sobre rodas de liga leve. Por favor, sou um consumidor comum, não vendedor. Embora não seja a primeira necessidade num carro, não as acho tão supérfluas assim. O material dissipa melhor o calor, tem menor peso (em tamanhos iguais) e isso impacta diretamente na vida útil dos pneus, componentes da suspensão e freios. E, ainda que pouco, contribui na diminuição do consumo e emissão de poluentes (em larga escala faria um diferença considerável). Acredito que a estética é consequência do uso de um material mais nobre e versátil. Teria como fazer uma matéria a respeito dessas rodas e a diferença que ela traz para as convencionais de ferro?

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Ederval Mendonça 16 de novembro de 2021

Quanto mais as montadoras ganham, mais encarecem seus produtos. Qualquer modificação ou melhoria necessária, em vez de diluir o custo disso na na imensa escala de vendas que eles obtêm como sendo algo merecido pelos compredores, aplicam a sua velha alquimia e lançam os preços do seus produtos a alturas siderais. E o consumidor, além de receber a paulada ainda leva a “culpa” de apanhar por querer segurança e conforto.

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Emerson 16 de novembro de 2021

Nos novos até concordo que quanto mais exigências dos órgãos responsáveis mais encarece o projeto.
Agora é os usados???
Vemos carros com dez, doze, quinze anos de uso subindo de preço desenfreadamente, e não estou falando de semi novos.. e sim dos usados mesmo….

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Allan Luiz Quevedo 16 de novembro de 2021

Os usados estão subindo devido a demanda de procura.
Muitos que sonhavam com carro zero estao deixando o sonho de lado e optando por um usado top fazendo a demanda de procura subir encarecendo os usados e semi novos

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marcio 17 de novembro de 2021

Carros seminovos. Acho muito engraçada essa palavra.
É seminovo, por que o dono só usou os dois bancos dianteiros, é não usou o banco traseiro e o porta malas?
Então metade do carro continua zero Kilometro?
Não existe carro seminovo. É novo ou usado.
Isso é golpe de agência ou concessionária.
Vendi um Uno 1.5 em uma agência, o carro estava com 206 mil Kilometros rodados, porém tudo funcionava perfeitamente, a manutenção sempre em dia, minha profissão me obrigava a rodar mais de 150 Kilometros por dia.
O funcionário da agência disse, é doutor tá bem rodado.
Fui obrigado a ser mal educado.
Comprei para usar e não para ostentar.
Agências de veículos gostam de aplicar golpes.

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Paul Muadib 18 de novembro de 2021

Concordo contigo….não existe seminovo. Ou é novo ou é usado.

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Tony Pacheco 18 de novembro de 2021

O articulista e os comentaristas aqui esquecem que este governo atual é tão inepto quanto o primeiro da redemocratização: ambos os governantes não têm capacidade técnica de enfrentar o momento econômico mundial com seus ministros tolos e com interesses pessoais e corporativos voltados para suas contas em paraísos fiscais. Os carros estão subindo de preço? Estão sim. E o quiabo? E a laranja? E as carnes de boi, de frango e de porco? E os enlatados em geral? E o arroz, o feijão, o milho, a banana? E a farinha de trigo, a farinha de mandioca e os pães? Enfim, a economia brasileira está absolutamente descontrolada, como esteve no fim da ditadura militar (governo do general Figueiredo) e do seu sucessor civil José Sarney. Estamos numa máquina do tempo: voltamos ao passado inflacionário. E caro ou não, compre logo seu carro, porque no ano que vem ele estará 40% mais caro. Com certeza absoluta! Assim como depois de Sarney teve que vir Itamar e Fernando Henrique para colocar a economia nos trilhos à força (força do intelecto e força da pressão), depois deste governo atual terá que vir um outro para dar um freio de arrumação nesta bagunça que se tornou a economia brasileira. Porque se continuar esta balbúrdia, 2023 será de inflação de 3 dígitos…

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ANDERSON MESQUITA 15 de novembro de 2021

Os carro estão ficando caro, pois as montadoras estão querendo para de fabricar motores a combustão e focar nos carros elétricos, que estão chegando com valor aproximado de 100.000,00 ! Como elas pode colocar no mercado os carros eletricos se os estão sendo vendidos a gasolina/etanol esta muito barato por esse motivo é melhor momento para elevar os preços do carro com essa mentiras de custo infundadas

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Diego 16 de novembro de 2021

O valor é bem mais alto que esse, Anderson…

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FRANCISCO C MEMORIA 15 de novembro de 2021

Ah sim, o Sandero tá custando R$78 mil por conta da roda de liga leve

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EDMAR SALES NASCIMENTO 15 de novembro de 2021

E só fazer um boicotes as montadoras, comprarem carros semi novo ou usados,que são muitos bons até 4 anos de uso, vamos deixar os carros novos morfar na concessionária

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Santiago 15 de novembro de 2021

Também penso assim!
Porém, infelizmente, há uma legião de incautos que adoram gabar-se de “poder” comprar aquilo que a maioria não pode ou recusa -se a pagar. Mesmo que isso signifique pagar por um produto bem mais do que ele realmente vale.
E assim quem vende agradece, às gargalhadas.

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Marcelo Dias 15 de novembro de 2021

Não existe mágica, para existe usado em algum momento alguém comprou zero. Portanto, esses dois grupos precisam existir para alimentar a pirâmide, grupos que compram carro zero e outro para compra do carro usado.

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Fabio Lima 18 de novembro de 2021

Exatamente. Todo mundo aqui sabe a reposta, falta colocar em prática.
A pergunta é: você realmente precisa “trocar” seu carro ? (novo ou usado, tanto faz).

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Tony Pacheco 18 de novembro de 2021

Sr. Edmar, sua ideia é absolutamente perfeita. Mas, num país com nível acadêmico da Noruega, do Canadá ou de partes dos EUA, como Califórnia e Nova York. Aqui, é impossível. O povo brasileiro tem formação escolar baixíssima e os que têm é na base analfabetismo funcional (só conhecem o mínimo para reconhecer a linha do ônibus). Os que têm nível superior foram formados em fábricas de diplomas privadas (que são privadas, mesmo, em todas as acepções da palavra), não entendem nada de nada. Vejam que quando em 2020 ainda existia o EcoSport Storm de 176 cavalos, 21 kgf de torque e… 4×4 (imagine, 4×4!), por 94 mil, o brasileiro dava 110 mil por um Kicks de 113 cavalos, um T-Cross de 130 mil e 120 cavalos, enfim, deixavam de comprar um veículo com toda tecnologia e força do mundo, para comprar carrinhos de butique a preço absurdamente incompatível com a motorização. Resumo: boicote a empresas só funcionam em países com alto nível de escolaridade e de politização das massas. Aqui o sujeito vê a gasolina, em 3 anos, pular de 4,26 para 8 reais o litro e não há boicote, não há passeatas, não há um manifesto dos consumidores, enfim, não há nada. No final do ano chega a 10 reais e as pessoas continuarão pagando. Nosso destino é este, nos f… hã! nos arrastarmos para a lama. Brasileiro é fácil de governar e fácil de explorar. Um povo ideal para políticos e empresários inteligentes.

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Rui Fonseca Munhoz 18 de novembro de 2021

Deixem de comprar os novos e as montadoras vão embora, como a Ford fez e a VW já pensou em fazer, aí com menos montadoras os preços sobem mais ainda….simples assim.

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Fernando 15 de novembro de 2021

setor de auto peças teve reajustes acima de 40% em pouco mais de um ano, esta diretamente ligado ao aumento dos 0KM, ambos tiveram o mesmo patamar de aumento

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Santiago 15 de novembro de 2021

Também penso assim!
Porém, infelizmente, há uma legião de incautos que adoram gabar-se de “poder” comprar aquilo que a maioria não pode ou recusa -se a pagar. Mesmo que isso signifique pagar por um produto bem mais do que que ele realmente vale.
E assim quem vende agradece, às gargalhadas.

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Santiago 15 de novembro de 2021

Desconsiderar. Inseri a resposta no comentário errado.

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Adilson 15 de novembro de 2021

Esse imposto sobre industrialização do veículo, é muito caro! Uma vez que existem outros impostos atrelados no sistema veicular que além de peças e manutenções bem como o combustível e pedágios, tem o IPVA. É muito dinheiro que circula para os governos no transporte particular, sem contar o seguro a parte que gera arrecadação de impostos também!!

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Claudio Soares 15 de novembro de 2021

Sempre tive carro zero desde meus 23 anos. Agora com 51 não vejo mais essa possibilidade ante aos preços hj praticados. É uma pena…..partiu semi-novo ou usado.

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Strady 14 de novembro de 2021

Tudo por uma questão de status.
Pensam que quem tem o carro mais alto, vale mais.

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Sir.Alves 14 de novembro de 2021

Eu que nao quero ninguem besbilhotando e atualizando a central do meu veiculo a distancia e muito menos sem meu consetimento, eh mais do que uma questao de pricidade, eh uma questao de seguranca veicular vital! Se vier por padrao, mando desativar, ou arranco os C.I.s na marra.Troco a central e etc.

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Tony Pacheco 18 de novembro de 2021

Sr. Alves, penso exatamente como o Sr. Há alguma coisa de podre no reino da Dinamarca da informatização dos carros. Além de gerar um custo de manutenção astronômico, estes carros “tecnológicos” na verdade não são nossos: a gente não tem a menor condição de repará-los. Eles andam se os verdadeiros donos deles (as montadoras e as empresas de tecnologia) resolverem deixar eles andarem. Lembro-me de meu Jetta TSi de 200 cavalos que vivia me obrigando a trocar os sensores de ABS, sensor de nível de combustível, sensor disso e daquilo. E ainda vinha uma mensagem no painel dizendo que ou trocava ou a fábrica não se responsabilizaria pelo que iria acontecer ao carro. Imagino o caos que não é a vida de quem compra um Land Rover usado… Quando aquela árvore de Natal que é o painel começar a piscar, prepare-se para gastar 100 mil de reparos. Saudades do meu Opala Diplomata 4.1 com carburador que eu e meus amigos regulávamos de boa. É um mundo sem graça este atual, no qual somos fornecedores de capital para bilionários e escravos de uma tecnologia que não conseguimos dominar.

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Strady 14 de novembro de 2021

Recentemente, vi um carro da mesma marca, cor e modelo que o meu.
Mas tinha uma diferença. Enquanto eu optei por faróis de neblina para aumentar a segurança, o outro proprietário optou pela estética e colocou rodas esportivas em seu carro.

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Arroz doce 15 de novembro de 2021

E vc se acha melhor do que ele ?

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Strady 15 de novembro de 2021

Você leu o artigo com atenção?
Eu penso que não.

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Diego 16 de novembro de 2021

Strady. Farol de neblina serve para ser usado quando tem neblina. Na maior parte do país nem existe. E nem se trata de algo realmente significativo. O uso no dia a dia nem se justifica. O que a matéria quer dizer são os itens de segurança ativa, como ABS, controles de estabilidade, tração e subida, frenagem de emergência, por exemplo.

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Strady 17 de novembro de 2021

Claro que não se deve usar de dia, nem de noite sem neblina, mas no sul do país, onde moro, o farol de neblina faz parte da segurança, pois aqui neblina é o que não falta.

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Santiago 13 de novembro de 2021

Concordo plenamente Boris!
Principalmente no que tange à atual moda dos “SUVs” de mentirinha, cujos custos de produção são próximos aos de um sedan porém os preços cobrados aproximam-se aos dos SUVs de verdade. Enquanto existirem incautos que se disponham a pagar tais valores extorsivos, as montadoras continuarão deitando e rolando na moda que elas mesmas inventaram.

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Rafael 18 de novembro de 2021

Você precisa diversificar seu vocabulário, já repetiu essa palavra “incausto” umas três vezes…tnc!

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Santiago 18 de novembro de 2021

Já pensei nisso também. O problema é que as outras opções de adjetivo seriam bem menos educadas.

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Rodolfo 13 de novembro de 2021

Para atualizar o software do motor e do câmbio é necessário comparecer em todas as revisões em Concessionária? Se sim, vai nos amarrar as Concessionárias.

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