Airbags da Takata: entenda o recall que já matou no Brasil

Com 29 mortes no mundo incluindo uma no Brasil em 2020, os airbags da Takata explodem como granadas e equipam milhões de carros nacionais

Por Bárbara Angelo 10/02/17 às 18h22
Matéria atualizada em 24/03/2020

Os números são assustadores: mais de 100 milhões de airbags afetados, 29 mortes e mais de 320 feridos. O recall de airbags da Takata é o maior da história mundial e 14 montadoras sediadas no Brasil já convocaram os proprietários para substituírem a peça problemática.

No Brasil, já foram registrados 39 casos de explosão, que deixaram uma morte e 16 feridos. E esse cenário só tende a se agravar devido à natureza do problema.

Entenda, abaixo, quais são os riscos e confira todos os carros afetados pelos airbags mortais no Brasil.

O problema nos airbags da Takata

O defeito nos airbags está em um componente chamado deflagrador. A peça é um recipiente de metal que contém um químico gerador de gás.

O deflagrador é responsável pela expansão imediata da bolsa de ar que amortece o impacto contra os ocupantes em acidentes.

Com 29 mortes no mundo incluindo uma no Brasil em 2020, os airbags da Takata explodem como granadas e equipam milhões de carros nacionais.

A falha ocorre apenas em caso de colisão, quando o airbag é ativado.

Então, o deflagrador defeituoso explode, rompendo a bolsa de tecido e lançando estilhaços de metal, em alta velocidade, contra os ocupantes do carro.

As lesões que resultam são muito graves e já mataram ao menos 29 pessoas no mundo, uma delas, no Brasil.

A explosão

O gerador de gás que a Takata usa é o nitrato de amônio, uma substância sólida e explosiva.

É necessário o uso de um propelente no sistema, pois o deflagrador deve ser capaz de inflar a bolsa em microssegundos para proteger os ocupantes do impacto.

O químico, no entanto, deve ter uma ação controlada e não destrutiva. O problema é que o nitrato de amônio é considerado um material instável.

De acordo com as investigações realizadas pela National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), órgão norte-americano responsável pela segurança no trânsito, a substância sofreu uma deterioração que alterou suas propriedades, tornando-a excessivamente explosiva.

Segundo os resultados divulgados pela organização, o que levou à alteração foram altas taxas de umidade e/ou grandes variações de temperatura.

Ou seja, condições naturais do ambiente de diversas regiões, inclusive do Brasil.

Porém, a degradação ocorre apenas com o tempo, o que transforma os airbags afetados em bombas-relógio. Não apresentam perigo no momento, mas podem explodir no futuro.

A maioria dos episódios fatais ocorreram em modelos Honda Civic e Accord fabricados entre 2001 e 2005.

A NHTSA afirma que este teria sido um lote defeituoso produzido na planta da Takata em Monclova, no México, sem um elemento chamado “agente dissecante”.

O dissecante é geralmente aplicado junto ao propelente para controlar a umidade e torná-lo mais seguro.

A NHTSA chama a atenção, portanto, para o principal grupo de risco: modelos Honda Civic, Accord e CR-V 2001 e 2002, em áreas de alta umidade.

grupo de risco do recall de airbags da takata honda civic 2000 a 2003
No Brasil, Honda Civic 2000 a 2003 está no grupo de risco dos airbags mortais, e tem mais chances de apresentar o problema (Honda | Divulgação)

A NHTSA também frisa a idade dos veículos como fator de risco, estipulando 15 anos para que eles se tornem perigosos.

O órgão norte-americano tem sido sistemático no estudo e correção do problema, e com frequência publica novos resultados de suas apurações, o que amplia o número de veículos que julga apresentarem perigo.

As decisões da NHTSA também são a origem daquelas tomadas no Brasil, já que por aqui não há uma instituição similar.

Procurada, a Honda do Brasil não detalhou o risco de seus veículos no país.

“A Honda Automóveis esclarece que os modelos comercializados no Brasil utilizam componentes importados do Japão, com especificações diferentes dos aplicados nos veículos produzidos para o mercado norte-americano”, declarou a montadora em nota.

Como tudo começou

O primeiro caso conhecido foi em um carro da Honda, ainda em 2004, segundo o jornal norte-americano New York Times.

A Honda reportou o problema à NHTSA e à Takata, e pressionou a fabricante de airbags em busca de uma explicação. Porém, somente em 2008 a Honda fez o primeiro recall relativo ao problema, mas sem menção à Takata ou à possibilidade de que ele afetasse outras marcas.

Explosões continuaram ocorrendo até 2014, quando o nome da Takata foi apontado como responsável. Só então a preocupação atingiu grande parte das montadoras e o público em geral.

Atualmente, apenas nos Estados Unidos são mais de 40 milhões de veículos afetados pelo recall, e mais de 100 milhões de airbags.

Airbags da Takata No Brasil

No Brasil, o primeiro recall relacionado ao problema também foi da Honda e ocorreu em 2010, antes que a Takata ficasse conhecida pelo maior recall da história.

Os primeiros modelos convocados foram os mesmos que em 2008 nos Estados Unidos: Honda Civic e Accord 2001 e 2002. Nos anos seguintes, a montadora aumentaria o número de veículos chamados.

Em sequência, outras marcas também fizeram recall. Atualmente, são 14 convocando veículos comprometidos. Confira a lista completa de veículos afetados no Brasil ao pé da página.

Até 2020, já foram registrados 39 casos de explosão de airbag no Brasil, apenas em carros da Honda. Entre eles, 16 pessoas ficaram feridas e uma morreu.

O produto da Takata está presente em grande parte do mercado nacional. A japonesa tem três fábricas no país, onde chegou na década de 60, e foi a pioneira na produção de airbags por aqui.

stephanie erdman foi ferida por airbag que explodiu recall takata airbag
Stephanie Erdman durante depoimento na Comissão de Transportes, no Senado dos Estados Unidos, no ano passado – moradora da Flórida (EUA) se machucou gravemente com a explosão do airbag quando dirigia um Honda Civic

Segundo o gerente de engenharia de produtos da planta da Takata em Jundiaí, Oliver Schulze, a empresa supre “praticamente todas” as montadoras brasileiras.

Ainda de acordo com ele, 90% da produção da unidade tem como destino o mercado nacional.

Para montar os airbags, a instalação recebe deflagradores da Takata de outros países como Estados Unidos, México, Alemanha e China.

O engenheiro também confirma que a fábrica de Monclova, responsável pelo lote que causou mais mortes, está entre as fornecedoras do Brasil.

Airbag da Takata já matou no Brasil

Em 2020, os airbags da Takata fizeram sua primeira fatalidade em solo brasileiro. O caso ocorreu no Rio de Janeiro com um Honda Civic LXS ano/modelo 2008.

O veículo já havia sido convocado para recall, mas o proprietário não atendeu ao chamado. Em 2018, teve-se a primeira ocorrência com os airbags explosivos no país de que se tem notícia, em um Honda Civic 2007.

Na ocasião, o motorista não faleceu, mas ficou ferido.

Lembramos que este recall da Takata deve ser atendido com urgência pois pode causar danos graves e eminentes, sendo que a chance de o airbag explodir aumenta com o tempo.

Airbags da Takata eram mais baratos

A Takata adotou o nitrato de amônio no fim da década de 90 por ser uma opção mais barata na produção de airbags, segundo reportagem do New York Times.

Os produtos com o químico perigoso foram então oferecidos para as montadoras, que passaram a comprá-los da japonesa.

O jornal também afirma que a General Motors, aderindo à proposta, foi avisada pela sueca Autoliv sobre os riscos da substância. A Autoliv era a fornecedora de airbags da GM em um mercado no qual a Takata ainda tentava se firmar.

Porém, os airbags com nitrato de amônio custavam 30% menos, levando os envolvidos a migrarem para a melhor oferta, relata a reportagem do NYT.

Hoje, outros fabricantes também utilizam a substância, como a norte-americana ARC, que já tem recalls no Brasil devido a problemas semelhantes.

De sua parte, a Takata destruiu resultados de testes de segurança que detectaram o defeito, aponta o jornal.

Durante uma investigação de dois anos por parte do Departamento de Justiça americano, a corporação confessou que tinha consciência do problema desde 2000 e que a partir de então passou a falsificar os testes para manter as vendas.

Enquanto isso, a Honda, primeira montadora a encontrar o defeito em 2004, convocou um recall nos Estados Unidos apenas em 2008. Ainda assim, a Takata só foi implicada publicamente em relação ao problema em 2014, quando fez seu primeiro comunicado oficial.

A investigação judicial também revelou que o esquema de fraude da empresa chegava ao nível executivo.

Para o gerente de engenharia de produtos da Takata Brasil, os airbags não apresentam um risco tão grande.

Oliver Schulze argumenta que 2,4 mil vidas são salvas pela bolsa inflável por ano só nos Estados Unidos, avaliando que as perdas, embora importantes, ainda são muito menores.

Ao argumentar, Schulze cita outros erros graves que já macularam a indústria automotiva no passado e tiraram muito mais vidas, ainda que envolvessem menos veículos.

“A decisão foi muito mais política do que técnica”, crava o engenheiro, se referindo ao tamanho do recall determinado pela NHTSA, que foi além do lote defeituoso de Monclova.

“Foi feita uma pressão muito grande em cima do senado americano e eles acabaram adotando essa abordagem”, conclui o gerente da Takata.

O que está sendo feito

Oliver Schulze também explica que a Takata está executando seus próprios testes em relação ao nitrato de amônio, e não deu uma resposta definitiva com relação à origem do problema.

Quanto aos recalls feitos no Brasil, ele aponta que a decisão foi por parte das montadoras e da justiça.

Por outro lado, o engenheiro afirma que a fabricante não terá mais projetos novos com o nitrato de amônio. Agora, a produção será feita com o nitrato de guanidina, uma substância mais segura.

“Em um futuro muito próximo estará completamente efetivada a substituição”, promete o gerente.

Airbags com nitrato de guanidina estão sendo utilizados na substituição de alguns dos airbags de nitrato de amônio chamados para recall no Brasil, quando a estrutura do veículo permite.

Em outros, a substituição é feita com outro airbag de nitrato de amônio, que pode se tornar novamente perigoso em 15 anos.

Enquanto isso, a NHTSA continua com seu programa de ampliação de recalls, e prevê que até 2019 serão 70 milhões de airbags convocados nos Estados Unidos.

Muitos especialistas sugerem que airbags deveriam possuir data de validade devido ao uso de um propelente.

Mas atualmente o número de substituições é tão grande que não há fornecimento de airbags suficiente e muitos recalls estão sendo adiados.

Airbags da Takata na justiça

Em 2015, a empresa pagou US$70 milhões em multas para órgãos de segurança veicular americanos e confessou que tinha consciência do problema e não tomou medidas a respeito.

Ao mesmo tempo, ela também foi alvo de uma investigação criminal por parte do Departamento de Justiça americano que durou dois anos e foi concluída no mês passado.

No dia 13 de janeiro, a Takata foi condenada pelo governo americano a pagar uma multa de US$ 1 bilhão em um acordo no qual se declara culpada pelo crime de fraude eletrônica.

O montante foi dividido entre US$25 milhões de multa criminal e US$ 125 milhões para a compensação de vítimas, incluindo futuras.

Os outros US$ 850 milhões vão para a compensação de fabricantes de automóveis por uma parcela do custo dos recalls, estimado em mais que US$10 bilhões.

A empresa teve um ano para cumprir as obrigações.

Separadamente, um júri federal condenou três executivos da fabricante. Shinichi Tanaka, Hideo Nakajima e Tsuneo Chikaraishi foram acusados de crime eletrônico e conspiração e serão levados a julgamento.

Além disso, a empresa também ficou na mira de vários processos coletivos de donos de carros afetados e famílias de vítimas que ainda estão em andamento.

recall takata airbag Patricia morreu dois anos após a explosão do airbag. A família fez acordo com a Takata e recebeu indenização recall takata airbag
Patricia morreu dois anos após a explosão do airbag, e sua família fez um acordo com a Takata e recebeu indenização

A corporação japonesa, que já foi a maior fornecedora de airbags do mundo, foi à falência devido ao custo dos recalls e das penalizações jurídicas.

Entretanto, as montadoras dependem de fornecedores do equipamento, obrigatório em diversos países, para manter sua linha de produção.

Por isso, a Takata até tentou encontrar patrocinadores para resgatá-la de forma a manter o fornecimento global. Mas não conseguiu e, em 2018, a empresa declarou falência e foi comprada pela chinesa Ningbo Joyson.

Enquanto isso, entre os recalls de airbag feitos tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, há veículos produzidos em 2016 e modelos de 2017.

As vítimas dos airbags da Takata

Uma das vítimas foi Gurjit Rathore, de 33 anos, que sofreu uma colisão leve com seu Honda Accord contra um caminhão dos correios. Quando o airbag explodiu, Gurjit sangrou até a morte na frente de seus três filhos.

Gurjit é uma das 11 vítimas fatais que residiam nos EUA. Outras cinco são da Malásia, e uma é brasileira, dentro de um total de 29 mortes no mundo – até agora.

Patricia Mincey, 75, teve um acidente em junho de 2014 com seu Honda Civic modelo 2001. O airbag não explodiu, mas inflou de forma tão violenta que lesou a motorista, paralisando-a do pescoço para baixo.

Dois anos depois, aos 77, Patricia faleceu por complicações decorrentes da paralisia.

Embora o caso seja conhecido, ele não é considerado uma das mortes causadas pelos airbags Takata porque o falecimento da vítima só ocorreu dois anos depois, e não no momento do acidente.

A família de Patricia, no entanto, processou a fabricante e fechou um acordo de indenização no ano passado.

O caso de Patricia levanta questões relativas aos riscos apresentados pelos airbags defeituosos, que além de explodir, podem inflar com força exagerada.

Também foi durante o processo da família Mincey que a Takata teve que apresentar os primeiros documentos que comprovaram que a empresa conhecia o problema há anos e não tomou providências para minimizá-lo.

A Takata

A Takata Corporations foi fundada no Japão em 1933 e tinha sede em Tokyo. Até dois anos atrás, já durante o escândalo, ela era uma das três maiores fornecedoras de airbags do mundo, controlando em torno de 25% do mercado.

Ao lado dela, estava a sueca Autoliv, que atualmente domina as vendas.

Com 29 mortes no mundo incluindo uma no Brasil em 2020, os airbags da Takata explodem como granadas e equipam milhões de carros nacionais.
(Reprodução da Internet)

A corporação começou a produzir airbags na década de 1990 e se especializou em equipamentos de segurança para automóveis. Entre seus outros produtos estão cintos de segurança, volantes e cadeirinhas infantis.

Antes do escândalo dos airbags, a Takata mantinha boas relações com as montadoras e com a NHTSA, de quem recebeu um prêmio em 2013 pelo desenvolvimento do Advanced Airbag System.

Pouco antes da falência, seu chefe executivo, Shigehisa Takada, já estava de saída. Takada, que é neto do fundador, assumiu o posto em 2014 e revelou à época que pretendia renunciar ao cargo assim que a empresa estivesse fora de perigo.

Carros no Brasil no recall de airbags da Takata

Estes são os modelos que já foram chamados para recall no Brasil. Se o seu carro estiver entre os listados, consulte o site da montadora e confira o chassi para saber se ele foi convocado.

Última atualização em 24/03/2020

Audi

  • Q5 2015
  • SQ5 2015

Consulte o site http://www.audi.com.br/br/brand/pt/service/consulta-recall.html ou ligue 0800 777 2834 ou 0800 777 AUDI

BMW

  • 320i 2000 a 2006
  • 323i 2000 a 2003
  • 325Ci Coupé 2003 a 2006
  • 325i 2000 a 2006
  • 325 Ci Coupé 2003 a 2006
  • 325i Coupé 2000 a 2003
  • 330Ci Cabrio 2005 a 2006
  • 330i 2000 a 2003, 2006
  • 330i Cabrio 2000 a 2003
  • 525i 2000 a 2003
  • 530i 2000 a 2003
  • 540i 2000 a 2003, 2006 e 2007
  • 540i M Sport 2000 a 2003
  • M3 2000 a 2003
  • M3 Coupé 2006 a 2008
  • M5 2006 a 2009
  • M5 Coupé 2000 a 2003
  • X5 2000 a 2003, 2006 a 2011

Consulte o site http://www.bmw.com.br/pt/topics/offers-and-services1/recall.html ou ligue 0800 707 3578

Chrysler

  • 300C 2006 a 2012

Consulte o http://www.chrysler.com.br/recall-carros-chrysler.html ou ligue 0800 703 7130

Fiat

  • Doblò 2013
  • Doblò Cargo 2013
  • Grand Siena 2012 a 2014
  • Palio 2012 a 2014
  • Uno 2015 e 2016

Consulte o site https://servicos.fiat.com.br/recall.html ou ligue 0800 707 1000

Ford

  • Ranger 2005 a 2012

Consulte o site https://www.ford.com.br/servico-ao-cliente/recall/

Honda

  • Accord 2002 a 2012
  • City 2010 a 2014
  • Civic 2000 a 2015
  • CR-V 2002 a 2012
  • Fit 2004 a 2014

Gold Wing (moto) 2007 a 2010 e 2012

Consulte o site http://www.honda.com.br/recall ou ligue 0800 017 1213

Jeep

  • Renegade 2015 e 2016
  • Wrangler 2007 a 2013

Consulte o site http://www.jeep.com.br/recall-carros-jeep.html ou ligue 0800 703 7150

Lexus

  • ES350 2006 a 2011
  • IS 300 2012

Consulte o site http://www.toyota.com.br/servicos/recall/ ou ligue 0800 7030 206

Mitsubishi

  • L200 2007 a 2010
  • Lancer Evolution IX 2006
  • Lancer Evolution VIII 2004 a 2006
  • Pajero Full 2007 a 2017

Consulte o site http://www.mitsubishimotors.com.br/wps/portal/mit/relacionamento/recall ou ligue 0800 702 0404

Nissan

  • Frontier 2001 a 2003, 2007 a 2014
  • Grand Livina 2012 a 2014
  • Livina 2012 a 2014
  • Livina X-Gear 2012 a 2014
  • March 2011 a 2014
  • New March 2011 a 2014
  • Pathfinder 2001 a 2004
  • Sentra 2004 e 2005
  • Tiida 2007 a 2012
  • Tiida Sedan 2011 e 2012
  • Versa 2012 a 2014
  • X-Trail 2004 a 2008

Consulte o site https://www.nissan.com.br/servicos/recall-nissan.html ou ligue 0800 011 1090

RAM

  • 2500 2004 a 2009

Consulte o site http://www.ram.com.br/recall-carros-ram.html ou ligue 0800 703 7150

Subaru

  • Forester 2008
  • Impreza (Sedan e Hatch) 2004 a 2008
  • Legacy Sedan e Hatch 2005 a 2009
  • Outback 2004 a 2009
  • Tribeca 2008 a 2009
  • WRX (Sedan e Hatch) 2007 e 2008
  • WRX STI 2008

Consulte o site https://www.subaru.com.br/recalls-subaru ou ligue 0800 770 2011

Toyota

  • Corolla 2002 a 2017
  • Etios 2012 a 2017
  • Fielder 2004 a 2008
  • Hilux 2005 a 2015
  • RAV4 2003 a 2005
  • SW4 2005, 2009 a 2011, 2015

Consulte o site http://www.toyota.com.br/servicos/recall/ ou ligue 0800 7030 206

Volkswagen

  • Gol 2017
  • Saveiro 2017
  • Tiguan 2015
  • up! 2016
  • Voyage 2017

Consulte o site http://www.vw.com.br/pt/servicos/recall.html ou ligue 0800 019 5775

Confira também o comentário de Boris Feldman sobre a morte por airbags da Takata no Brasil:

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