Série de despedida do VW Gol oculta surpreendente segredo

Hatch deve sair de linha no fim do ano com edição especial de 1.000 unidades, e isso revela algo muito importante sobre seu teórico sucessor, o projeto 246

vw246 projecao dianteira
Projeto 246: sucessor do Gol será um SUV - ainda sem nome definifo (Foto: Kleber Silva | @kdesignag | Reprodução)
Por Leonardo Felix
28 de março de 2022 11:22

A semana começou com uma notícia importante para entusiastas da Volkswagen. O amigo Marlos Ney Vidal, do Autos Segredos, revelou que o VW Gol deverá mesmo sair de linha no Brasil até o fim de 2022.

Para isso, a fabricante alemã fará um procedimento similar ao que a Fiat fez com o Uno no final do ano passado: lançará uma série de despedida daquele que é o modelo – somadas todas as gerações – mais vendido na história da indústria automobilística nacional, com quase 7 milhões de unidades comercializadas desde seu surgimento, em 1980.

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Abre parêntesis: a propósito, o Uno é o segundo modelo mais popular de nosso mercado, com 3,2 milhões de exemplares negociados entre 1984 e 2021. Ou seja, os dois maiores ícones sobre rodas de nosso país estão se despedindo quase conjuntamente, o que mostra como o setor vem passando por transformações profundas e rápidas. Fecha parêntesis.

Segundo o Autos Segredos, a VW fabricará 1.000 unidades do “Gol Last Edition” – este nome é uma livre apropriação minha em memória à Kombi Last Edition, mas não significa que a edição especial se chamará assim.

É um volume bem maior (o quádruplo, mais precisamente) do que os 250 Uno Ciao apresentados em dezembro passado pela Stellantis. Por isso, sua fabricação será cadenciada entre os meses de agosto e setembro, até o esgotamento completo do modelo, esperado para acontecer em dezembro.

VW_Gol_G7_vermelho

SUV abaixo do T-Cross e do Nivus

Mais do que confirmar que o Gol atual tem prazo de validade de apenas mais alguns meses, a informação deixa um sinal muito importante a respeito de seu teórico sucessor direto, o projeto VW246 (cuja existência este colunista revelou em primeira mão em dezembro de 2019, e sobre o qual esta coluna abordou há cerca de dois meses).

Qual é este sinal? Mui simples: que o pequeno SUV a ser posicionado abaixo de Nivus e T-Cross não receberá o nome Gol.

É bem verdade que o 246 só deve ser lançado em 2024, promovendo um hiato de mais de um ano entre a despedida do atual Gol e sua chegada. Mesmo assim, se a VW ainda estivesse considerando nomeá-lo como Gol, não investiria em uma edição de despedida do modelo atual, tão icônico para si própria, nossa indústria de carros e toda a sociedade brasileira.

Assim, podemos esperar que o projeto VW246 receberá uma nova alcunha. Construído sobre a plataforma MQB, ele terá os 2,56 m de entre-eixos do Polo, sendo um pouco mais de 4,10 metros de comprimento e, provavelmente, motor 170 TSI (1.0 turboflex em calibração de 105 cv), com opções de câmbio manual ou automático.

Linha VW até 2025

Em 14 de novembro de 2020, revelei em primeira mão junto com meu colega de Mobiauto, Renan Bandeira, que a VW teria um novo produto de entrada no Brasil: o Polo Track. A própria marca confirmou sua chegada e, em diversas ocasiões, apontou que ele não será lançado antes de 2023. Minha expectativa é que isso acontecerá logo no começo do próximo ano.

Com produção em Taubaté (SP), ao Polo Track caberá o papel de substituto de Gol, Fox e Up! de uma só vez na América Latina. Já o VW246, previsto para o início de 2024, utilizará uma versão simplificada da plataforma MQB. Assim, deve ser posicionado entre Polo Track e novo Polo (cuja reestilização chega ao país no segundo semestre deste ano).

teaser volkswagen polo track frente
Polo Track teve prévia revelada

Na sequência da escadinha virão Saveiro, Virtus – também perto de ser renovado, com visual exclusivo em relação ao novo Polo –, Nivus, T-Cross, Taos, Jetta (o facelift será lançado em breve) e Tiguan Allspace híbrido (entre 2022 e 23).

Para 2025 está prevista a Tarok, picape compacta-média que brigará com a Fiat Toro e ficará entre o T-Cross e o Taos, com provável utilização de uma motorização híbrida flex. Por fim, em 2026 vem a VW247, sucessora da Saveiro, como picape compacta e de entrada, para brigar com a Fiat Strada. Deve ocupar uma ampla faixa de preços na família de compactos.

Acima de todos eles estarão os elétricos da família ID, começando pelos ID.3 e ID.4, previstos para o segundo semestre deste ano, e a ID.Buzz, que já vem sendo preparada para chegar ao nosso mercado como a “Kombi elétrica do século XXI” em 2023.

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11 Comentários
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Rodrigo MARTINIANO 14 de maio de 2022

GOL – UM VERDADEIRO FENÔMENO
Qual é o carro nacional mais vendido? GOL. Qual é o mais exportado? GOL. Qual teve maior diversidade de motorizações? GOL. Qual foi o carro pequeno nacional com tudo em comum com um carro médio de prestígio? GOL. Qual o carro pequeno nacional capaz de superar os 200 km/h reais? GOL. Qual é o pioneiro em tecnologia automotiva de ponta? GOL. Qual o carro nacional mais ‘tunado’? GOL. E as perguntas se sucedem, inúmeras, sempre com a mesma resposta: GOL.
Más o marketing da VW tem resolvido ‘matá-lo’ aos poucos. Ao invés de aprimorar cada vez mais, na qualidade e na diversidade de ofertas do produto, vem sistematicamente afunilando o caminho do notável pequeno veterano. Eu já tive uns 50 exemplares. Exceto os refrigerados a ar, experimentei todos os motores.
Simultaneamente fui proprietário de outros carros, inclusive modelos de grandes marcas, como dois BMW 325i relativamente novos, com “pedigree” (foram da minha mãe).
À época de um deles tive também um dos melhores GOLS, um GTI 16V completo, modelo 97, com a “façanhuda” bolha no capo. Pode parecer incrível, más o GTI 16V mostrava-se tão competente quanto os BMW, e às vezes até mais: curvava praticamente igual, tinha desempenho muito semelhante, o acabamento interno em couro era equivalente e, claro, o custo / benefício era muito inferior [aproximadamente (em 100): GOL = 30 / 80 = 0,375 ; BMW = 90 / 100 = 0,9].
Tudo isto sem falar do GTI 8V, também “bolinha”, branco nácar (tri-coat), a álcool, injetado, 1995, comprado “zero bala”… Acelerava feito uma “viúva negra” (Yamaha RD 350)! Bancos RECARO em couro cinza claro, volante em couro cinza com posição de mão preta, ABS, air-bag simples (um apenas), rodas “quinze” (opção da Concessionária) pré-lançamento… Comprei-o em Pouso Alegre – MG. Palavra: Foi o dia mais feliz da minha vida quando, voltando de BH, levei esse GTI – ainda sem placa – para minha casa, e lá, meu saudoso filho sentou-se do meu lado para acelerarmos a máquina novinha…
Outro aspecto a ressaltar são os motores AP, montados no GOL a partir de 1985. Eu e um outro engenheiro fomos proprietários de uma oficina de preparo, na qual tínhamos o auxílio de um emérito profissional da região (São José dos Campos – SP).
O preparo mais comum era turbinar o carro, pois representávamos a extinta LARUS TURBO na cidade. Tínhamos vários clientes, 90% deles proprietários de GOL, Voyage, Parati, Saveiro, Santana ou Quantum.
Alguns optavam pelo maior conjunto turbo-compressor oferecido pela LARUS, o ALT456, e o motor, convenientemente preparado, rendia algo em torno de 250 CV, medidos ao freio. De uma forma notável não houve motor quebrado, mesmo sob essas (para a época) condições severas de utilização. Aliás, quem desejava uma preparação “pesada” não estava de brincadeira.
A maior ‘invenção’ da oficina foi a partir do motor 2.0 do Golf (biela longa), mantida a taxa de compressão original, apesar de substituído o cabeçote de fluxo cruzado por um convencional, e com sobrepressão de até 1,3 bares. Só não tínhamos a tecnologia para conservar o sistema de injeção eletrônica junto com o turbo, porém não era nada insolúvel com um bom carburador BROSOL PIERBURG ‘3E de Opala / 25-29’, devidamente afinado. Para evitar sobreaquecimento acrescentávamos um radiador igual ao do sistema de ar quente, em série com o radiador do sistema de arrefecimento, posicionado frente à grade dianteira, com amplo sucesso.
E o GOL virava um foguete! Claro, nas mãos erradas poderia se tornar um perigo. Com o ‘piloto’ certo, porém, era difícil de superar. Eu me vi fazendo curva perto de 200 km/h marcados no ponteiro num GOL GTS preparado conforme acabei de descrever. Em retas o velocímetro “virava” 220 km / h, o limite, e queria ir adiante…

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Faz algum tempo a Volkswagen tem optado por descaracterizar o produto GOL, face aos seus rivais internos, particularmente o Fox. Assim, o acabamento, tanto interno como externo, é incomparavelmente pior no GOL, o preço praticamente empata, o leque de cores é irrisório para o GOL, o descuido com a montagem é evidente no GOL, até as calotas – quando opção – mostram-se ridículas, e por aí vai.
Ora, são produtos com propostas diferentes, em termos de satisfação do cliente, quando o assunto é individualidade, ou seja, é tão razoável um GOL GTI quanto impensável um Fox GTI. Por que? Por uma razão simples: o Fox carece de personalidade e isto sobra no GOL. Apesar do comprador de um GOL GTI não ignorar a estrita semelhança entre o seu carro e um GOL 1.0, ele assim mesmo comprava (deverá comprar) o GTI, por saber quão diferenciado e excelente era – ou melhor, é – o carro. Aspecto e preço empatado, e a qualidade destoando, a extinção do GOL, evidentemente está declarada.

As razões do marketing da montadora são irrazoáveis para o consumidor interessado em optar pela melhor escolha. Com relação ao GOL GTI e a Parati GTI perguntei a dez ex-proprietários desses carros se eles comprariam um ‘zero km’, caso ainda existissem. Resposta: 100%, isso mesmo, 100% da amostra disse sim, se o preço estivesse na faixa dos R$ 50 mil, um pouco mais, um pouco menos, dependendo dos equipamentos.
Por outro lado, o produto GOL 1.0 deveria obrigatoriamente, como ‘carro de combate’ da VW, e em razão de sua longevidade, ser o carro mais barato do país. Nesse ponto também erra o marketing da VW, pois não consegue tal objetivo, e, parece, nem cogita dele.
Com o surgimento da ”Geração 4”, a situação do GOL assumiu ares ridículos. A Parati manteve opções sem (muito) despojo, ao contrário do GOL. Novamente a despersonalização é a tônica.
O GOL perdeu o belíssimo painel de instrumentos branco com iluminação azul trespassada, perdeu os faróis duplos com máscara negra, perdeu a botoeira de controle central ultraprática, perdeu a provisão para tweeters das portas, perdeu o console central chegando ao painel, como pouco antes já houvera perdido a opção de motores 2.0, 2.0 16V, 16V-Turbo, bem como os acabamentos ‘Comfortline’, ‘Estilo’, e ainda – desgraçadamente – a versão GTI.
Ao invés disso poderia ter ganhado maçanetas e capas dos retrovisores na cor do carro, saída de ar funcional na capa do pára-choque traseiro, moldura plástica das soleiras das portas (como nos GTI Geração 2 / os “Bolinha”), silencioso com ponteira dupla e bancos RECARO, como nos antigos GTS / GTI Geração1, esmero na estamparia e na ajustagem e muitas coisas mais.
Criatividade, todos sabem, a VW tem de onde tirar quando se trata do GOL: é só observar os ‘tunados’!
O GOL é também o último automóvel pequeno nacional com disposição longitudinal de motor, característica óbvia, e com discutível inferioridade em relação à transversal, sobretudo no tocante ao escapamento, à solução de projeto da suspensão dianteira e ao amortecimento das oscilações do motor. Ele costuma ser criticado pelo longo capô – devido ao motor N-S, sendo esta justo uma faceta explícita da personalidade do carro.
Finalmente, o GOL tem uma posição de dirigir baixa, típica, inconfundível e única. Ela transmite sensação de segurança ao motorista, permitindo-lhe explorar o carro, sem ficar imaginando um acidente a cada curva. Fica, portanto, uma sugestão à VW: ao invés de extinguir porque não aperfeiçoar?
. . . . .

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Eduardo 3 de abril de 2022

Meu sonho era ter um gol zero completo 1.6 hatch,se realmente sair de linha quero mais é que a Volkswagen se ferre.concerteza vou mudar de montadora

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Oscar SOuza 31 de março de 2022

Tem quem goste.

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Luiz Paulo Kenny 3 de abril de 2022

Hoje em dia eu só compro carros que dê para instalar o cilindro de GNV por baixo do carro, pois assim não se perde o portamalas, hoje meus carros são Zafira, Ecosport (da antiga), e Fiat Strada, todos com cilindros de GNV pendurados debaixo do assoalho do porta malas, é esta a melhor estratégia para se ter um carro com GNV e não se perder espaço de porta malas, e sei de uma coisa: a cada dia mais e mais pessoas estão chegando nesta mesma conclusão que eu cheguei e estão preferindo modelos de carro em que dê para instalar o GNV deste jeito, pois realmente é o melhor jeito… e uma outra coisa que me faz falta é o fato de que na fiat uno o Step ficava na frente sob o capô, e em tantos carros mais novo há espaço para isso mas as fabricantes não colocam, poxa vida, querem mesmo fazer o portamalas perder espaço neh, hoje dia praticamente qualquer carro possui o carro mais alto que uma, já é moda o capô ser alto, sobra espaço àbeça debaixo do capô daria tranquilamente para diversos modelos terem o Step na frente sobre o capô, Ainda mais hoje em dia com motores 3 cilindros que são até menores, não fazem realmente de pura maldade, É uma pena que só a Audi fabricou um modelo de carro com cilindro GNV vindo de fábrica, o antigo Audi A7 , a fiat até vendeu o Siena Tetrafuel porém o cilindro ficava na mala ocupando espaço assim como instalações “tradicionais” , sinceramente, um cilindro dentro do carro ocupando espaço da mala não deveria ser considerado algo tradicional, na minha opinião, uma instalação de GNV bonita É aquela em que o cilindro GNV fica em algum lugar longe da vista do usuário, e sem ocupar espaço dentro do veículo, ou seja as instalações debaixo do carro como que eu uso, ou então o mais certo seria as próprias Fabricantes de Veículos colocar o cilindro em uma posição melhor e parte integrante do projeto do carro, debaixo do Banco traseiro do carro (como é no Audi A7 ), eu ficaria feliz em comprar um carro cujo o GNV ja venha instalado de fabrica, o Step seja na frente sob o capô, e o cilindro de GNV seja por baixo do carro, debaixo do Banco traseiro do carro, mesmo que o cilindro seja pequeno, eu prefiro ter apenas um unico cilindro de 7 litros no carro e ele estar otimamente posicionado, e eu ter uma ótima mala (uma mala bem funda) do quê como é hoje, em que os carros saem de fábrica mal dimensionados, com espaço sendo perdido na mala pela presença do step, e perda total do espaço da mala ao instalar o cilindro de GNV… eu tenho essa opinião, será que cabe um abaixo assinado para que as fabricantes façam os carros desse jeito?

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Rafael 31 de março de 2022

Não entendo o que passa na cabeça do lixo da VW pra não manter um nome tão forte, popular e carismático no mercado. É uma pena.

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Gol prá mim é o melhor carro da vê já é meu segundo gol ótimo carro 30 de março de 2022

Vai deixar saudades

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Sir.Alves 30 de março de 2022

Será um ‘suv’ abaixo do T-cross? nem pensem que virá abaixo dos 80k..kkk dona vw é mestre nos preços altos… lançará em 2024? Até lá o T-cross custara faixa 200mil e atual de preço do t-cross hoje será desse novo projeto. É sempre assim em todas as marcas… nunca vira algo mais em conta… não se iludam..

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manoel alves filho 29 de março de 2022

gol e um carro muito confiavel mais precisa ser renovado.

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manoel alves filho 29 de março de 2022

gol e um carro muito confiavel mais precisa ser renovado.

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Alvaro 28 de março de 2022

Pela reportagem, ao que tudo indica é o fim da nomenclatura Gol. Lembro muito do comercial do Gol G4, o pior Gol, que teve uma belíssima retrospectiva de todas as gerações em paralelo com a vida de um garoto que se torna adulto.
A VW têm a chance de fazer uma despedida digna ao Gol, motor 1.0 não deve ter muito como fugir, mas investir em acabamentos e padronagens exclusivas. Poderia ter pintura em cores raras do catálogo, até tentar arriscar em 2 tons, para fazer alusão aos primeiros Gol GTS e GTi.

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sandey enilson reis faria 28 de março de 2022

volkswagen sempre a melhor opção o meu preferido é o gol rallye agr com lançamento do polo track vou ter que dar uma olhada ele tem um desaime show e é alto tbm

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