“Esse motorzinho turbo não vale nada…”

Tem muito especialista de internet que gosta de falar mal das inovações no setor automotivo; O alvo da vez é o motor turbo

Motor turbo de fábrica é confiável
Motor turbo de fábrica é confiável (Foto: Montagem AutoPapo | Ernani Abrahão)
Por Boris Feldman
10 de maio de 2022 07:32

Várias novidades tecnológicas costumam provocar reações contrárias do mercado, principalmente por quem não entende profundamente do assunto e adora dar palpite errado. Automóvel é prato cheio. E a artilharia pesada agora de alguns mecânicos é contra o motor 1.0 três cilindros turbo.

Há uma confusão entre motor aspirado que teve um turbo adaptado e o que foi especificamente desenvolvido para receber o turbo. Este tem o superdimensionamento de muitos componentes e por isso é que já existem centenas de milhares destes motores rodando há anos por aí.

Os motores adaptados muitas vezes não suportam mesmo o esforço extra e “abrem o bico” numa quilometragem reduzida.

Os turbinados de fábrica ultrapassam 200 mil km ou 300 mil km sem nenhum problema. Mas, mesmo eles, quando solicitados e excedidos os limites do bom-senso (e das rotações…), podem ter sua durabilidade reduzida. Mas, neste caso, qualquer um, turbinado ou não, três ou quatro cilindros, entrega logo os pontos…

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Mas, quando chega na oficina um carro dessa turma que “bota pra quebrar”, e aí o motor quebra mesmo, o mecânico não perde a chance de falar: “Está vendo? Por isso eu digo que esses motorzinhos três cilindros não prestam para nada.”

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Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman
26 Comentários
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Eduardo Bonfim 15 de maio de 2022

A grande crítica aos motores citados na matéria é que eles não aceitam retifica nos moldes que ocorrem com os motores 4 cilindros e demais! É até possível fazer retífica neles mas o motor fica trabalhando “quadrado”!

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Israel 15 de maio de 2022

Para linguarudo Otario nenhuma tecnologia serve eles gostam de viver de passado arrumando seus motores carburado. Reclamam de tudo mais nenhum deles querem morar em Cuba.

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Milson Benedito 17 de maio de 2022

Rapaz ,foi assim com a injeção eletrônica,foi assim com os motores miltiválvulas sempre vai ter alguém querendo deter o progresso,vivendo na ” cultura” de consertar tudo com a chave de fenda e fita isolante,levar no “Zé” da chave de boca.
Isso ainda é uma cultura que perdura na mente da turma,que o Brasil não pode ter nada moderno porque o nível de conhecimento é baixo, não pode ter carro mais avançado porque as estradas são esburacadas,e por aí vai.

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Jorge Luiz Pinheiro da Rocha 14 de maio de 2022

Sou mais o meu JAC J3 13/14 só a gasolina, não é flex, esse sim é confiável, já está com 250 mil rodados,e nunca em nenhum parafuso do motor.

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Rodolfo 11 de maio de 2022

Rotação não é excedida, pois existe a rotação de corte de giro. Exceto câmbio manual que o motorista pode engrenar a marcha errada na redução de marcha, como por exemplo reduzir de 4a marcha para 1a marcha por engano a 60 km/h em um carro popular 1.0-L.

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Jo 11 de maio de 2022

Pra quem tem dinheiro pra manutenção correta e de qualidade é uma boa sim.

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Nelson 17 de maio de 2022

Realmente, mas o brasileiro e sua grande maioria não faz manutenção preventiva, só a corretiva. Aí quando quebra fica chorando no valor do concerto.

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Pedro Cardoso 10 de maio de 2022

Realmente é de vital importância o uso do lubrificante (óleo do motor) especificado pela fabricante do carro que em regra são mais caros dado a alta tecnologia empregada na sua formulação. Usar um óleo mais barato fira da especificação irá reduzir a vida útil do motor.

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Israel 15 de maio de 2022

Para linguarudo Otario nenhuma tecnologia serve eles gostam de viver de passado arrumando seus motores carburado. Reclamam de tudo mais nenhum deles querem morar em Cuba.

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Alberto 10 de maio de 2022

Mais fácil fazer das palavras do Boris , as minhas. Concordo plenamente com o jornalista. Eu tenho dois conhecidos que tem o Up,sendo um deles TSI, ambos ultrapassaram os 200 mil km,sem nenhum problema,apenas manutenção básica.
Outro colega está com um Sandero, 130 mil km. Eu tenho um KA 2015/16 e um Polo TSI,só tenho comentários positivos sobre ambos.
Amigos,tanto faz o número de cilindros,a concepção de funcionamento,geração de potência,torque é a mesma. Vejam uma Honda CG ,com apenas um cilindro 160 cc , rodam mais de 200 mil km. O que vale são os cuidados com a manutenção.

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Wenio 13 de maio de 2022

Aí sim

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Jorge brum 10 de maio de 2022

Voces caros mortais entendam que a industria automobilistica vivem de vender pecas e carros . Todo motor ou qualquer peca e testada para ver sua duracao . se durar ate terminar a garantia esta otimo.portanto essa conversa fiada de fazer carros mais seguros e eficiencia energetica e balela e e claro que estes novos motores nao tem conserto e muito menos pecas de reposicao .as montadoras so viasam o lucro . Imaginem um opala nao acaba nunca nao dava lucrooooo.
.Abracos.

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Wellington 13 de maio de 2022

Alguem sensato!! Não largo meu v6 que ja passou dos 500 mil km sem retifica por uma tranqueirazinha que nem retifica dá!

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Gustavo 10 de maio de 2022

Penso que os motores 4,6 e 8 cilindros eram mais confiáveis e duráveis q os 3 cilindros atuais pois nestes foi reduzido material para diminuir peso e melhorar economia mas foi colocado uma parafernália de sensores e com isto se as manutenções não forem feitas a rigor, o motor vai ter sua vida útil reduzida.

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Valdemir da Silva Brito 10 de maio de 2022

Tenho um virtus tsi 1.0 turbo qual o melhor combustível para rodar para evitar danos nos bicos e motor obrigado.

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Gt. 11 de maio de 2022

Qualquer carro q tenha motor de injeção direta o melhor combustivel é sempre gasolina.

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FE 10 de maio de 2022

O único problema desses motores modernos em detrimento dos antigos é que por serem muito justos e precisos, com sensores em tudo quanto é lugar para aproveitar ao máximo a queima, economia e desempenho de combustível, o que resulta na impossibilidade de retífica.
Coisa que nos motores menos complexos quando dava lá os seus 400, 500 mil Km conseguia-se arrumá-lo, agora é jogar fora e comprar outro novo.

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ubiratan 10 de maio de 2022

o maior problema é o uso de lubrificantes não recomendados e ou minerais, pois estes motores demandam lubes de alta qualidade e performance e acima de tudo aprovados e homologados pelos fabricantes dos motores.

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Pedro Cardoso 10 de maio de 2022

Realmente é de vital importância o uso do lubrificante (óleo do motor) especificado pela fabricante do carro que em regra são mais caros dado a alta tecnologia empregada na sua formulação. Usar um óleo mais barato fira da especificação irá reduzir a vida útil do motor.

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Cadillata 10 de maio de 2022

Veículos híbridos de baixo custo é o que precisamos e com urgência.

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Andre Rocha 10 de maio de 2022

Ou a volta da gasosa com apenas 10% de etanol…

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Rafael 10 de maio de 2022

Vá estudar mais. O que uma gasolina 100% ou 90% tem de melhor que a nossa? Álcool é mais limpo, tendo como desvantagem o maior consumo e a menor capacidade de lubrificação. A gasolina brasileira, com todos os defeitos, pode ser considerada tão boa ou melhor o que qualquer outra.

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Nanael Soubaim 10 de maio de 2022

O único problema que vejo nesses turbos de fábrica é a complexidade, que pesa na hora da manutenção. O resto é só alegria.

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NELSON MALAGOLI 10 de maio de 2022

Até outubro de 2020 sempre tive carros com motores de 4 cilindros e tinha receio do 3 cilindros. Adquiri nessa data um HB20 1.0 SENSE 2020/2021 aspirado e estou muito satisfeito com relação a desempenho e consumo. Ouvia dizer que o 3 cilindros vibrava muito, no HB2 nem sinto essa vibração. Quanto aos 3 cilindros turbo original de fabrica nada a reclamar, o problema é que se não for feita a manutenção adequada como a recomendada ai sim aparecem os problemas e haja bolso. Os propulsores estão em constante evolução e acredito que, para o Brasil; em breve teremos veículos híbridos de baixo custo aproveitando nossa matriz energética etanol/eletricÍdade.

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Andre Rocha 10 de maio de 2022

Guiei por quase 4 anos um Ford Ka SE 1.0 3 cil. realmente o motor vibra bastante, mas era um veículo que se eu tivesse a oportunidade de comprá-lo, certamente o faria. Espaçoso, econômico, anda direitinho pra cidade e estrada (desde que não precise subir serra).

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