Na prática, quanto custa manter um carro?

Para descobrir a resposta, "basta" somar as despesas com manutenção, consumo, impostos, seguro, limpeza, parcelas...

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Por Boris Feldman
19 de fevereiro de 2018 14:32

Poucos donos de automóvel fazem as contas para saber quanto custa manter um carro na garagem. Em geral, só se lembram de quanto pagaram para adquiri-lo, dos impostos e seguro.

Têm também noção do consumo de combustível e de algumas despesas de manutenção – e se assustam ao serem alertados de que um automóvel médio acaba custando cerca de R$ 1.000 mensalmente.

Surpreendem-se ainda mais se entrarem em detalhes e fizerem as contas do custo de manter o carro por hora de utilização. Pesquisas indicam que, em média, um veículo é usado apenas em 5% a 7% das 24 horas de um dia. Ou seja, uma ociosidade superior a 90%, tempo em que fica parado em casa ou no estacionamento.

A rigor, o motorista jamais procurou determinar se existe retorno do investimento manter um automóvel na garagem.

Para calcular quanto custa manter um carro, é preciso considerar as despesas com manutenção, impostos, taxas de juros, preço do bem e mais...

Na ponta do lápis, não é difícil provar que não se justifica o que se paga pelo patrimônio sobre rodas. Um costume que dará uma guinada de 180º quando o carro autônomo se transformar em realidade: basta um em casa para levar o pai ao trabalho, voltar e levar a mulher e, depois, os filhos para a escola.

Já sabe quanto custa manter um carro? Confira as alternativas

O carro autônomo ainda não existe, mas o convencional pode ser substituído pelo táxi ou Uber. Ou, em algumas cidades, pelo Car Share, o sistema de compartilhamento em que um carro é utilizado por vários usuários apenas durante algumas horas, entre um estacionamento e outro. Um sistema que está sendo implantado principalmente em veículos elétricos em diversas cidades do mundo e chegando ao Brasil.

Além disso, o segundo ou terceiro carro da família para ser eventualmente utilizado no final de semana ou na viagem de férias pode ser substituído pelo de uma locadora. As alternativas, no geral, compensam o valor gasto para manter o carro.

Só mesmo um deplorável serviço de transporte público induz ao uso diário do carro para a ida e vinda ao trabalho. O que até contraria sua denominação: não é chamado de “automóvel de passeio”?

Foto iStock | Reprodução

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Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman
3 Comentários
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Sandra Veiga 6 de maio de 2018

Gostei

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Davino Alexandre 20 de fevereiro de 2018

Otimas informações.

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Davino Alexandre 20 de fevereiro de 2018

Otimas informações. Todas as pessoâ deveriam saber . Por isto é bom compartilhar.

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