Retífica do motor: tecnologia ou “picaretologia”?

Com o avanço tecnológico, alguns dos motores mais modernos não podem mais receber retífica; Seria isso uma picaretagem das montadoras?

Alguns motores modernos não podem receber retífica
Alguns motores modernos não podem receber retífica (Foto: Montagem AutoPapo | Ernani Abrahão)
Por Boris Feldman
12 de maio de 2022 07:32

Leitor relapso esqueceu de trocar o óleo e seu motor fundiu. Disse que foi na concessionária, pediram R$ 55 mil por um motor novo e alegaram não haver outra solução.

É verdade? Pode ser verdade, como pode ser mentira.

Motor não tem necessariamente que ser substituído, pois ele pode ser retificado. Porém, com as novas tecnologias, nem todos os motores podem ser retificados. O que não deixa de ser uma sacanagem da fábrica.

A explicação é que todas as novas exigências de consumo, eficiência e emissões exigem medidas e tolerâncias cada vez mais rigorosas, o que impedira a retífica.

Não sei se é tecnologia mesmo ou se é “picaretologia”…

VEJA TAMBÉM:

A retífica de um motor pode custar de 10% a 20% do preço de um novo, não mais que isso.

E como saber se ele pode ser retificado? Veja na concessionária se existem pistões, anéis e bronzinas em sobremedidas. Se existirem, pode mandar o motor para retífica. Que deixa o motor novo de novo.

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Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman
11 Comentários
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Luiz Paulo Kenny 14 de maio de 2022

A verdade é que o design dos motores não favorece a longevidade, basta ver os motores da Nascar e perceber que nos carros da Nascar os motores são feitos para girar até 20.000 RPM (ficando em 15 mil à 18 mil a velocidade de Cruzeiro quando o carro está à 420 km/h de velocidade), os carros ali andam a mais de 400 km/h durante 3 à 4 horas (tempo da corrida no circuito oval ) e o motor é o grande protagonista dessa corrida, as equipes são proibidas de trocar o motor toda corrida, as equipes tem direito a usar apenas 1 unico motor durante toda a temporada e apenas soldas e melhamentos podem ser feitos, permitem trocar apenas peças desgastadas, ou seja, pode-se trocar os anéis de segmento, bronzinas, e pode fazer o motor, só que, perante a observação de que se gasta muito tempo para se fazer o motor então todas as equipes desenvolveram o bloco do motor de maneira que esse tipo de motor usa camisas do pistão removíveis, assim como motor de caminhão, ou seja, o pistão não fica em contato diretamente com o bloco, mas sim o que existe ali é um tubo cilíndrico com padere fina, que encaixa dentro do motor, e o pistão por dentro, de tal maneira que o contato interno ( e o desgaste é nessa parede interna (essa camisa) onde os anéis do pistão desgastam-se e essa camisa removível também desgasta, e quando chega a hora o ato de retificar o motor é substituído pelo ato de substituir as camisas e os anéis do pistão, ou seja, algo que não exige retirar o motor do carro em nenhum momento, retira-se apenas o cabeçote, não precisa retirar nem mesmo o carter pois o encaixe das camisas é apenas da metade do bloco para cima (apenas na região em que acontece a explosão) além disso também não é necessário retirar os pistões do lugar para se conseguir trocar os anéis do pistão, pois com a retirada das camisas ( que são grossas com mais de 1cm de espessira nas paredes) acontece o fato de sobrar espaço para uma ferramenta poder descer e retirar facilmente os anéis do pistão e depois descer outra ferramenta que serve para colocar anéis novos, o que pode ser feito muito facilmente com o pistão no lugar quando as camisas de pistão são retiradas pois cria bastande espaço dentro do bloco, além disso, passa a ter espaço suficiente até para retirar os pistões se quiser, cria-se a possibilidade de usar camisas de pistão e pistão mais estreito para transformar o carro em 1.0 ou usar camisa de pistão e pistão mais largos para transformar o carro em 1.2 , 1.3, 1.4, 1.5, 1.6 etc… abre-se a possibilidade de se usar pistão e camisa de pistão forjados, ou de carbono, ou de platina, ou do material que quiser e essa substituição ser relativamente simples, bem como abre-se a possibilidade também de a parte de cima da camisa possuir uma borda mais grossa, e que dentro do cabeçote tenha parafusos descendo e ja parafusando diretamente na parede dessa camisa (pela borda ser mais grossa), ou seja, haveria parafusos dentro do cabeçote apertando pra valer uma junta propria entre o cabeçote desse jeito com certeza eliminaria 99% dos defeitos de pouco aperto que acabam em junta queimada), fora isso, na parte inferior (por baixo do motor) a parede do bloco poderia ter 7 cm de rosca, permitindo ter um anel de borracha e uma duas roscas para apertar de baixo pra cima e assim isolar a junta entre a camisa e o bloco (para não vazar água para o carter), só que poderia também ter um parafuso lá embaixo atravessando o bloco e pegando internamente nessa rosca, fazendo-a rodar, ou seja, não seria necessário retirar o carter para conseguir apettar essa rosca com a borracha para lacrar entre a parede do bloco e a camisa do pistão (e evitar entrar agua), ou seja, pra mexer no motor bastaria abaixar o nivel da agua e do oleo e retirar no máximo o cabeçote, para daí ja poder trocar camisa, anéis ou até pistão, ( inclusive possivel trocar o anel de Borracha la de baixo por cima também), enfim, o design do motor usado na Nascar é o melhor design que existe para resolver essa questão

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Mbm 14 de maio de 2022

Como que alguém esquece de trocar o oleo? Cada uma…

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Felipe Cunha 14 de maio de 2022

Conheci uma pessoa que tinha uma Mercedes Benz e fundiu o motor pois não levou para a revisao trocar óleo de motor por total desconhecimento da necessidade.

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Djalma Coelho 13 de maio de 2022

10% A 20% o custo de uma retífica em relação ao motor novo? Em que planeta se consegue isso. Com peças de boa qualidade e mão de obra especializada, nunca com 10% a 20%!

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Felipe Cunha 14 de maio de 2022

No caso de veiculo da reportagem que custa 52 mil, 20% considero razoável para peças e retifica caso existisse peças sobre medidas.

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Amo Carros 12 de maio de 2022

Esse negligenciou feio a troca de óleo… conheci uma figura há uns 10 anos atrás que comprava carro 0-km e não trocava óleo, apenas completava. Coitado de quem comprava o carro dele com apenas “2 anos de uso” e 20.000 km sem trocar óleo.
E tive um professor de engenharia mecânica que o carro dele quebrou a correia-dentada… em casa de ferreiro espeto de pau!

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Rodolfo 12 de maio de 2022

Sinceramente acho a legislação não deveria permitir que um motor não seja retificado, pois a grande maioria dos carros serão jogados na lata do lixo após danos devido a superaquecimento ou falha de lubrificação dependo do valor de um motor novo em relação ao valor de mercado do veículo. E quanto mais carcaça na lata do lixo mais poluição visual e foco de dengue.

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Leandro Michelsen 12 de maio de 2022

A legislação e o Estado não deveriam ser solução para todos os problemas. Veja bem, já temos um arcabouço legal extremamente complicado e adicionar legislação que dite ser possível, ou não, no ponto de vista de engenharia não facilitaria as coisas. Porque, por mais abrangente que uma legislação dessa seja, ela não vai cobrir todas as variáveis e condições que possam existir que permitam, ou não, a retífica de um motor. E não acho que carcaça de motor fique por aí jogado por muito tempo haja vista o preço que está o material e o fato de estarem roubando até mesmo objetos de metal como tampas de bueiros, grades e placas para vender em ferro-velho.

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Rodolfo 12 de maio de 2022

Não é carcarça de motor… é a carenagem do carro… lataria… esqueleto. Você não se importa porque na rua onde você mora não tem carro abandonado.

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Leandro Michelsen 12 de maio de 2022

Sim, na rua onde moro não tem carro abandonado e aqui no município existe uma lei para tal (Lei Nº 10.731, de 26 de fevereiro de 2014
dispões sobre a retirada de veículos abandonados nas vias públicas do município de Sorocaba e dá outras providências). Veículos abandonados, ou suas partes, são recolhidos e, decorridos 90 dias sem a manifestação do proprietário do interesse em retirar o mesmo, estes são leiloados.

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Rodolfo 12 de maio de 2022

Que bom que a sua cidade tem este serviço. Veja que caso inusitado o da reportagem do link abaixo:
“Ruas são recapeadas em torno de carros abandonados em cidade do interior de SP”:
https://istoe.com.br/ruas-sao-recapeadas-em-torno-de-carros-abandonados-em-cidade-do-interior-de-sp/

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