O seu velhinho não é o vilão! Estudo diz que carros clássicos poluem menos que os elétricos

Esutudo realizado por seguradora britânica de carros clássicos concluiu que grande parte dessas emissões vêm da fabricação dos modelos mais modernos

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Carros clássicos são menos poluentes que os modernos (Foto: Footman James | Reprodução)
Por Bernardo Castro
20 de junho de 2022 15:12

A Footman James, empresa fornecedora de seguros para veículos clássicos e especializados, fez um estudo para saber o quanto os carros antigos de coleção podem ser prejudiciais ao meio ambiente quando comparados aos de motor moderno e elétrico.

E o resultado supreendeu. Afinal, os donos de carros clássicos rodam com ele esporadicamente, enquando modelos mais atuais e com motores a combustão são utilizados praticamente todos os dias e, somado a isso, existe a grande quantidade de carbono que eles emitem durante a produção.

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De acordo com o estudo, um modelo de coleção do Reino Unido pode emitir cerca de 536 kg de CO2 anualmente, visto que eles circulam 1200 km por ano. Um carro de uso diário como o Volkswagen Golf, por exemplo, só para ser fabricado são emitidos 6,8 toneladas de carbono. Um elétrico como o Polestar 2, aumenta esse valor para 26 toneladas.

Com números tão elevados já na fabricação, é difícil compensar as emissões mesmo que ela seja baixa ou zero (como no caso dos elétricos). O levantamento estipulou que seria necessário 46 anos até um carro clássico atingir as mesmas 26 toneladas de emissão de CO2 da fabricação de um elétrico.

A comparação tende a ser diferente à medida que as fabricantes conseguirem atingir a meta de produção neutra em carbono na próxima década. A Polestar, por exemplo, pretende alcançar essa marca até 2030.

Segundo o relatório da Footman James, dois terços dos proprietários de carros clássicos se preocupam com as mudanças climáticas e 50% deles têm o interesse de compensar essa emissão de alguma forma.

David Bond, diretor administrativo da Footman James, disse: “É fácil supor que os carros clássicos são mais prejudiciais simplesmente por causa de seus motores mais antigos e menos eficientes, no entanto, os dados deste relatório refutam essa teoria. É realmente sobre como esses veículos são mantidos e usados; é claro que enquanto novos carros modernos e elétricos podem parecer melhores para o planeta no dia-a-dia, o problema é o impacto que sua produção causa”.

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2 Comentários
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Diego 21 de junho de 2022

Adoro clássicos, e acredito que os carros da década de 50 a 70 serão eternos. Porém, não há como defender uma pesquisa dessas, pois apresentam falhas de proporcionalidade para comparação. Primeira, é a comparação de uso de um clássico com um atual. Para comparação, seria interessante mencionar a poluição média gerada por quilômetro rodado de cada veículo. É inviável comparar a emissão nominal de poluentes de um carro que roda em média 20.000 km/ano com outro que roda 10% disso. Outro é quanto à produção: carros elétricos são extremamente nocivos ao meio ambiente na sua produção, não só pela emissão do CO2. Porém, a eficiência energética, seja na produção de energia elétrica, ou método de manipulação das matérias primas e suas fontes, nos carros do citado período, eram incomparavelmente mais precárias que os métodos utilizados atualmente. Sem contar que, nos carros fabricados até os anos 90, até o ar condicionado é poluente.

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Roberto Henry Ebelt 20 de junho de 2022

É por isso que não troco o meu Santana 1989, comprado zero com todos os opcionais. Custou 25.000 dólares e a média do custo de propriedade durantes esses últimos 32 anos está em 65 dólares por mês. Uma maravilha que diminui a cada mês que passa. E a transmissão automática é muito suave.

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