Diesel S500 pode ser extinto: similar do tipo S10 seria o único permitido

Projeto de Lei propõe que o combustível com maior teor de enxofre, cuja venda ainda é permitida fora dos centros urbanos, seja banido

diesel s10 foto fabio rodrigues pozzebom agencia brasil
Motores mais modernos devem ser abastecidos sempre com o diesel S10 (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil)
Por AutoPapo
28 de dezembro de 2021 18:25
Com informações da Agência Senado

Está em análise no Senado um projeto de lei (o PL 4.322/2021) que limita o teor de enxofre no óleo diesel de uso rodoviário a no máximo 10 mg/kg (dez miligramas por quilograma). Se for aprovado, o texto extinguirá o combustível do tipo S500: apenas o diesel S10 seria utilizado no Brasil.

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Esses critérios passariam a valer após três anos da vigência da lei. A partir desse momento, ficariam proibidas a importação e a comercialização do óleo diesel de uso rodoviário que não respeitar tais limites. Atualmente o diesel, S500 ainda é pode ser vendido em rodovias, enquanto o S10 é o único permitido em áreas urbanas.

Além do teor de enxofre de 10 mg/kg, o óleo diesel S10 tem percentual de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPA) limitado a, no máximo, 8% em massa. No combustível do tipo S500, o limite de enxofre é de 500 mg/kg.

O autor do projeto, senador Alvaro Dias (Podemos-PR), destaca que a maior parte do diesel consumido no país se destina ao uso rodoviário. Segundo ele, a redução do teor de enxofre é necessária para reduzir os riscos à saúde e ao meio ambiente.

Diesel S10 é menos danoso à saúde e ao meio ambiente

Os Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPA) são um grupo de substâncias comprovadamente cancerígenas. Grande parte dos HPA é consumida na combustão ou retida pelo óleo lubrificante, mas uma pequena quantidade é emitida nos gases de exaustão.

Quando inalados, na forma de partículas muito finas, os compostos com enxofre penetram nos pulmões, onde se depositam ou são absorvidos. Com o passar do tempo, isso pode desencadear ou agravar doenças respiratórias, como bronquite e enfisema, e até mesmo afetar a saúde cardíaca.

O senador ressalta que “as vantagens do S10 em relação ao S500 vão além da redução da poluição do ar. O diesel S10 propicia melhora da partida a frio, o aumento dos intervalos de troca do lubrificante, melhor desempenho e maior vida útil do motor”, argumenta na justificativa do projeto.

O senador reconhece que “o hidrotratamento é uma etapa que encarece o processamento do diesel”. Mas afirma que, por outro lado, a unificação do diesel de uso rodoviário, “ao eliminar a necessidade de estruturas segregadas de transporte e armazenamento para o S10 e o S500, simplificará a logística da cadeia produtiva do diesel, reduzindo os custos”.

Diesel entupido: culpa não é do combustível do tipo S10. Assista ao vídeo e entenda o caso!

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1 Comentário
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Fernando 11 de maio de 2022

O próprio manual da Petrobrás de 2021 ressalta que acrecentar bio Diesel no Diesel comum aumentar a degradação do mesmo e a durabilidade cai drasticamente e aumenta o desgaste de bombas e bicos injetores enfim acabar com Diesel s 500 e acabar com a viabilidade de veículos e máquinas que não tenham uso continuo tipo caminhonetes caminhões e tratores de pequenas e médias empresas

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