Chrysler está ameaçada de extinção após a formação da Stellantis?

Imprensa internacional destaca que, apesar de ter uma gama de produtos pequena e defasada, marca não deverá receber investimentos a curto prazo

Por AutoPapo 09/02/21 às 08h53
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Stellantis é o 4º maior grupo do setor automotivo (Foto: Shutterstock)

Uma matéria publicada pelo site Jalopnik levanta dúvidas sobre o futuro da marca Chrysler após a formação da Stellantis. Isso porque, por um lado, não foram anunciados quaisquer investimentos na fabricante até o momento. Por outro, a gama de produtos é pequena e está defasada: há apenas os monovolumes Pacifica e Voyager (que são derivações do mesmo projeto) e o sedã 300C.

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Nesse ponto, vale esclarecer que essas dúvidas dizem respeito à Chrysler como marca de veículos, e não como grupo empresarial: outras marcas do conglomerado norte-americano, como RAM e Jeep, são vistas como estratégicas pela Stellantis.

Por sua vez, a Chrysler enfrenta vendas em baixa e uma certa falta de identidade. É que, apesar de ser a marca mais luxuosa do grupo nos Estados Unidos, não goza do mesmo prestígio das concorrentes Cadillac e Lincoln. Tampouco tem a imagem de esportividade da Dodge.

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Pacifica é um dos poucos produtos que a marca vende atualmente (foto: Stellantis/Divulgação)

Nos últimos anos, todos os grandes grupos automotivos dos Estados Unidos extinguiram marcas tradicionais para cortar custos. A GM aboliu a Pontiac, a Ford encerrou as operações da Mercury e a própria Chrysler cortou a Plymouth do portfólio.

Outra questão é que a Stellantis tem nada menos do que 13 marcas de automóveis: Alfa Romeo, Abarth, Chrysler, Dodge, Fiat, Jeep, Lancia, Ram, Citroën, DS, Opel, Peugeot e Vauxhall. Aquelas que têm menor participação no mercado e produtos mais antigos tendem a ser preteridas em uma situação de enxugamento.

Há chance de a Stellantis manter a Chrysler

No entanto, há uma luz no fim do túnel: o Jalopnik citou uma entrevista que David Kelleher, presidente do Conselho de Revendedores da Stellantis nos Estados Unidos, concedeu à agência Automotive News. O executivo disse que não quer ver uma marca como a Chrysler ser “jogada fora”.

O Jalopnik pondera que um dos caminhos para a Chrysler é lançar uma nova gama de veículos elétricos, baseados em plataformas europeias. Contudo, a Stellantis ainda não revelou planos sobre esse assunto: por enquanto, o futuro da Chrysler ainda é um mistério.

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