Kia revela que a música pode influenciar na autonomia do carro elétrico

A Kia descobriu que a música pode influenciar na condução dos veículos e, consequentemente, aumentar o consumo nos carros elétricos

Kia realizou o teste de consumo dos carros elétricos com o EV6
Kia realizou o teste de consumo dos carros elétricos com o EV6 (Foto: Reprodução)
Por Bernardo Castro
07 de abril de 2022 15:32

Quem é que, ao entrar no carro, não gosta de ligar o som para ouvir sua playlist favorita, ou mesmo sintonizar o rádio para ficar antenado nas notícias de trânsito? Sabendo disso, a Kia concluiu um estudo que descobriu que o estilo musical escolhido pelo condutor pode influenciar na autonomia dos carros elétricos.

Para tirar as conclusões definitivas, a Kia utilizou um EV6 GT-Line S como experimento com o sistema de som Meridian Audio de 14 alto-falantes. A Coreana utilizou diferentes condutores sem experiência com carros elétricos como cobaias para dirigirem o EV6 em uma rota de 29 km. O trajeto combinava estrada congestionada, ruas sinuosas, avenidas e afins.

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Todos os motoristas estavam ouvindo as mesmas músicas, no mesmo volume com configurações de som fixas, enquanto um dispositivo médico registrava suas medidas biométricas.

A lista de reprodução tocava as faixas nessa ordem: Tycho – Awake; Adele – Hello; The Weeknd – Blinding Lights; Anna Meredith – Nautilus; Kanye West – Fade; e Beethoven – Sinfonia nº 9.

A música clássica de Beethoven foi a mais benéfica para a economia de bateria dos carros elétricos. Em contrapartida, “Blinding Lights” do The Weekend resultou em um consumo de “combustível” maior. Os resultados mostraram que a condução dos motoristas foi quatro vezes mais eficiente quando tocava a nona sinfonia, enquando “Blinding Lights” deixava a direção até duas vezes mais ineficaz.

O gasto médio de alcance foi de 36 km em um percurso de apenas 29 km. A Música de Beethoven representou um consumo de 7,7%, Adele 13,3% e The Weekend 23,6%.

Aumento do consumo nos carros elétricos

O estudo foi monitorado pelo Dr. Duncan Williams, professor da Escola de Ciências, Engenharia e Meio Ambiente da Universidade de Salford e especialista em acústica, ruído, psicoacústica e ciência do som, que concluiu:

Diferentes músicas resultaram em atividade eletrodérmica variável e aumento do volume sanguíneo para cada um dos participantes. Isso teve um efeito indireto no estilo de direção e, finalmente, influenciou a autonomia do EV6 no mundo real.”

Músicas mais animadas faz com que os condutores pisem mais fundo no acelerador, o que eleva o gasto de combustível. Considerando essa lógica, é possível concluir que esse aumento no consumo também aconteça nos veículos a combustão. No entanto, não existe nenhum estudo que confirme essa teoria.

De qualquer forma, você deixaria de ouvir a sua música favorita para ganhar alguns quilômetros de utonômia?

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