Porsche 911 fica com aspecto ‘2D’ após receber uma das tintas mais escuras do mundo

Esportivo ficou com aspecto 2D após ser estampado em Musou Black, tinta que absorve 99,4% da luz visível; e acredite, ela não é a mais escura do mundo

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Musou Black absorve 99,4% da luz visível (Foto: Youtube Pit One Customs | Reprodução)
Por Bernardo Castro
07 de julho de 2022 09:03

Muita gente gosta da cor preta por ela dar uma sensação de seriedade, com uma pegada mais discreta e que, ao mesmo tempo, combina com praticamente tudo. Por incrível que pareça existem por ai diferentes tonalidades de preto e a Pit One Customs, sediada no Japão, utilizou a mais escura possível em tinta acrílica para estampar um Porsche 911.

Nomeada Musou Black, a tonalidade é capaz de absorver até 99,4% da luz visível. A título de comparação, as paletas pretas ‘padrão’ absorvem entre 94% e 98% dessa luz.

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Em um vídeo publicado no seu canal no youtube, a oficina mostrou o processo de repigmentação do Porsche 911. O esportivo alemão já era estampado em preto brilhantes e, a medida que o trabalho avança, o 911 se torna cada vez mais ‘furtivo’.

O absorção das cores é tão grande nessa pintura que, ao longo do processo, quando o material que protege as rodas, vidros e faróis são cobertos pela tinta, é impossível perceber qualquer detalhe do carro e o Porsche 911 fica com um aspecto de sombra. Apenas a silhueta do esportivo é perceptível.

Com a pintura feita, finalmente chegou a hora de levá-lo à rua. O que chama muita atenção é que dificilmente sua tonalidade tem alguma alteração quando passa de um trecho ensolarado para um com sombras. Além disso, na gravação o Porsche 911 ficou parecendo um carro de computação gráfica inserido no mundo real.

Porsche 911 Musou Black não é o carro mais escuro do mundo

Acredite se quiser, o Musou Black não é a cor mais escura que existe. Em 2019 a BMW apresentou no Salão Automóvel de Frankfur um X6 estampado em Vantablack.

A tonalidade absorve 99,96% da luz visível, tornando a substância a cor mais negra do mundo. O conceito por trás do projeto da BMW era criar uma maneira diferente de ocultar o design de um novo veículo sem recorrer à camuflagem ou à instalação de painéis de carroçaria falsas.

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BMW X6 pintado em Vantablack (Foto: BMW | Divulgação)

O Vantablack não é uma tinta propriamente dita, mas sim carbono puro. Ele foi desenvolvido pelo Laboratório Nacional de Física do Reino Unido em 2006 e, quando envolve um objeto, cria uma camada de milhões de nanotubos de carbono. Eles são estruturas muito pequenas, com 20 nanômetros de diâmetro e comprimento entre 14 e 50 micrômetros, e estão organizadas de modo a criar “armadilhas” para absorver a luz.

Esses nanotubos ficam alinhados verticalmente é o que da o nome “Vanta”: vertically aligned nanotubes array, e o “Black” vem de preto.

A aplicação do Vanta Black pode ser diversa, e muitas têm a ver com a exploração espacial. Essa tonalidade é capaz de absorver luzes indesejadas e impedir que elas sejam captadas por telescópios, por exemplo.

Além disso, ela pode ser usado na aviação para esconder aviões de radares, melhora a eficiência de câmeras com infravermelho e para aumentar a capacidade de absorção de calor de painéis solares.

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1 Comentário
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Roberto Henry Ebelt 7 de julho de 2022

Preto não é cor. Preto é ausência de luz. O DISCO DE NEWTON que o diga,

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