Veja como anda o Renault Duster 1.3 turbo 4WD (que o Brasil não terá)

Enquanto o Brasil espera pelo lançamento do Renault Duster 1.3 turbo, os países vizinhos já recebem essa versão vinda da Colômbia

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Duster argentino é idêntico ao brasileiro em aparência: até usa as mesmas fotos de divulgação no site (foto: Renault | Divulgação)
Por Eduardo Rodrigues
28 de setembro de 2021 15:20

O Renault Duster começou a ser feito no Brasil apenas dois anos após seu lançamento na Europa, onde leva a marca romena Dacia. O SUV compacto chegou alinhado com a Europa na oferta de motorização e tração, faltando apenas a opção 1.5 diesel.

A versão 4WD da antiga geração trazia valentia no fora de estrada e foi bem aceita em frotas de empresas que precisam de carros para rodar longe do asfalto, como mineradoras. A segunda safra chegou ao Brasil em 2020 com uma linha mais enxuta, trazendo apenas o motor 1.6 aspirado e tração dianteira.

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Enquanto isso, nossos vizinhos da Argentina passaram a receber o Duster de segunda geração fabricado na Colômbia. O modelo colombiano tem um grau de localização menor que o brasileiro, por isso é mais próximo do modelo europeu e compartilha muito com ele.

O novo Duster já chegou para os nossos hermanos com o novo motor 1.3 turbo, que fez sua estreia na linha brasileira da Renault com o Captur, no início de julho desse ano. Na Argentina, o motor turbo traz acerto diferente, produzindo 155 cv e 25,5 kgfm. Ele é oferecido com o cambio CVT ou com cambio manual, junto da tração integral.

O motor 1.3 já está cotado para o Duster brasileiro, mas não espere a versão 4WD. Essa tração integral da Renault só é usada em carros com cambio manual no mundo inteiro, e esse tipo de caixa está perdendo espaço no Brasil.

Boa aptidão no fora de estrada

O sistema de tração integral é similar ao da primeira geração, trazendo um modo 4×2 para economia de combustível e um botão que bloqueia a distribuição de força em 50% para cada eixo. A caixa manual traz uma primeira marcha com relação bastante reduzida, fazendo da segunda marcha a ideal para arrancar no uso civilizado.

A nova geração do Duster conta também com controle para descidas (HDC) e assistente de partida em rampas para auxiliar nas trilhas. Na central multimídia também existem funções para auxiliar o motorista fora do asfalto, como os inclinômetro, bússola e monitor do HDC.

Em avaliações feitas por canais argentinos, o novo Duster 4WD se saiu bem no fora de estrada. Com a tração bloqueada, o sistema eletrônico que simula um diferencial de deslizamento limitado detecta rapidamente as rodas sem tração e tira o carro de enrascadas.

Não chega a estar no nível de um 4×4 tradicional, com caixa de transferência e bloqueios mecânicos, mas é acima da média das trações integrais que vemos em outros carros com motor transversal. Essa versão poderia agradar ao público que precisa de um fora de estrada mais civilizado que um Suzuki Jimny, mas não tem condições de partir para um Jeep Renegade Trailhawk ou um Chevrolet Trailblazer.

Os pontos negativos do Duster 4WD

Mesmo com motor 1.3 turbo mais potente e peso de 1.420 kg, o Duster ainda conta com freios a tambor na traseira. Outra falha de segurança no Duster é a presença de apenas dois airbags. Os airbags laterais e de cortina não fizeram a travessia do Atlântico. Já os airbags laterais traseiros e de joelho não são disponíveis nem na Europa.

A versão 4WD do Duster é a topo de linha na Argentina e não traz bancos de couro ou teto solar, itens disponíveis nos concorrentes. O acabamento também foi criticado perante os concorrentes: o projeto criado para ser acessível na Europa precisa de melhorias para o posicionamento que ganhou na América Latina.

A Oroch também traz tração integral no exterior

A picape Oroch, derivada do Duster, é um projeto da filial brasileira. Ela inaugurou o segmento de picapes médio-compactas derivadas de SUVs, mas foi ofuscada no mercado meses depois com a chegada da Fiat Toro.

Muitos questionaram por que a picape foi lançada apenas com tração dianteira, enquanto o Duster oferecia a versão 4WD. Essa versão foi lançada em 2018, mas apenas para exportação. O primeiro mercado a recebê-la foi o argentino.

Para agravar a situação, a Oroch passou a ser feita na Colômbia nessa versão 4WD, chegando a mais mercados. Enquanto isso, a Fiat Toro faz sucesso e um de seus argumentos de venda é a tração integral dos modelos a diesel.

A picape será renovada em 2022, ganhando estilo e interior mais alinhados com a nova geração do Duster. Na mecânica o destaque ficará para a adoção do novo motor 1.3 turbo, acompanhado da caixa CVT.

Fotos: Renault | Divulgação

4 Comentários
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VILMAR REIS 5 de outubro de 2021

Câmbio automático vai dominando o Brasil, assim como dominou a maior parte dos países de primeiro mundo. Não acho que é coisa de idoso. É conforto e economia. Minha Oroch é câmbio manual de seis marchas. É um saco o tanto de troca de marchas que vc tem que fazer na hora do rush. Haja embreagem.
Conheço muitos idosos que não gostam de “mudanças” e por isso preferem o câmbio manual.Existem muitas pessoas jovens que não abrem mão no câmbio automático. É questão de preferência
Pelo preço, o carro tá bem posicionado. Se ele oferecer os mesmos ítens que a Toro, certamente o preço vai se aproximar da Toro também.
É uma opção do comprador.

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Flávio 1 de outubro de 2021

Podiam.pelo.menos oferecer a versão 4wd importada da Argentina. A Renault tá vacilando em não.lancar uma versão mais acessível de um.suv 4wd. As 2.04wd vão virar relíquias disputadíssimas

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Sir.Alves 29 de setembro de 2021

Duster 4wd manual 1.4Turbo seria interessantíssimo,… CVT é cambio pra Idoso, patina demais… o problema da renault é achar que são Japoneses, pela joint-venture com a nissan… estão vendendo a preços irracionais… essa bolha de preços vai estourar e vão fechar igual a Ford…

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Edson Luiz Martins de Andrade 29 de setembro de 2021

Eu tenho uma Duster e não pretendo abandonar mesmo com seus defeitos

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