Kawasaki Ninja 650 e Z 650 2021: guerreiro vestido ou pelado?

As novas Ninja 650 e Z 650 ganharam atualizações no visual, painel em tela TFT e iluminação em LED, conservando o motor de dois cilindros paralelos

Por Teo Mascarenhas 27/10/20 às 17h30
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Kawasaki Ninja 650 2021 (Kawasaki | Divulgação)

A Kawasaki apresentou durante uma live no dia 14 de outubro a nova geração dos modelos Ninja 650 e Z 650, já como modelos 2021. As duas motos dividem o mesmo conjunto mecânico, com motor de dois cilindros paralelos, mas incorporaram, também em comum, novos painéis, com tela em TFT de 4,3 polegadas, iluminação em LED, novos bancos e pneus, além de modernizações no visual.

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Conhecida pela cor verde “cheguei”, a Kawasaki Ninja 650, desta vez, só terá a opção Metallic Spark Black (Preto), com preço sugerido de R$ 39.990. O modelo Z 650 conta com as opções Metallic Spark Black/Metallic Flat Spark Black com preço sugerido de R$ 37.490 e Candy Lime Green/Metallic Spark Black (com o quadro em verde), com preço sugerido de R$ 37.990. Ambas estarão disponíveis em novembro.

O nome Ninja, do misterioso guerreiro japonês, se transformou em sinônimo dos modelos esportivos da marca. Por outro lado, a linha “Z” é composta pelas Ninjas “peladas”, sem a roupagem das carenagens (naked), para uso também urbano. Uma estratégia econômica utilizada pelas montadoras para atender a dois segmentos, com praticamente o mesmo modelo.

Nesta mesma linha, as novas Ninja 650 e Z 650 vão encarar a concorrência, por exemplo, das Honda naked CB 650R (R$ 40.990) e da esportiva CBR 650R (R$ 42.720), que também dividem o mesmo conjunto mecânico, porém, com motorização de quatro cilindros em linha.

Com ou sem quimono?

A Kawasaki Ninja 650 2021 tem nova carenagem, inspirada nas superesportivas e no modelo H2, fixada por presilhas, com menor quantidade de parafusos para deixar o visual mais limpo. A bolha ficou mais baixa e também mais inclinada para melhorara aerodinâmica. As laterais também foram retrabalhadas e abrigam as setas dianteiras. Na ponta, há os faróis em LED.

Em comum com a Z 650, os novos bancos em dois níveis a 790 mm do solo. A espuma ficou mais espessa 10 mm nas laterais e 5 mm no centro. Porém, o banco ficou mais estreito junto ao tanque, com capacidade de 15 litros, para encaixar melhor os joelhos. A ergonomia é mais esportiva com adoção de semiguidões mais baixos, enquanto a Z 650 adota guidão inteiriço, mais alto.

O novo modelo Z 650 também atualizou o visual, com faróis em LED mais volumosos e agressivos, com formas vincadas. Sem carenagens, deixa o motor e partes do quadro, em tubos de aço com arquitetura em treliça à mostra, além da opção de decoração na cor verde característica da marca.

Novo painel trouxe mais conectividade

Também comum aos dois modelos é o novo painel. Com tela em TFT de 4,3 polegadas (10,9 cm), pode ser ajustado em duas cores de fundo, preto ou branco, além de quatro níveis de intensidade de iluminação.

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Além do computador de bordo e das funções usuais, tem o aviso shift light regulável para alertar o momento de trocar as marchas. A barra do conta-giros fica alaranjada e começa a piscar ao atingir as rotações desejadas. Também tem relógio de horas, indicador de temperatura do motor, da voltagem, lembrete de manutenção e troca do óleo e luzinha ECO, que indica condução econômica.

A maior novidade do painel, entretanto, está na conectividade. É possível espelhar o celular, via Bluetooth, com acesso a navegação, notificações de e-mail e chamadas. Com o aplicativo Kawasaki Rideology, também  é possível acessar o histórico da moto e a telemetria, com mapas de aceleração, RPM, velocidade, marcha engatada, frenagem e força G, em um determinado trecho, através de gráficos para conferir o desempenho na pilotagem.

Motor da Kawasaki Ninja não sofreu alterações

Na parte mecânica, o motor não sofreu alterações em relação aos modelos anteriores. Tem dois cilindros paralelos, com 649 cm3, que entrega 68 cv a 8.000 rpm e um torque de 6,7 kgfm a 6.500 rpm, acoplado a um câmbio de seis marchas com embreagem deslizante e assistida. O escape tem saída curta e baixa, contribuindo para rebaixar e centralizar as massas.

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As suspensões são convencionai Kayaba. Na dianteira, garfo não invertido com tubos de 41 mm de diâmetro e 125 mm de curso. Na traseira, sistema mono, com 130 mm de curso, ajustes na pré-carga em balança de alumínio tipo banana.

Os modelos também passaram a utilizar pneus sem câmara Dunlop Sportmax  Roadsport 2, com medidas de 120/70 na dianteira e 160/60 na traseira, ambas em aros de 17 polegadas em rodas de liga leve.

Os freios contam com sistema ABS e duplo disco margarida de 300 mm na dianteira, com pinças Nissin de dois pistões e disco de simples de 220 mm na traseira. Os manetes de freio e embreagem podem ser ajustados em cinco níveis. Já os pesos em ordem de marcha (abastecidas) são distintos. A Ninja 650 acusa 193 kg na balança, enquanto a Z 650, 188 kg.

Fotos: Kawasaki | Divulgação

Teo Mascarenhas

Especialista na cobertura do mercado de motocicletas e competições com mais de 30 anos de experiência.

Teo Mascarenhas
4 Comentários
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Luciano 29 de outubro de 2020

Motos excelentes, confortáveis e com um motor bem elástico, só achei que poderia aumentar a paleta de cores para a Ninja 650R.

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Paulo 27 de outubro de 2020

O que já era muito bom, ficou melhor

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dario 27 de outubro de 2020

editor dessa página precisa conhecer mais de motos …no inicio do texto diz q é quatro cilindros ( nunca foi ) , em seguida argumentos em relação ao motor q realmente é bicilindrica ( dois cilindros )

AutoPapo
Teo Mascarenhas 28 de outubro de 2020

Dario. Corrigido o equívoco. Obrigado.

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