208 reúne tudo para fazer Peugeot crescer

Hatch vem importado da Argentina e chega ao mercado brasileiro de olho nos consumidores do VW Polo, Toyota Yaris e Honda Fit

novo peugeot 208 branco
Peugeot 208 2021 (Foto: Peugeot | Divulgação)
Por Fernando Calmon
Publicado em 11/09/2020 às 18h13

A Peugeot aposta em nova vida para o hatch 208, fabricado em El Palomar (Argentina) com motor exportado do Brasil de quatro cilindros, 1,6 litro, 118 cv (etanol), 15,6 kgfm e todas as versões com câmbio automático de seis marchas.

Sua arquitetura CMP, a mais moderna da marca francesa, estilo arrojado e pacote tecnológico avançado significam também uma guinada no posicionamento, ao se descolar da base do mercado. Oferecido entre R$ 74.990 e R$ 94.990 inclui entre alvos principais Polo, Yaris e Fit (este considerado mais monovolume do que hatch de teto alto).

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A principal executiva do grupo no Brasil, Ana Theresa Borsari, afirma que os SUVs compactos se estabilizaram em 15% de participação e, portanto, os hatches tendem a voltar a crescer como segundo ou mesmo terceiro carro da família, no período pós-pandemia.

Segundo Oswaldo Ramos, diretor comercial, as projeções de vendas estão mantidas como no começo do ano, ainda antes da pandemia, por se tratar de um modelo com vantagens na sua faixa (alta) de preço. Ele acredita que o 1% atual de mercado da marca crescerá, sem revelar uma meta.

Para isso acha que o plano de financiamento com 30% de entrada, 36 prestações e mais 30% ao fim do período com garantia de recompra por 100% da tabela FIPE (concorrentes oferecem 80%) deve atrair antigos e novos clientes.

O novo 208 mantém o volante de pequenas dimensões com respostas rápidas e acrescenta quadro de instrumentos inovador com holografia tridimensional que identifica placas de trânsito, além de frenagem autônoma de emergência e assistente de mudança de faixa. Freios são a tambor atrás e como pesa 23 kg a menos que o modelo anterior não chega a comprometer.

Espaço interno para as pernas no banco traseiro é algo limitado, porém o carro ficou 2 cm mais baixo e pessoas altas raspam a cabeça no teto. O assoalho é ligeiramente desnivelado em relação à soleira de porta porque na versão elétrica as baterias ocupam esse vão. Porta-malas tem 265 litros, 20 litros menos que antes.

Motor 1.2 turbo: custo elevado

O motor entrega desempenho razoável (0 a 100 km/h em 12 s, dado de fábrica). Importar o 1.6 turbo do 2008 ou o tricilindro turbo europeu, com a cotação atual do euro, deixaria o carro sem condição de competir. Opção é oferecer a versão elétrica 208 e-GT a partir do início de 2021, ainda sem valor estimado, mas competitivo na Europa.

A sensação de guiar, como todo elétrico, alia desempenho (0 a 100 km/h, em 8,1 s) ao silêncio a bordo. Pesa 300 kg a mais que o modelo convencional. No entanto, comportamento é exemplar, tanto em estabilidade direcional quanto em curvas, no travado circuito do Haras Tuiuti.

O 208 elétrico deve vender muito pouco, mas pode ser líder nesse nicho de mercado por seu estilo e provável bom preço relativo.

Anfavea vai rever previsões para 2020

Apesar de as vendas diárias estarem em ascensão, a situação da indústria automobilística ainda preocupa bastante principalmente pelo nível de emprego que depende da produção e exportações. A Anfavea admite rever a queda do mercado interno, hoje em torno de 35%, já no próximo balanço mensal em outubro.

A revisão da entidade deve apontar uma queda anual de 30% de 2020 sobre 2019 contra até 45% das primeiras estimativas. Alguns executivos, como o presidente da GM América do Sul, Carlos Zarlenga, estimam o retorno dos níveis do ano passado só em 2023.

O consultor Francisco Mendes acredita que já em 2021 o mercado interno de automóveis e comerciais leves (94% do total) atingirá um crescimento de 3,9% sobre 2019. Se concretizada sua previsão, comprova a resiliência da economia brasileira à pandemia do Covid 19. E a chamada recuperação em “V”, quando as vendas sobem tão rapidamente quanto caíram, já não pode ser apontada como delírio de otimistas.

Mesmo com preços de tabela (sugeridos) em alta moderada, os negócios entre consumidores e concessionárias são influenciados por planos de postergação das primeiras prestações, bônus atraentes e também o velho recurso de “compre antes que aumente”.

Rendimentos do mercado financeiro estão muito baixos e viagens internacionais encareceram demais pela alta acentuada do dólar. A opção pode ser trocar o veículo por um novo ou outro menos velho.

GM e Honda acertam aliança pontual

Os desafios ambientais e pesquisas sobre conectividade com enorme impacto financeiro sobre investimentos estão deixando os fabricantes sem saída a não ser juntar forças. Este cenário levou GM e Honda a assinarem um acordo para aliança estratégica na América do Norte.

Em comunicado conjunto as duas empresas se comprometeram a explorar o compartilhamento de plataformas de veículos e sistemas de propulsão para diversos segmentos.

Apesar de o acordo estar restrito àquela região, é bom lembrar que pode ser expandido no futuro. E também os mercados internos da América do Norte (Estados Unidos, Canadá, México) e Japão somados, praticamente se igualam ao da China, o maior do mundo.

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7 Comentários
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6ix9iner 13 de setembro de 2020

Acho q não hein ..faltou o motor 1.2.turbo o câmbio manual..e um outro logotipo no capô..peugeot no Brasil..n tem mais futuro algum..apesar dos louváveis esforços..e detalhe : o carro demorou demais.. E chegou acima do preço dos concorrentes..e nao é melhor..

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Airplane 12 de setembro de 2020

Espero que a Peugeot traga em breve versões com o motor 1.2 aspirado, com câmbio manual, e com preço competitivo pois esse 1.6 tem baixo desempenho e alto consumo quando comparado com os motores de seus principais concorrentes diretos (Ford Ka, HB20 1.6, VW Gol e Polo 1.6, Toyota Yaris 1.5 e Honda Fit) sem falar dos concorrentes turbinados (Onix, HB20 TGDI e VW Polo Confortline e Highline) além do preço absurdamente alto!

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Lucas 11 de setembro de 2020

Crescer? Quem compra Honda ou Toyota jamais trocará por um Peugeot, ainda mais nesse valor. Aliás, carro francês nem entra nos Estados Unidos pois o americano é bem seletivo e não aceita qualquer coisa. Cada uma kkk

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6ix9iner 13 de setembro de 2020

Pois eh..os EUA.. abriram exceção para as porcarias da Fiat por lá..esta tudo encalhado mesmo custando 11.000dolares.

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Jorge Raphael 11 de setembro de 2020

Apesar de tudo, o consumo do 1.2 aspirado é muito melhor que o 1.6. O torque é bom mesmo em baixas rotações, portanto a falta deste motor, mesmo em versão de câmbio manual fará muita falta. É realmente uma pena a Peugeot não viabilizar está configuração.

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Robson 11 de setembro de 2020

Ia comprar uma tranqueira dessa pra minha mãe, por ser “bonitinho”. Como é fácil deduzir que tratam brasileiros como idiotas, pois muitos são mesmo, superfaturando carros simples resolvi ir atrás de um carro bem maior usado.
Melhor coisa que fiz, minha mãe está lá feliz com carrão dela quase do ano.
Por mim todas estas montadoras poderiam falir, pra mim só carro mais luxuoso usado, carro zero nunca mais…tireo palavrão…

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6ix9iner 13 de setembro de 2020

Sim..seja feliz com.seu azera..rss

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