Alagamento? 10 dicas essenciais para passar por ele com o seu carro

Verão traz chuvas fortes e as inevitáveis enchentes. Confira o que fazer para evitar que seu carro fique à deriva

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Encara trecho alagado sem cuidado pode causar prejuízo (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
Por AutoPapo
12 de janeiro de 2022 10:27

As fortes chuvas de verão estão impiedosas neste começo de 2022. Várias regiões do país, como áreas da Bahia e de Minas Gerais, vêm sendo castigadas por temporais e pelas consequentes alagamentos. Nos tristes registros que vemos pelas redes sociais e pela TV, volta e meia tem um carro arrastado pelas águas.

Muitas vezes, a enxurrada é tão forte que é inevitável. Mas em outras, os veículos são atingidos porque os motoristas insistiram em enfrentar determinado trecho alagado sem necessidade. Mas é preciso ter cuidados para encarar o alagamento e dar uma de Indiana Jones com o automóvel.

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O ideal é tentar encostar o carro em um local seguro ou mais altos. Calçadas, postos de combustível e meios de cruzamentos costumam ser os ideais. Mas nem sempre isso é possível – seja porque a água está subindo ou pela própria segurança do motorista e passageiros. Por isso, reunimos algumas dicas para atravessar aquela rua ou via alagada.

Observe o alagamento

Fique atento ao nível da água e veja os carros que tentaram atravessar ou que estejam parados no alagamento. Se a enchente já tiver superado metade da altura da roda, nem se aventure.

Além disso, também não arrisque se o volume de água estiver como um rio corrente: o seu carro pode ser arrastado como em um rapel. Redobre a atenção em locais que você não esteja habituado a passar, com canais ou valas, já que o veículo pode ser “sugado” para um rio que esteja “escondido” pelas águas.

Parte alta

Não se importe de tem gente buzinando atrás. Antes de encarar o trecho alagado, preste atenção onde é a parte mais alta da via – geralmente, o centro da rua. Mais uma vez vale dar aquela checada no nível da água nas rodas dos carros que tentaram atravessar para evitar os trechos mais “fundos”.

Velocidade constante

Hora de encarar o trecho alagado, engate a primeira marcha e mantenha o pé no acelerador a uma velocidade contínua, de preferência com o ponteiro do conta-giros entre 2.800 e 3.000 rpm. Em carros automáticos, use marcha reduzida “L” ou segure a mais baixa possível nas mudanças sequenciais. Manter uma aceleração constante ajuda a evitar a entrada de água no escapamento.

Linha reta

Evite mudar de marchas durante a travessia e nada de virar o volante sem necessidade. Não é aconselhável, ainda, executar acelerações ou frenagens bruscas – isso pode criar marolas na parte alagada e esta “onda” pode atingir outros veículos ou bater em um muro, voltar e pegar o seu carro.

Cuidado na fila

Seguir outro carro que “corta” caminho à frente serve para você encarar o trecho alagado com um menor nível de água. Porém, pode ser bom só até a página 13. Se ele parar no meio do alagamento, você terá de frear. E toda aquela água que ele abriu pode virar aquela marola sobre a qual falamos, que pode atingir o seu automóvel.

Cuidado com os grandões

Outro ponto de atenção deve ser em relação a caminhões e ônibus. Se alguns desses veículos atravessar o alagamento ao lado do seu carro, há grande risco de a onda que eles vão formar na enchente pegar em cheio o seu veículo e até deslocar o automóvel.

Morreu? Não insista

Se o carro morreu no meio do alagamento, não tente fazer o motor pegar novamente. Muito provavelmente entrou água na câmara de combustão. A insistência em ligar o automóvel pode causar o calço hidráulico, que é quando a água trava o movimento do pistão dentro do cilindro e quebra, não só o pistão, como a biela e outros componentes do motor – que necessitará de uma retífica.

Conseguiu? Continue rodando

Nada de sair do carro depois de passar o trecho alegado para contemplar o rio que ficou para trás e pagar uma de Indiana Jones do asfalto. Continue rodando com o carro, sem acelerações fortes e com leves pisadas no freio para “secar” as pastilhas.

Faça uma revisão

Mesmo que seu carro tenha passado aparentemente ileso pelo alagamento, leve-o ao seu mecânico para uma revisão. É recomendável trocar os óleos do motor e da transmissão, além de checar o filtro de ar, pastilhas e discos de freios e ver se os faróis não foram comprometidos. Também vale fazer uma limpeza na parte externa do radiador.

Se a água chegou a entrar dentro da cabine, o ideal é retirar bancos, tapetes, carpete e todas as forrações, lavar tudo muito bem e deixar secar naturalmente. O veículo também deve ficar com as portas abertas para evitar mau cheiro, e ter o assoalho limpo e seco – o acúmulo de sujeira e água pode causar corrosão de várias partes.

Verifique se é necessário fazer o procedimento também no porta-malas.Há empresas especializadas em higienização de automóveis que foram atingidos por enchentes.

Olho no seguro

Boa parte dos seguros têm coberturas para os chamados acidentes naturais, como alagamentos, enchentes e quedas de árvores.Porém, existem cláusulas que invalidam o sinistro caso fique comprovado que o motorista tenha assumido o risco e encarado a enchente de forma inconsequente.

Bônus: existe algum risco ao passar com um carro elétrico em alagamentos?

Boris Feldman explica essa situação que irá se tornar cada vez mais comum:

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4 Comentários
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Mister Gasosa 12 de janeiro de 2022

Calço hidráulico pode quebrar o bloco do motor devido a biela travar.
Se der azar de quebrar uma galeria de óleo quando o bloco for quebrado pela biela travada é decretada a perda total do bloco.
Já se não quebrar a referida galeria tem casos que se imenda o rombo no bloco com solda quando possível.
Por essas e outras eu nem arrisco passar por alagamentos.

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Polvo 12 de janeiro de 2022

Eu já me dei mal em uma enchente. Enquanto atravessava um alagamento, um caminhão veio em sentido contrário e trouxe junto uma onda enorme. Meu carro morreu e entrou água no motor. Por burrice minha tentei ligá-lo depois e deu calço hidráulico e ainda entrou água no assoalho. Fiquei 3 meses sem o carro até a seguradora conseguir repará-lo. Depois dessa nunca mais passo por regiões alagadas.

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Mister Gasosa 12 de janeiro de 2022

Já vi casos de a biela quebrar o bloco do motor e ter quebrado a área de uma galeria de óleo. Quando quebra uma galeria de óleo é perda total no bloco do motor, já quando não atinge ela pode soldar o bloco.

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Polvo 13 de janeiro de 2022

Mister, no meu caso uma biela quebrou e furou o bloco e outra ficou torta, não tinha como reparar, só trocando tudo. O carro era um Focus 1.6 com motor Sigma de alumínio. Na época a oficina fez a troca parcial do motor. Trocaram bloco, virabrequim, pistões e bielas. Ficou bom, mas demorou porque tive que acionar o seguro, no fim o prejuízo foi só com a franquia. Se eu não tivesse tentado ligar o carro, talvez daria pra tentar desmontar a parte de cima e tirar toda água.

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