Jeitinho brasileiro: 5 vezes que escolhemos um carro pior

O consumidor brasileiro é complicado: exige carros de primeiro mundo, mas, na hora de comprar, acaba preferindo modelos mais simples

renault logan 2007 vinho frente parado
O consumidor não quis saber do sofisticado Clio, preferiu os rústicos Logan e Sandero (Foto: Renault | Divulgação)
Por Eduardo Rodrigues
19 de junho de 2022 09:30

Um comentário frequente entre os leitores, principalmente em lançamentos, é sobre o brasileiro sempre receber carros diferentes dos vendidos na Europa. Muitas vezes, os fabricantes tentaram comercializar carros iguais aos europeus por aqui, mas acabarem quebrando a cara e vendendo pouco.

O público brasileiro é diferente dos outros países e, por isso, os fabricantes precisam se adaptar a essas prioridades. Hoje, vamos listar alguns casos de carros que foram “bons demais” para o Brasil e modelos que só decolaram depois de serem simplificados.

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1. Renault Clio

A Renault iniciou sua produção no Brasil com a minivan Scenic preparando o terreno para uma estreia grande: o compacto Clio. O plano da marca francesa era de oferecer um carro popular seguro alinhado a Europa: todas as versões vinham de fábrica com airbag e o acabamento era de boa qualidade.

Na época do lançamento a Renault tinha a ambição de vender 80 mil unidades anualmente e conseguir uma fatia de 5% do mercado. O resultado não foi como o planejado, o Clio viveu como um coadjuvante no mercado de carros populares.

Com o tempo a Renault simplificou o modelo, chegando até a tirar os airbags de série. Em 2007 foram lançados o Logan e o Sandero, que traziam um projeto muito mais simples que o do Clio, porém com espaço interno de carro médio.

Essa fórmula fez a marca disparar em vendas, já que o consumidor preferiu carros maiores e mais simples a um compacto refinado. Já o Clio, acabou sendo simplificado e virou um carro de entrada. Seu sucessor foi um carro ainda mais simples e bem sucedido no mercado: o Kwid.

2. Mercedes-Benz Classe A

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O Classe A mostrou que o Brasileiro compra carro “no metro”, o compacto ultra moderno era preterido a favor de carros maiores (Foto: Mercedes-Benz | Divulgação)

Após anos presente no Brasil fabricando caminhões e ônibus, a Mercedes-Benz decidiu iniciar a produção nacional de carros em 1999. O modelo escolhido foi o seu primeiro carro de tração dianteira, o inovador Classe A. E para isso foi feita uma fábrica nova em Juiz de Fora (MG).

O Classe A era menor que um Volkswagen Gol, mas trazia o padrão de qualidade dos carros maiores da Mercedes e muita tecnologia. Sua construção inovadora permitia espaço interno de carro grande a esse hatch compacto, e o Classe A trazia freios ABS, airbag duplo e controle de estabilidade de série em todas as versões.

O porém ficava no preço: o Classe A era tão caro quanto um carro médio. E o brasileiro não viu sentido em pagar caro por um carro pequeno se pelo mesmo valor era possível levar um carro maior. Mesmo com o carro maior sendo menos equipado, menos seguro e mais beberrão.

O Classe A nacional saiu de linha em 2005. A segunda geração veio importada por um breve período de tempo, mas quem fez sucesso como importado foi o irmão maior Classe B. Hoje o Classe A virou um hatch médio de luxo mais tradicional, que compete com o BMW Série 1 e o Audi A3.

3. Chevrolet Vectra

O Chevrolet Monza foi referência de carro médio no Brasil. O sedã fez parte de um projeto de carro mundial da General Motors e veio igual o Opel Ascona Europeu. Suceder esse carro era uma tarefa importante para o fabricante, foi assim que o Vectra de segunda geração chegou aqui.

O Vectra foi um carro querido pelos brasileiro, mas era caro e não vendia em grandes volumes. Nos anos 2000 a dupla Honda Civic e Toyota Corolla dominou o mercado de carros médios e o Vectra mostrava sinais da idade.

No lugar de trazer a terceira geração do Opel Vectra, que era grande e complexo, a Chevrolet optou por uma solução mais simples: usar a plataforma do Astra de 1999 para fazer um novo Vectra nacional. O desenho foi inspirado pela terceira geração do Astra que havia sido lançada na Europa em 2004, mas a carroceria sedã foi criada no Brasil.

Por dentro o estilo também lembrava o Astra Europeu, mas usava alguns botões e saídas de ventilação da Meriva combinados com peças novas. Mecanicamente o Vectra brasileiro era mais simples que a geração anterior, perdia a suspensão traseira independente e o cabeçote de 16v só era usado no modelo topo de linha com motor 2.4.

Mas graças ao espaço interno, grande porta-malas e boa oferta de equipamentos, o Vectra se tornou um competidor forte para a dupla japonesa. As vendas desse “Vectrastra” foram maiores que as da geração anterior e o carro continua valorizado no mercado de usados.

4. Volkswagen Jetta

O primeiro Volkswagen Jetta a vir para o Brasil foi o de quinta geração. Apesar do porte médio, ele concorria com médios-grande como o Ford Fusion por vir mais bem equipado que os médios e também por contar com o motor 2.5 de cinco cilindros.

Na geração seguinte o Jetta foi simplificado, deixou de ser apenas um Golf com traseira maior e passou a ter identidade própria. E também foi simplificado, para equiparar com os médios. O motor 2.0 8 válvulas entrou como opção de entrada e a suspensão traseira independente foi trocada por eixo de torção.

Essa sexta geração do Jetta conseguiu o sucesso que a anterior não havia conseguido. Durante o ciclo de vida o sedã trocou o antigo 2.0 pelo 1.4 TSI e a suspensão independente passou a vir em todas as versões. Na sétima geração ele ficou ainda mais simples, perdendo equipamentos que o compacto Virtus oferecia. Mas aí foi demais para o público, hoje o Jetta vem para o Brasil apenas na versão esportiva GLI como carro de nicho.

5. Volkswagen Golf

Em 1999 a Volkswagen inaugurou uma nova fábrica no Brasil, para produzir a quarta geração do Golf e a primeira do Audi A3. Essa planta era a mais avançada do país e produziu dois modelos alinhados com a Europa. Quando a quinta geração do Golf foi lançada na Europa, a marca optou por não trazê-lo para o Brasil.

O novo modelo era mais complexo e caro de fazer, na época foi considerado complexo demais até para a Europa e precisou ser simplificado na geração seguinte. Em 2013 o Golf de quarta geração já estava muito velho e foi substituído pelo sétima geração importada da Alemanha.

O hatch mais tarde foi nacionalizado, perdendo alguns itens mas mantendo o bom padrão de um hatch médio alemão. Mas as vendas estavam longe de serem boas como eram as da quarta geração, o motivo era a nova paixão do brasileiro: os SUV.

A Volkswagen tirou o Golf de linha para produzir o SUV compacto T-Cross no seu lugar. O utilitário era derivado do Virtus e trazia acabamento mais simples e construção menos refinada que a do Golf. Mas o consumidor ficou apaixonado pelo estilo aventureiro.

Hoje o T-Cross é figurinha carimbada no top 10 dos carros mais vendidos do Brasil e reveza com o Gol no posto de carro mais vendido da marca. Algo que o Golf nunca conseguiu.

Bonus: Motores 16 válvulas

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Preconceito fez que os motores multiválvulas demorassem a pegar no Brasil (Foto: Volkswagen | Divulgação)

Com a redução de impostos nos carros 1.0 começou uma briga entre os fabricantes para ver quem teria o melhor 1.0. O consumidor que procura um carro popular 1.0 está atrás de economia mas precisa de desempenho para enfrentar o trânsito diariamente.

No final dos anos 90 a Volkswagen apresentou o Gol 1.0 16v para dar um fôlego extra ao popular. Ele rendia 70 cv e 9,4 kgfm, um ganho de 7,5 cv e 0,3 kgfm sobre o modelo 8 válvulas. Números expressivos para um 1.0. Mais tarde a Fiat, a Chevrolet e a Renault apresentaram seus 1.0 16v.

Essas opções duraram pouco tempo no mercado, o consumidor preferiu os 8 válvulas mesmo sendo mais fracos. Apenas a Renault insistiu nesse tipo de motor. O mesmo fenômeno aconteceu com motores maiores, como os 1.3, 1.4, 1.6, 1.8 e 2.0. Vários fabricantes ofereceram versões com 8 ou 16 válvulas, mas acabaram mantendo apenas as mais simples.

O motivo da falta de sucesso dos 16 válvulas nos anos 2000 foi uma mistura de preconceito com a forma que o brasileiro dirige: mecânicos mal informados condenavam os motores multiválvulas dizendo que eram mais caros de arruma caso quebrassem. Como se fosse algo corriqueiro estragar o cabeçote.

Além disso o brasileiro não gosta de esticar as marchas, prioriza o torque em baixa. Para quem tem medo de passar de 3 mil rpm o comportamento de um 8 válvulas agrada mais. As exceções foram os japoneses da Toyota e Honda, que sempre venderam motores de 16 válvulas mas nunca alardearam isso com emblemas.

Os sistemas de comando variável dessas marcas deixavam o motor mais elásticos e muitos donos desses carros nem sabiam que tinham um motor multiválvulas. Hoje esses motores são o padrão no Brasil, quase sempre acompanhados de comando variável. O motor Firefly da Fiat com duas válvulas por cilindro acabou virando a exceção.

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24 Comentários
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Fat Jack 25 de junho de 2022

Gostaria muito que o autor tivesse argumentado de em que mecanicamente falando os integrantes da família Sandero eram piores (palavras dele) que os da família Clio. Eram propostas diferentes, basta ver o espaço interno, de forma alguma o Clio era ruim ou pior, mas ser mais “sofisticado” não o torna automaticamente melhor. Basta ver hoje, tanto tempo depois quantos representantes da linha romena rodam e tem proprietários satisfeitos, foram estes por sinal que deram a marca francesa uma percepção de confiabilidade até então inexistente pois são extremamente duráveis e de baixíssimo custo de manutenção. Mais uma groselhada do Sr. Bóris.

AutoPapo
AutoPapo 25 de junho de 2022

Olá! Obrigado pelo comentário. O autor da matéria não é o Boris Feldman.
Abraço

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Fat Jack 25 de junho de 2022

De fato errei o autor, mas o erro do autor persiste o mesmo. Errou!

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Rodrigo Ramos 23 de junho de 2022

A venda da Opel pela GM americana criou aqui filhos bizarros… Não só o Vectra que era quase um Astra com plataforma da Zafira e motor do Monza (UAU!)… queria brigar com Corolla e Civic nos seus respectivos auges (Corolla versão Brad Pitt e o Civic painel de avião). Ridículo pra GMB. Mas tinha ainda os belos e confusos Agile, Cobalt e Spin (que aqui no interior de SP se chama Capivara). Brasileiro sem conhecimento, independente de renda, engole qualquer conversa de mecânico… quer muito por pouco, a eterna Lei de Gérson. Mas o tempo mostra que montadoras japonesas e alemãs sempre estão muito à frente dos demais. Não quer errar? Esse é o caminho. Os demais são opções de uso mais em conta, mesmo que por pouco tempo…

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Marcelo 23 de junho de 2022

Quem não gosta de painéis de plástico injetado, pode encomendar um Rolls-Royce Phantom personalizado. Não caíram na real que são brasileiros… não sabem nem escolher um mandatário e representantes dignos e exigem coisas de primeiro mundo em carros. E as montadoras aproveitam, obviamente É uma piada. Eu adoro o meu KA 1.0, poprque sei cuidar e fazer a manutenção correta. A fábrica gasta 30 mil para fabricar e vende por 50. Aí a propaganda empurra e faz o pateta gostar de um trambolho que gasta 50 para fabricar e empurra por 160, porque o vizinho tem e precisa ter também porque está na moda. Se tem família, mulher dois filhas, viaja com a sogra e o papagaio, até passa. Mas se está enquadrado no meu caso, apenas eu e a namorada, andando a 110, 120, qiue é a velocidade permitida, não vejo porque arcar com IPVA, manutenção seguro mais caros. A verdade neste post é que Renault… bom… se vc ver um carro em sentido contrário com um dos faróis queimado, pode apostar 90 por cento de possibilidade de ser um Renault.

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Gomtech 23 de junho de 2022

Vender carro para pobre é complicado.

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Carlos Francisco 23 de junho de 2022

Uma crítica construtiva. Arrumem urgente um bom revisor de textos. Muitos erros gramaticais, de gênero e número, conjugações verbais… Imperdoável.

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Jorge 21 de junho de 2022

Você nunca teve um Clio né? Ou se teve era um dono relapso.
O meu existe até hoje e só manutenções preventivas.
Aliás, adorei sua abordagem técnica sobre o pq o carro é ruim.

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Carlos Alberto leivas 21 de junho de 2022

Concordo exatamete e assino em baixo .estamos cada vez mais escravo do pimeiro mundo.

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Geraldo 21 de junho de 2022

É resultado de economia pobre e sociedade pobre. Quem tem grana compra o q for e pronto. Quem não tem compra o que cabe no bolso inclusive manutenção. Agora o clio, gol 16v que conheço é bomba pura. Comparar os motores honda e toyota com os outros é piada. Os japoneses estão anos luz na frente. Meu mecânico fala q se depender de consertar honda e toyota ele morre de fome. Agora tem um motor bom q vc não citou 1.6 16v e torq. Claro sem usar gnv, só gasosa com nosso contaminante de 27% de alcool, isto é outra coisa para mim carro é de 1 só combustível, se fizer motores só a álcool é muito melhor e torna-se mais econômico.

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rafa EU 20 de junho de 2022

O Vectra 1996 – 2005 foi um dos carros mais desejados do Brasil e chegou a ficar entre os 3 mais vendidos por um período. Um carrão. Dentre os carros dos anos 90, o Vectra tem grande potencial de se tornar um clássico e subir os preços.

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GT 23 de junho de 2022

Exatamente! ao contrario do que diz a materia o vectra B da segunda geração foi o que mais vendeu e nao a terceira.

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Wellington Cassiano 20 de junho de 2022

Sempre achei a coisa das quatro válvulas por cilindro nos carros não dar certo meio estranha, já que nas motos elas estavam por aqui desde meados dos anos 80, com motos da Honda e da Yamaha e ninguém reclamava (a XLX250R tinha um problema mas era com o carburador de estágio duplo. Meu tio, que é mecânico, dizia que em alguns modelos era absolutamente necessário que a troca de óleo fosse feita no prazo correto, sob risco de danos – acho que ele se referia ao Tempra.

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Felipe 20 de junho de 2022

Pura balela esse papo de brasileiro quer carro top mas acaba escolhendo o mais simples. O que ocorre é que os fabricantes inventam carros com sistemas que são complexos de serem mantidos, o que encarece a manutenção. Resultado: acabamos comprando carros mais simples para poder manter em dia. O mundo tem que parar de acreditar que o brasileiro foi criado para sustentar o restante do planeta. Parem de dolarizar ou eurozar as margens de lucro e comecem a cobrar en REAL, que é a moeda local. Ou então pressionem o governo para trocar a moeda corrente por dólar ou euro. Receber em real e pagar em dólar ou euro não dá. A conta nunca vai fechar

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Ivan 20 de junho de 2022

Entendo seu ponto de vista, mas continuo pensando igual, se aqui não tivesse esses problemas, fosse um país de primeiro do mundo do nível dos países nórdicos, se a Skoda tivesse aqui, o ônix ou algo parecido continuaria sendo líder, já ouvi tudo bem pelo ônix tirar 0 na LatinNcap. Nosso mercado é maior que o da Argentina e bem menos diversificado, cada vez mais as marcas que tem menor mercado diminui, a Lexus já tentou aumentar o portfólio com esportivos e super luxo, mas não vendeu, o status e modinha ainda manda

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Victor 19 de junho de 2022

Faltou na reportagem o maior exemplo: Deixamos de receber o Ford Taunus (moderno e um excelente competidor para o Opala) para receber o Maverick, que, apesar de bonito, era grande por fora, pequeno por dentro, beberrão e ultrapassado.

Deu no que deu.

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Eduardo Ruiz 19 de junho de 2022

Eu aluguei vários Clio Sedan é simplesmente o carro era show! Mesmo no 1.0 o carro andava bem, porta malas espaçoso e econômico.
Aí aluguei o Logan, zero e fui o primeiro a pagá-lo!!
Putz!
Que draga!
Pelado, mais plástico que a Cher, fraco é estranho!
Aqui em casa comparamos os preços dos “populares” zero km aos usados de mesma faixa de preço, e na moral, dá pra se levar espaçonaves a preços de 1.0 pelado e zero km!!

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Rubens Parnoff 19 de junho de 2022

Clio? Vcs estão de brincadeira! Um lixo ambulante. Um carro com tantos problemas que não há espaço aqui para lista-los.

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Cristiano 21 de junho de 2022

Gostei do profundo embasamento técnico do.seu comentário.

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Jorge 21 de junho de 2022

Você nunca teve um Clio né? Ou se teve era um dono relapso.
O meu existe até hoje e só manutenções preventivas.
Aliás, adorei sua abordagem técnica sobre o pq o carro é ruim.

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Paul Muadib 23 de junho de 2022

Tive um Clio Privilége 2005 e era excelente.

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Alexandre 19 de junho de 2022

Brasileiro tem gosto para carro sim. Mas com a sangria de impostos para comprar e manter, falta de segurança pública e preço alto de seguro, montadoras aplicando preços absurdos, corrupção desenfreada desviando verbas na contratação para construção de vias decentes mais a impunidade na adulteração de combustíveis, fica muito difícil ter algo que se gosta.

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Ivan 19 de junho de 2022

Não mesmo, brasileiro realmente não sabe comprar carro, e não é culpa de impostos, corrupção, estradas ruins, preços absurdos, etc. líder ônix está aí para provar, nota 0 em segurança, nota 0 na LatinNcap e foi o carro mais vendido por 5 anos, mesmo com concorrentes do mesmo nível ou um pouco melhor em alguns quesitos, mas com segurança. E brasileiro fez o que mesmo, fez o carro sem segurança nenhuma ser o mais vendido, isso é culpa de quem mesmo?

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Alexandre 20 de junho de 2022

Para analisar causas é preciso ser bem racional. Efeitos já se mostram por si. Se na sua opinião estes pontos não afetam a escolha. Ok.

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