BYD Han: sedan elétrico chinês é luxuoso, mas custa mais de meio milhão

Com 494 cv de potência e muitos equipamentos eletrônicos a bordo, modelo quer servir de vitrine para a marca asiática

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Modelo tem dimensões generosas (Fotos: BYD | Divulgação)
Por Alexandre Carneiro
21 de abril de 2022 14:17

Um sedan totalmente elétrico e bastante rápido: os dois motores elétricos desenvolvem 494 cv de potência e 69 kgfm de torque permitem acelerar de zero a 100 km/h em apenas 3,9 segundos. Mas o veículo também é grande e luxuoso, com mais de 2 toneladas de peso, 5 metros de comprimento, 3 m de distância entre-eixos e interior sofisticado. Esse é o Han, que chega ao Brasil para servir de vitrine para a marca chinesa BYD (sigla de Build Your Dreams).

O fabricante deixa claro que o objetivo do sedan não é alcançar grandes volumes de vendas – essa missão é do SUV Tan, já vendido no país -, e sim causar impacto no mercado e ajudar a construir uma imagem de tecnologia. O preço, inclusive, já revela que será difícil ver um BYD Han nas ruas: cada uma das 50 unidades do primeiro lote importado ao Brasil custa R$ 539.990.

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Os pacotes de equipamentos e motorização são fechados, e o comprador escolhe apenas as cores do interior e da carroceria. Existem cinco opções: vermelho, branco, azul, preto e cinza.

BYD Han encara Porsche, BMW, Mercedes e Audi

Ousada, a marca chinesa aponta como concorrentes sedans de alto luxo de marcas tradicionais, como Porsche Taycan, BMW Série 7 e Mercedes Classe S, entre outros medalhões. De acordo com a BYD, o Han compete não apenas modelos elétricos, mas também híbridos, mas também com híbridos e até com veículos com motorização tradicional, a combustão.

Para isso, aposta em uma autonomia de até 500 km no ciclo NEDC, proporcionada por baterias em fosfato de ferro e lítio de 76,9 kWh. O tempo máximo de recarga em um terminal AC (que já vem com o veículo) é de 12 horas. Em uma estação rápida, porém, bastam 25 minutos para uma recarga de 30% a 80%.

A BYD oferece uma garantia de 8 anos sem limite de quilometragem para as baterias. Para o veículo como um todo, esse prazo é de 5 anos ou 500 mil quilômetros. Por enquanto, há só uma concessionária BYD no país, localizada em São Paulo (SP). Entretanto, ainda neste ano, a empresa promete ter uma rede de 15 autorizadas espalhadas por todas as regiões. Em 2023, a marca pretende chegar a 45 pontos de assistência.

Segurança e conectividade: tem até karaokê

Outra vantagem dessa solução, segundo o fabricante, é o baixo risco de incêndio em acidentes. No mais, no quesito segurança, o modelo conta com toda a sorte de auxílios de direção semiautônoma, além de nove airbags.

Porém, o maior destaque do BYD Han é o interior. Espaçoso e sofisticado, traz uma série de telas multifuncionais, inclusive para os ocupantes do banco traseiro. A principal delas, localizada no centro do painel, tem 15,6 polegadas e função giratória: ao toque de um botão (no volante ou no próprio equipamento), é possível deixá-la em posição horizontal, como uma televisão, ou vertical, como um tablet.

Além das funções de conectividade tradicionais, a central multimídia inclui uma câmera voltada para os ocupantes: o objetivo é permitir a realização de uma videoconferência a bordo. Contudo, o recurso mais inusitado é uma ferramenta de karaokê! Nos veículos mostrados à imprensa, essa função ainda estava em mandarim, mas a BYD afirma que isso não ocorrerá nos exemplares colocados à venda.

BYD Han tem interior sofisticado

Outro destaque a bordo é o acabamento, que realmente parece estar à altura dos ditos concorrentes: luxuoso, emprega couro legítimo, madeira de lei (não é apenas imitação feita em plástico) e alumínio. Claro, há teto solar panorâmico e ajustes elétricos de tudo, até da coluna de direção e dos bancos traseiros. Em relação ao segmento, porém, há uma falta: função de massagem nas poltronas, que trazem “apenas” aquecimento e ventilação.

Entretanto, do lado de fora, o BYD Han impressiona menos que do lado de dentro. Não que ele não seja bonito, pelo contrário: o design é arrojado e aerodinâmico, o que encontra comprovação no cx de apenas 0,23. As rodas de 19 polegadas, além de belas, exibem discos de freio Brembo perfurados À noite, a iluminação totalmente em LED, tanto nos faróis quanto nas lanternas, ajuda a destacar o sedan elétrico.

Porém, o caso é que, apesar de imponente, parece faltar personalidade ao sedan. Por mais que o design seja obra de Wolfgang Egger, que já trabalhou na Audi, as linhas da carroceria são um tanto genéricas: lembram os veículos da Tesla e também os da própria marca alemã. Já a traseira parece ter traços dos modelos da Porsche.

Dirigibilidade

O test drive organizado pela BYD à imprensa incluiu apenas um trajeto de aproximadamente 8 km pela orla do Rio de Janeiro (RJ). Todavia, apesar de contato ter sido bastante superficial, foi possível perceber algumas das características do sedan. Uma delas é o silêncio a bordo, como acontece em qualquer carro elétrico: sem o som do motor a combustão, ruídos aerodinâmicos de de rodagem costumam ser mais notados. Porém, esse não é o caso do Han, que demonstrou ótimo isolamento acústico.

Outra característica dos carros elétricos é a agilidade, devido à entrega imediata de torque. No BYD Han, essa sensação é amplificada ao extremo, afinal, ele entrega 69 kgfm: o resultado são acelerações e retomadas impressionantes. Os freios, com discos perfurados da marca Brembo, também causaram ótima impressão. E, apesar do desempenho, o modelo revelou um rodar confortável, absorvendo bem as imperfeições da pavimentação.

No mais, foi possível alternar brevemente entre os dois modos de direção: Eco, que economiza energia, e Sport, que entrega máximo desempenho. Mesmo no primeiro, o sedan sobra para as vias públicas. E também há dois modos de atuação da frenagem regenerativa, que recarrega as baterias automaticamente sempre que o motorista tira o pé do acelerador: o primeiro é quase imperceptível, enquanto o segundo gera um efeito acentuado de freio-motor.

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1 Comentário
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Alexandre 21 de abril de 2022

Elétricos não serão algo que se popularizarão tão cedo aqui pela atual realidade brasileira.
Só pelo IPVA ainda valeria manter um Azera 2010 V6 fazendo entre 3 a 5km/l com gasolina a 10,00/ litro.
Brincadeira a parte eu pelo menos mandaria tirar o texto da tampa traseira antes de sair da concessionária.

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