[Vídeo] Como andam os elétricos da Volkswagen? Dirigimos o ID.3 e o ID.4

Hatch e SUV já vendidos na Europa são fortes candidatos para introduzir a marca alemã no segmento de elétricos aqui no Brasil

carros eletricos volkswagen id3 e id4 de frente
Candidatos a importação ao Brasil, ambos os modelos compartilham plataforma e mecânica (Foto: Volkswagen | Divulgação)
Por Alexandre Carneiro
10 de dezembro de 2021 09:02

A corrida dos carros elétricos já começou no mercado brasileiro. Embora esse segmento ainda disponha de poucas opções, quase todas para consumidores mais abonados, muitos fabricantes já marcam presença com pelo menos um modelo. Uma das poucas que ainda não oferecem produtos do gênero é a Volkswagen: a marca alemã já dispõe do ID.3 e do ID.4 na Europa, mas diz que ainda estuda trazê-los ao país.

O AutoPapo já havia conferido pessoalmente os dois modelos e, agora, experimentou ambos, ainda que de modo breve, em um percurso de aproximadamente 5 km na Zona Sul de São Paulo. Foi possível dar apenas duas voltas em cada um deles. A Volkswagen, por enquanto, diz que está apenas fazendo estudos de mercado. Em tese, ID.3 e ID.4 são candidatos à importação: o fabricante pode, inclusive, trazer só um deles (ou até mesmo nenhum).

Assista ao vídeo!

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ID.3

O ID.3 é um hatch médio, uma espécie de reencarnação do Volkswagen Golf. Eles são equivalentes em comprimento: o caso é que, apesar de curto (4,26 m), o modelo elétrico é largo (1,81) e, principalmente, tem entre-eixos bem maior (2,77 m). Isso ocorre devido à plataforma MEB, exclusiva para veículos de propulsão verde, com tração traseira, que abre espaço para o habitáculo.

Na prática, essa arquitetura realmente permite um espaço espaço interno bastante amplo. O design minimalista do painel e das forrações das portas, associada às cores claras dos revestimentos, fazem parecer que a cabine é ainda maior. O acabamento é correto, mas sem luxos, com muito plástico, ao passo que os bancos são forrados com materiais veganos. A posição de dirigir é boa, com grande visibilidade.

Não é preciso dar a partida: basta pisar no freio para que o carro “entenda” que o motorista quer sair. Logo na saída do test drive, já foi possível perceber que o ID.3 tem fôlego de sobra: ele arranca e retoma velocidade com muita rapidez. Natural, pois são 204 cv de potência e, principalmente, 31,6 kgfm de torque, entregues de maneira imediata, como é comum em elétricos, assim como o silêncio a bordo.

Segundo a Volkswagen, o modelo acelera de zero a 100 km/h em apenas 7,6 segundos, mas a velocidade máxima é limitada a 160 km/h. Embora, segundo o fabricante, os veículos não tenham passado por processos de adequação às condições de rodagem brasileiras, o conjunto de suspensões agradou. O sistema é firme, mas permitiu que o veículo passasse por lombadas e irregularidades sem desconfortos.

ID.4

No Volkswagen ID.4, a maior diferença é a posição de dirigir mais alta, típica de utilitário. O teto elevado permite maior espaço para as cabeças dos ocupantes, e o porta-malas também é maior, com até 543 litros, ante 385 litros no ID.3. Isso se deve, grosso modo, ao aumento do balanço traseiro, já que os dois modelos têm a mesma distância entre eixos; o SUV, porém, atinge o comprimento de 4,58 m.

No mais, as sensações de dirigir o ID.4 são bem semelhantes em relação ao ID.3. O SUV elétrico também é muito ágil no trânsito urbano e tem rodar firme, mas não desconfortável. A aceleração de zero a 100 km/h é ligeiramente mais lenta: leva 8,5 segundos. Porém, a velocidade máxima também é de 160 km/h. Já o acabamento segue o mesmo padrão, mas os painéis de portas são um pouco mais elaborados.

Tanto o ID.3 quanto o ID.4 trazem uma seleção entre quatro modos de condução: Comfort, Sport, Eco e Individual. No curto e engarrafado trajeto do test drive, não foi possível tirar total proveito de todos eles, mas deu para notar que o terceiro otimiza o sistema de regeneração de carga da bateria, fazendo o carro perder velocidade rapidamente ao se tirar o pé do acelerador.

Elétricos Volkswagen

Na Europa, a Volkswagen oferece diferentes opções de baterias para a gama de elétricos. As unidades do ID.4 trazidas experimentalmente para o Brasil têm autonomia de 522 km no ciclo WLTP. Uma recarga completa em tomada de 220V leva 8h15, mas é possível chegar a 80% da carga máxima em apenas 40 minutos, em um procedimento rápido.

Já o ID.3 tem um pacote de baterias com autonomia de até 426 km no ciclo WLTP. Nele, o carregamento total é feito em 6 horas e 15 minutos. Porém, vale lembrar, essas não são as únicas opções da Volkswagen, que pode trazer qualquer um dos conjuntos de carga existentes no mercado europeu.

Se for para fazer uma aposta, nosso palpite é que, entre os elétricos da Volkswagen, o ID.4 é o que tem mais chances de chegar ao país. Afinal, os SUVs são os atuais queridinhos dos consumidores e, ademais, há pouquíssimas opções com esse tipo de carroceria e propulsão verde. Mas não espere por preços acessíveis: no câmbio atual, o modelo não chegaria por menos de R$ 400 mil. Se o ID.3 vier, deverá ter valores um pouco mais baixos: melhor ainda! 

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