Correia dentada banhada a óleo é problema só para quem não cuida

Recurso usado nos motores de 3 cilindros da Ford e da Chevrolet é alvo de desconfiança, mas com cuidados básicos dura mais de 200 mil km

correia dentada banhada a oleo em funcionamento continental
A solução traz 30% menos perdas por fricção quando comparada com a corrente metálica (Foto: Continental | Divulgação)
Por Eduardo Rodrigues
Publicado em 09/02/2024 às 10h02

A correia dentada, usada na sincronização do comando de válvulas com o motor, tem a vantagem de ser mais silenciosa que a corrente, mas a durabilidade é menor. Nos últimos anos apareceram os carros com a correia banhada a óleo, que vêm com a promessa de durar mais de 200 mil km.

Como toda nova tecnologia, as correias dentadas banhadas a óleo foram recebidas com desconfiança, já que exigem cuidados específicos para manter a durabilidade. O principal é o óleo lubrificante: é preciso usar o fluido recomendado pelo fabricante por ter a aditivação específica para preservar a correia.

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Correia banhada a óleo é mito ou mico?

Segundo a General Motors, a correia banhada a óleo passou a ser adotada com o lançamento do Onix e Onix Plus, em 2019. A fabricante afirma ter adotado a nova correia por ter maior durabilidade, que foi atestada em testes de desenvolvimento. E ela ainda orienta:

o consumidor deve seguir o que determina o manual do proprietário, já que o uso de lubrificantes fora da especificação do manual podem comprometer sua vida útil”

Conversamos um funcionário de uma autorizada, que aponta que há uma questão de comportamento por parte do consumidor. “O consumidor compra o carro, faz apenas as primeiras revisões na concessionária, mas depois deixa de lado pois acredita que consegue economizar e para de seguir o cronograma de manutenção e a especificação do lubrificante. É a receita para ter dor de cabeça”, comenta.

Quais carros usam a correia dentada banhada a óleo?

motor ford ecoboost visao de corte mostrando correia dentada banhada a oleo
Essa foto mostra em visão de corte como a correia fica encapsulada no motor (Foto: Ford | Divulgação)

O primeiro carro de volume no Brasil a usar a correia dentada banhada a óleo foi o Ford Ka 1.0 de três cilindros, apresentado em 2014. Na época, a Ford divulgava que o componente tem durabilidade de 10 anos ou 240 mil km, o que ocorrer primeiro.

Os novos motores 2.0 turbodiesel da Ford também utilizam a correia dentada banhada a óleo. Esse propulsor é adotado no furgão Transit e nas versões XL e XLS da Ranger. Na marca do oval azul também existe o 1.5 de três cilindros adotado pelo Ka e EcoSport nos últimos anos de produção.

Outro motor que adota essa solução é o 1.2 Puretech de 3 cilindros usado no Peugeot 208 e no Citroën C3. Porém o mais famoso com esse tipo de correia é o motor de três cilindros da Chevrolet, em versões 1.0 aspirado, 1.0 turbo e 1.2 turbo.

O motor da GM é o que recebe maior quantidade de reclamações por causa da correia banhada a óleo por ser também o mais popular do Brasil. A família Onix, o SUV Tracker e a nova Montana possuem boas vendas.

Lista de carros com correia banhada a óleo:

  • Chevrolet Onix a partir de 2020.
  • Chevrolet Montana a partir de 2023
  • Chevrolet Tracker a partir de 2020
  • Citroen C3 1.2
  • Ford EcoSport 1.5
  • Ford Fiesta EcoBoost
  • Ford Ka 1.0 a partir de 2015
  • Ford Ka 1.5 a partir de 2019
  • Ford Ranger 2.0 turbodiesel
  • Ford Transit 2.0 turbodiesel
  • Peugeot 208 1.2

Quanto tempo dura correia dentada banhada a óleo?

peugeot 208 cofre do motor 1 2 puretech
O primeiro motor a usar esse tipo de correia foi o 1.2 Puretech do Peugeot 208 e Citroën C3 (Foto: Peugeot | Divulgação)

A grande vantagem da correia dentada banhada a óleo é ter durabilidade mais alta que a comum. Sua durabilidade pode varia entre 160 mil km e 240 mil km, dependendo do motor.

No motor de três cilindros dos Chevrolet Onix, Onix Plus, Tracker e Montana, tanto o turbo quanto o aspirado, a durabilidade é de 240 mil km ou 15 anos, o que ocorrer priemiro.

Nos três cilindros da Ford, adotados pelo Ka, EcoSport e Fiesta EcoBoost, a durabilidade é de 160 mil km.

A Peugeot e Citroën foram conservadoras com o seu 1.2 de três cilindros, usado pelo 208 e C3. O período de troca para a correia é listado no manual em 80 mil km, a mesma recomendação para o 1.6 16v antigo que usa correia comum.

Para obter essa durabilidade é importante seguir as recomendações do fabricante na hora da manutenção. O principal é usar o óleo de motor adequado e que possua a aditivação necessária para proteger a correia, como veremos a seguir.

Óleo lubrificante correto evita problemas na correia banhada

chevrolet onix premier motor 1 0 turbo de 3 cilindros
O óleo exigido no três cilindros da Chevrolet precisa ter a certificação Dexos 1, que está até na tampa do cárter (Foto: Chevrolet | Divulgação)

Carros modernos, com motores mais complexos, exigem que o proprietário siga o plano de manutenção corretamente. Em caso de descuidos, os prejuízos podem ser caros.

Nos motores que usam correia dentada banhada a óleo, o lubrificante recomendado no manual traz aditivação que protege essa correia e garante a alta durabilidade. O uso de um produto sem essas propriedades pode fazer que ela inche ou desfie dentro do motor.

Consultamos Arley Barbosa, coordenador da Comissão Técnica de Lubrificantes da AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, para elucidar sobre a composição desses lubrificantes.

Segundo o especialista, a composição dos aditivos é um segredo industrial, já que há uma mistura de elementos dentro do lubrificante. O óleo ter ter a base sintética de Éster pode ser um indicativo de que seja adequado para as correias, porém a certeza só vem com a presença da homologação pela montadora.

As montadoras possuem certificações para os óleos que são recomendados para seus motores, existindo opções fora do que é vendido apenas na concessionária. As principais marcas do mercado possuem modelos de lubrificantes que atendes a essas normas.

No caso do motor de três cilindros da Chevrolet, é preciso usar um óleo com a certificação Dexos 1. Nos motores da Ford com correia banhada a óleo o lubrificante precisa atender à norma WSS-M2C948-B.

Nos Citroën e Peugeot com motor 1.2 Puretech é exigido o lubrificante que tenha a certificação PSA B71 2302. Na embalagem costuma vir escrito que o lubrificante é homologado pela montadora.

As vantagens desse tipo de correia

Muitos questionam o motivo desses motores não adotarem a simples corrente metálica, que possui longa duração e não exigem cuidados especiais. Apesar dessas vantagens a longo prazo, as correntes produzem mais ruídos e são mais pesadas.

As correias dentadas são silenciosas e trazem menos perdas mecânicas, trazendo a desvantagem de durarem menos. Nas que são banhadas a óleo, a durabilidade é resolvida — contanto que sejam tomados os cuidados necessários com o lubrificante.

Ou seja, a correia banhada a óleo ajuda a reduzir o consumo e as emissões por “roubar” menos potência do motor. Assim como a direção com assistência elétrica, por exemplo.

Segundo a Continental, que produz correias, essa solução gera 30% menos perdas por fricção quando comparadas com as correntes metálicas. Em uma época onde as montadoras buscam maior eficiência, é de se esperar a popularização desse sistema.

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29 Comentários
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Paulo Colome 16 de fevereiro de 2024

Tenho um Ford ka 1.5 Sedan 2019, infelizmente arrebentou a correia com 80.000 km, troco óleo e filtro religiosamente na km certa. Discordo com a km que o manual indica para a troca da correia.

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Polvo 14 de fevereiro de 2024

É difícil acreditar que esse tipo de correia é tão durável assim. Porque não usaram corrente nesses projetos da Ford, GM e Peugeot? Aposto que no mercado americano a Ford e GM não usam esse tipo de solução em modelo fabricados e vendidos por lá. Outra coisa, se essa solução da correia banhada a óleo fosse tão boa viríamos Mercedes, Audis e BMWs utilizando esse tipo de correia.

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Evandro 14 de fevereiro de 2024

Com todo respeito ao Boris, canal que aprendo e confirmo o que já sabia, mas essa parte da defesa que ele faz destes motores 3 cilindros ainda não consegui assimilar, não sou comentarista de gabinete, rodo no asfalto, no barro e na areia, em alguns lugares em grande quantidade, e jogo meu nome no lixo mas afirmo com toda certeza que são carros exclusivamente urbanos, porque se arrochar eles abrem o bico, sou do Centro Oeste e aqui esses pangarés de 3 cilindros só servem pra ocupar os pátios das oficinas..

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Marcelo 13 de fevereiro de 2024

Propaganda enganosa nunca vi borracha em olé durar . coloque olé em baixo de um pneu e deixa um tempo parado ele derrete quanto mais uma correia fica dica

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Francisco javarini 13 de fevereiro de 2024

Essa tecnologia já foi retirada dos outros países correia banhada a oleo, no meu caso Ford Ka, não quero nunca mais tive prejuízo enorme em 3 ford ka, tenho carros de aluguel, toda revisão óleo original ford os três deu problemas no motor, um com km 86 mil outro 118 mil outro 129 mil km,.não aguentou nem a troca delas que o fabricante indica todas soltou pedaços que causou entupimentos que levaram a desgaste prematuro dos casquinhos da biela.

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Tobias 11 de fevereiro de 2024

Melhor corrente ou correia seca. Eu não compro carro essa tecnologia que não serve para Brasil.

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Waslon 11 de fevereiro de 2024

Somos dois! Conseguiram complicar uma simples troca de correia dentada.

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Thales 13 de fevereiro de 2024

Perdi um motor do Ford Ka com 80 .000 KM.
Já tive problema com +- 60.000 KM. Tive que retificar o cabeçote pois a correia soltou pequenos pedaços e danificou o cabeçote. Tudo balela,sempre troquei o óleo recomendo e antes do prazo já por essa desconfiança…vendi meu Ka 2017 por 23.000 reais para não ter mais prejuízo.

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Santiago 10 de fevereiro de 2024

Eu fico com as “barulhentas e mais pesadas” correntes metálicas.

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Gustavo 10 de fevereiro de 2024

A corrente de comando ainda é a melhor, a banhada a oleo fica dependendo de vários fatores a cuidar que a maioria dos brasileiros não faz, estragos serão maiores e gastos também. Até a correia dentada a seco é melhor no sentido dos cuidados pois se consegue visualizar o estado da mesma mais facilmente e com isto os riscos e gastos serão menores mesmo tendo que trocar mais seguido.

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Denze 11 de fevereiro de 2024

Tive um ka+19/20 e não sabia dessa correia banhada a óleo como faço app esse motor dragon da Ford foi sempre uma polêmica conseguir peças , mangueiras tudo que envolve esse motor e caro,troquei as correias com 135000 km e gastei 4300,00 para essa troca com fluidos e mão de obra,mesmo assim fora da realidade ,e ainda parcelei em 10x que acabou saindo mais caro ainda e o mecânico alegou que seria aberto o motor e seria limpo até o pescador e carte,enfim com 190.000 km me livrei do carro assumi uma conta de parcelas do novo mas estou mais tranquilo , porque ele tem corrente de comando.

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FABIO 10 de fevereiro de 2024

Se tem que cuidar então é problema.

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Renato 10 de fevereiro de 2024

Eu prefiro os carros que tem corrente na sincronização, temos um Corolla 2003 com quase 300.000km e funciona perfeitamente, a corrente quanto fica gasta fica fazendo barulho, a correia de borracha não dá sinal, quebra e faz estrago. Pela explicação, essas correias banhada a óleo tem uma longa vida, como diz na reportagem a montadora Chevrolet dura até 240.000. Mas como o brasileiro costuma achar que sabe mais que os engenheiros começa a mudar de óleo lubrificante, com isso a correia quebra com pouca kilometragem e o estrago é grande.

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Luiz Lima 10 de fevereiro de 2024

A maioria dos sistemas hidráulicos industriais deixaram de usar o óleo ester-fosfato devido a provável ligação dele com danos a saúde dos funcionários. Já ouvi relatos de casos fatais. E o risco do uso em correia de veículos?

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Osmar 10 de fevereiro de 2024

Infelizmente acreditam que o defeito está no consumidor, é assim sempre, e o trouxa acredita.
Muitos carros com revisões nas agências dando esses defeitos, com baixa kilometragem.
Falta ministério público trabalhar um pouco.

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Valmir 10 de fevereiro de 2024

Na minha garagem não entra carros com esses motores, conheço gente que fazia a manutenção e troca de óleo corretamente e estourou a correia com 50 mil km…só trouxa compra isso

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Willian 10 de fevereiro de 2024

Tenho um Ford Ka 1.0 2019,o manual diz que a troca pode ser feita com 250.000 km,uso sempre o óleo específicado,nunca passei do prazo em kms,porém,com 130.000 km,um pouco mais da metade recomendada para a troca,fiz a substituição da correia pq a mesma apresentou desgaste pré-maturo,essa inovação é passada como a solução dos nossos problemas,mas além de serem”picaretagem”como diz o saudoso Bóris,ainda os custos para a troca são elevados demais.

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HAF 10 de fevereiro de 2024

Se correira de borracha ou correira borracha banhada a óleo fosse solução… a Renault não teria voltado a implementar a corrente de comando novamente em seus modelos, inclusive nas novas Dusters 1.6/16v a partir de 2021 que são super econômicas e eficientes. Na minha garagem não entra mais carro que tenha essa correira no controle do comando de válvulas… nem a seco nem banhada a óleo, só Corrente! O Óleo se degrada de um jeito ou de outro independente do local das revisões por que nenhum de motor se mantem puro se você viaja muito abastece combustível adulterado que tem de monte por aí… não tem jeito, contamina o óleo e tchau correira! Abraço a todos.

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Luis Claudio Ribeiro Pereira 9 de fevereiro de 2024

Dizem que o combustível de má qualidade contamina o óleo, e aí defensores, quando estiverem viajando e bem longe do seu posto de confiança?

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Ricvestre 9 de fevereiro de 2024

Só ha um detalhe que praticamente ninguém comenta… A contaminação e a degradação do óleo lubrificante por conta de combustíveis adulterados. Como atingir uma durabilidade tão alta das correias dentadas banhadas a óleo se não há segurança fidedigna de abastecimento com um combustível de qualidade?

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Marcus Cavalcante 10 de fevereiro de 2024

Infelizmente a kilometragem informada pelo artigo está equivocada em relação ao Ford Ka 1.0.. Manual informa 260.000km.

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Dionisio 9 de fevereiro de 2024

A correia de comando só trás vantagem para concessionária, óleo mais caro,filtro mais caro,enfim toda manutenção e mais cara.
Todos ganham , concessionária e fábrica de peças ,menos o cliente.
Já ouvi depoimento de proprietário de carro que sempre fez a revisão na agência ainda assim o motor travou , teve de trocar o motor .A correia arrebentou e entupiu todas as canaletas do motor deixando o mesmo sem opção pra conserto.
O bom mesmo é corrente de comando.

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Oliveira 10 de fevereiro de 2024

DIONÍSIO,Concordo com vc,só que não sabemos o que está acontecendo por que tem gente que tem esses carros e diz que o carro já tem mais de 200.000km sem problemas,outros dizem que tem 300mil km e tá ótimo,outros falam que a correia estorou com 40,70 mil km,enfim,vc está certo no que disse,mas existem esses relatos de quem faz revisão em autorizada e mesmo assim estorou a correia e não sabemos o que está acontecendo,mas a corrente é muito melhor,eles não colocam por corte de custo.

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Santiago 10 de fevereiro de 2024

Se passarmos lá no boteco, encontraremos quem jure estar com a mesma correia há 500.000 kms e o motor “igual ao de um Zero Km”.

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Waslon 11 de fevereiro de 2024

O amigo do primo do cunhado do filho da vizinha que estudou a quinta série com o meu avô, disse que o carro dele rodou 2 milhões de km sem trocar a correia, pois a mesma era imersa em óleo.

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Sandro 14 de fevereiro de 2024

O problema e que os carros que rodam em rodovias fazendo viagens longos tipo de 500 km a 800 km por dia a correia banhada a óleo pode durar até mais de 240.000 km agora os carro que rodan na cidade o nunca vai atingir esse km vai estourar a correia pq o carro não atinge o km que as montadoras recomenda pois o motor não para de girar e sempre vai andar de primeira ou segunda marcha isso trás um desgaste maior para o motor …muitos carro estoura a correia antes do tempo mesmo as correias convencional

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Diego 9 de fevereiro de 2024

O problema é que brasileiro quer comprar carro e só andar. Você vê isso quando compra um semi-novo ou um usado, é só decepção. O cara paga 100 mil em um carro e vem 5 mil de seguro e 4 mil de IPVA,bentão a manutenção é negligênciada.

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Zilton Silva Ribeiro 9 de fevereiro de 2024

Igual ao motor com corrente de comando não tem igual é, o melhor sistema pra qualquer motor, tem vida longa!

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Oliveira 10 de fevereiro de 2024

Exatamente ZILTON SILVA RIBEIRO,se o motor com corrente fosse ruim os carros de luxo não vinham com eles,a corrente de comando é o melhor sistema,mas pra durar muito tempo tem de fazer as trocas de óleo de acordo com o manual do veículo.

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