Gasolina sintética está sendo desenvolvida pela Porsche

Projeto, que conta com parceria da Siemens, inclui a construção de uma fábrica no chile, destinada à produção desse combustível

bocal de bomba de combustível soltando gasolina em tanque
Previsão é de colocar a gasolina sintética no mercado em 2026 (Shutterstock)
Por AutoPapo
03 de dezembro de 2020 20:30

Porsche e Siemens uniram forças em um projeto “Haru Oni”. O objetivo é desenvolver uma gasolina sintética, livre de emissões de poluentes. Os planos das duas empresas incluem a produção de 550 milhões de litros desse combustível já em em 2026. Antes de chegar ao mercado, porém, ela deverá abastecer, em caráter experimental, veículos de competição.

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O projeto de desenvolvimento da gasolina sintética inclui, além das alemãs Porsche e Siemens Energy, também a italiana Enel e as chilenas AME e ENAP. A construção de uma fábrica para produzir o combustível, inclusive, já foi anunciada no Chile. A expectativa é que a planta sul-americana produza os primeiros 130 mil litros em 2022.

Como vantagens, as empresas parceiras afirmam que a gasolina sintética não requererá mudanças nos sistemas mecânicos atuais. Desse modo, poderá ser utilizada tranquilamente por veículos a combustão e também por híbridos. A Porsche, em especial, destaca que isso permitirá manter os custos de produção de automóveis nos patamares atuais.

Outro ponto positivo é que não há qualquer peso extra, como o decorrente das baterias nos carros elétricos. Por fim, segundo as empresas desenvolvedoras, a distribuição da gasolina sintética seguirá esquema semelhante ao dos combustíveis atuais, o que também implicará em custos menores.

Desenvolvimento da gasolina sintética exige enormes investimentos

O que poderá atrapalhar o desenvolvimento são os custos do projeto e da própria gasolina sintética. Recentemente, Bentley e McLaren também anunciaram o desenvolvimento desse tipo de combustível, mas desistiram devido aos gastos elevados. Já a Audi chegou a criar tal produto, mas não levou o projeto adiante por causa dos altíssimos investimentos necessários. Será que agora vai?

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1 Comentário
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Eduardo Toda 3 de dezembro de 2020

Ué oa alemães já não o tinham feito na segunda grande guerra, para mover a sua máquina de guerra. Com a perda de terrenos (poços de petroleo) e os suprimentos escassos, eles desenvolveram a gasolina sintética, pois não há campos de petróleo dentro da Alemanha, o norte da Aáfrica e os campos de Baku e todos os demais campos foram perdidos…

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