‘Nova gasolina’ ou etanol? Continua a regra dos 70%?

Regra que determinas novo padrão para o combustível começa a valer nesta segunda-feira (3) e promete melhorar consumo em até 6%

Por Boris Feldman 03/08/20 às 11h44

Entrou em vigor nesta segunda-feira (3/8) a resolução da ANP que estabelece padrões mínimos para a chamada nova gasolina brasileira em três aspectos do combustível:  evaporação, octanagem e densidade.

Já falamos aqui no AutoPapo dos ganhos que a nova gasolina poderá trazer para o consumidor entres os quais a possibilidade de uma melhora no desempenho e redução de consumo de até 6%. Dessa forma, continua valendo a tradicional regra dos 70% para avaliar se vale a pena ou não abastecer com etanol?

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1. Faça as contas

Em primeiro lugar, importante ressaltar que o percentual de 70% foi estabelecido em 2003, quando foi lançado o carro flex. Era um valor aproximado só para orientação do motorista.

Até porque cada carro tem seu próprio percentual de diferença de consumo, que varia de um motor para outro, de acordo com suas características. A sugestão é que o motorista verifique esta variação em seu automóvel para determinar o percentual a ser utilizado ao abastecer.

2. Regra dos 70%? Caiu!

Desde 2003 houve uma série de avanços tecnológicos nos motores, no etanol e na gasolina, de modo que a diferença de consumo entre os dois combustíveis também variou e pode ter chegado a 75%.

3. Nova gasolina já estava à venda

De acordo com a própria Petrobras, ela já tinha ajustado o padrão de sua gasolina para os novos valores estabelecidos pela ANP há alguns meses. Isso significa que os valores de consumo aferidos recentemente podem não sofrer mais nenhuma variação, pois a gasolina continua a mesma nos postos abastecidos pela Petrobras.

4. Espere mais um pouco

Outra recomendação é aguardar até novembro para avaliar possíveis alterações de desempenho e consumo do carro, pois, sem dúvida, a resolução da ANP entrou em vigor nesta segunda-feira (3).

Entretanto, como ela deu prazo de 60 dias para as distribuidoras e 90 dias para os postos esgotarem os estoques de sua “velha” gasolina, a certeza de se estar abastecendo com a “nova” só será definitivo a partir de 1º de novembro.

posto de combustível
Motorista vai ter que fazer conta para saber qual combustível é mais vantajoso (Foto: Shutterstock)
5 Comentários
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    Nenê Santana 6 de agosto de 2020

    A Petrobrás engana o governo, o governo engana os postos e os postos enganam os consumidores.
    Ao invés do governo obrigar a Petrobrás em melhorar os combustíveis e repassar por um preço menor e mais justo, eles inventam outro combustível e ainda vendem mais caro.
    Tenho dó de nós, reles mortais.

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    Gerson 4 de agosto de 2020

    Estamos indo no sentido contrário do mundo, enquanto a Europa está se desfazendo de suas plantas de carros a combustão, o Brasil acha que está fazendo um grande negócio incrementar mais octanagem nós combustíveis. A indústria do petróleo manipulando os países em ascenção.
    Se não tivermos um regulamento a respeito dos futuros carros com energia sustentável, daqui a 30 anos ainda estaremos falando de qualidade de combustíveis. Viva a mediocridade!!!

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    Leoni 3 de agosto de 2020

    Para se melhorar a qualidade da gasolina no Brasil é só desobrigar de se adicionar 27% Etanol por uma imposição da ANP, adotando o Padrão Internacional de 7,5 a 10 %.

    O Brasil é o único país que tem a obrigatoriedade de acrescentar Etanol, na porcentagem de 27% na gasolina, isto faz com que se tenha por conta de se ter excesso de gasolina estocada bloqueia-se na produção de GLP-Gás Liquefeito de Petróleo e portanto se tenha que se importar este gás desnecessariamente.

    Em testes de performance com 10% de Etanol, ficou comprovado um rendimento superior de 1km/l, tais testes estão disponíveis no YouTube “Polêmica sobre a nova gasolina”.

    Por este motivo proponho de se deixar de acrescentar o Etanol na gasolina por uma imposição governamental assim como acontece na maioria dos países do mundo, uma vez que á fiscalização por parte da ANP é precária e ineficiente.

    Da mesma forma apresentar o projeto para se vender GLP de 13 kg a granel fracionado, isto significa que assim como acontece com o abastecimento de Gás Natural Veicular-GNV, porém encontra um forte Lobby dos sindicatos dos distribuidores de gás, entre eles o (Asmirg-BR), aí sim o consumidor talvez seja beneficiado na prática com a concorrência com um custo justo, e poderá comprar o GLP através de enchimento dos bujões em postos credenciados com total segurança.

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    PEDRO DOMINGUES NETO 3 de agosto de 2020

    NO PAÍS DA CORRUPÇÃO É MUITO DIFÍCIL NÃO ADULTERAREM A TAL NOVA GASOLINA …

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      Leandro 3 de agosto de 2020

      É o país mais criativo para golpes, se usassem essa imaginação toda para fazer o bem seria um dos países mais tecnológicos do mundo… Mas se dar bem em cima dos outros é bem mais fácil…

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