Aceleramos o novo Peugeot 208: projeto moderno com motor antigo

Hatch, que será lançado em setembro, foi completamente reformulado e agrada ao rodar, mas motor 1.6 é o mesmo que já está presente na linha atual

Por AutoPapo 23/07/20 às 10h00

O novo Peugeot 208 tinha lançamento previsto para o maio deste ano no mercado brasileiro, mas, foi adiado devido à pandemia de coronavírus. Agora, o lançamento do modelo está confirmado para a primeira semana de setembro. O hatch será produzido na Argentina e, de lá, virá para o Brasil.

Junto com as versões com motor a combustão, o hatch será lançado com uma variante 100% elétrica importada da França.

Alguns jornalistas brasileiros já andaram no novo Peugeot 208: Boris Feldman estava entre eles. Confira suas impressões sobre.

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O novo Peugeot 208 é construído sobre a plataforma CMP, mais moderna do que a que é utilizada na nova geração do modelo. Ele terá 3,975 metro de comprimento, 1,702 m de largura e 1,472 metro de altura. O entre-eixos, determinante para o espaço interno, é de 2,54 m. O porta-malas tem capacidade para 265 l.

Além do desenho, por dentro, a evolução é nítida no novo Peugeot 208, com desenho inédito e a utilização de novos materiais. Destaque para o painel i-Cockpit 3D: ele conta com cinco modos de visualização, sendo dois deles completamente personalizáveis. E, como o nome sugere, ele será em três dimensões.

Galeria de fotos do novo Peugeot 208

Mudanças em relação ao novo Peugeot 208 europeu

A primeira diferença do novo Peugeot 208 brasileiro em relação ao europeu é o aumento da altura livre do solo. Por isso, a suspensão será recalibrada, assim como o sistema de direção.

Também com o objetivo de deixar o novo 208 mais adaptado às condições de rodagem locais, o ângulo de ataque foi aumentado de 14 para 16 graus graças a modificações no para-choque dianteiro.

Outra mudança é uma ligeira ampliação do tanque de combustível, de 44 litros para 47 litros. Isso serve para dar maior autonomia ao veículo quando abastecido com etanol, uma vez que, por aqui, ele será flex.

Simplificações

Para o mercado brasileiro, o novo Peugeot 208 terá algumas simplificações. Uma delas é a presença de freios traseiros a tambor em toda a gama. Na Europa, as versões de entrada trazem sistema semelhante, mas as equipadas com motores de potência superior a 100 cv vêm com discos nas quatro rodas.

Outra alteração é em alguns materiais de construção. Por exemplo: enquanto o novo 208 europeu tem capô feito em alumínio, no modelo feito na Argeninta esse componente é feito em aço.

Motor defasado

O ponto fraco do novo Peugeot 208 será a sua motorização. Enquanto os concorrentes diretos, como VW Polo, Hyundai HB20 e Chevrolet Onix já têm motores turbo (os dois primeiros com injeção direta de combustível), o novo Peugeot 208 sul-vai manter o motor 1.6 16V da geração atual, acoplado às mesmas transmissões manual de cinco marchas e automática de seis.

O motor 1.6 do novo 208 rende 115 cv de potência a 5.750 rpm e torque de 16,1 kgfm a 4.000 rpm abastecido com gasolina. Com etanol a potência é de 118 cv a 5.750 rpm e o torque é de 16,1 kgfm a 4.750 rpm.

Esse propulsor já não é mais oferecido na Europa: lá, o hatch é movido por unidades 1.2 de três cilindros a gasolina, aspirada e turbo, e 1.5 turbodiesel. Há ainda uma versão totalmente elétrica.

Fotos: Peugeot | Divulgação

3 Comentários
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    Mauricio Decarlucci 8 de agosto de 2020

    Até eu que sou um apreciador da marca, por ser diferenciada em muitos aspectos, já desisti, outro tiro no pé da peugeot, tenho um 2008 (com o câmbio de 4 marchas) excelente carro, tenha há 4 anos, nenhum problema, custo de manutenção semelhante as demais marcas, mas eles não valorizam o mercado brasileiro, não fazem questão de vender, lançam veículos defasados e desvalorizam os próprios nas trocas, ou eles mudam o seu pensamento em relação ao brasil ou seria melhor se retirar do mercado.

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    IVAN VASCONCELLOS 23 de julho de 2020

    A Peugeot desaprendeu. Já fez sucesso quando vendia carros modernos com preços competitivos, vide 206 e 3008 quando foram lançados. Tive um 3008 em 2010, era tecnologicamente fantástico e mais barato do que todos os concorrentes.
    De uns anos para cá só lançam carros “velhos” com preços proibitivos!!!
    Esse 208, apesar de novidade no visual e no i-cockpit, se comparado aos concorrentes é um carro “velho”.
    Tão de brincadeira! Por essas e outras que vem capengando no Brasil há anos.

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    Marcos 23 de julho de 2020

    O carro avaliado é top de linha, vai custar um absurdo, como sempre. Já diminuíram o porta-malas e não mudaram o entre-eixos num plataforma nova. Mudou a bitola? Uma carroceria maior no mesmo entre-eixos deve piorar a estabilidade. E essa coisa escrota de rejeitar o motor mais moderno para nós! Que absurdo! Vtc!

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