Peças de reposição para modelos fora de linha: o que diz a lei?

"Não se preocupe, a lei diz que o importador ou o fabricante têm que manter peças de reposição em estoque durante oito anos. É verdade?"

Por Boris Feldman 07/04/20 às 17h40

Tem uma série de modelos que acabaram de sair de linha, deixaram de ser produzidos, e outros que estão “caindo do telhado”. Por exemplo: Mitsubishi Lancer, Fiat Palio Weekend, Citroen C4 e outros que estão saindo de linha esse ano.

E quando você vai comprar um carro desse, ainda zero-quilômetro, fim de estoque, ou usado, o vendedor diz: “Não se preocupe, a lei diz que o importador ou o fabricante têm que manter peças de reposição em estoque durante oito anos.

É verdade?

Não! Mentira! Fake news! Não existe essa lei!

O que o Código de Defesa do Consumidor diz é uma coisa muito sem sentido que fala: “é obrigatório manter as peças em estoque durante um prazo razoável.”

Alguém pode me explicar o que é que é razoável? Já teve até briga na Justiça, porque ninguém sabe o que é razoável.

Teve um juiz, muito doidão, que disse “enquanto o carro estiver circulando”.

Eu quero ver se a Ford vai me arrumar peças para o meu Ford modelo T de 1927. Será que ela vai ser obrigada a ter peças para ele?

Então não se iluda, se o carro foi produzido em grandes volumes, como a Weekend, como o Gol, como outros carros de alto volume de produção, vai ter peças de reposição porque é interessante para o lojista, para o concessionário.

Se é um carro de baixa produção, de pequeno volume, esquece: peças nunca mais!

pecas parte carro shutterstock - peças de reposição
Peças automotivas (Foto Shutterstock)
SOBRE
1 Comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Comentários com palavrões e ofensas não serão publicados. Se identificar algo que viole os termos de uso, denuncie.
  • Avatar
    JOE 10 de abril de 2020

    por isso so compro carro q vendeu muito. pobre nao pode escolher qqr carro

Avatar
Deixe um comentário