Reajuste do teto de isenção para PcD: será que vale a pena?

Equipamentos excluídos para manter carros novos sob o teto de R$ 70 mil para isenção de ICMS podem ser considerados itens de segurança para PcD

Por Alessandro Fernandes 24/07/20 às 13h52

Há mais de um ano escrevi aqui no AutoPapo sobre o aniversário de 10 anos do limite de isenção de ICMS, frisando o absurdo que era um valor congelado há uma década, e o quanto isso era prejudicial às pessoas com deficiência.

Ressaltei o quanto é importante para este público ter carros mais seguros, com itens que parecem luxo aos olhos de alguns, mas são essenciais a grande parte deste público para facilitar o dia a dia, e até mesmo ajudar a tornar a direção mais segura. Recebi vários comentários positivos e parabenizando o texto.

VEJA TAMBÉM:

Na época, estávamos a poucas semanas de ocorrer uma reunião do Confaz em que o limite poderia ser revisto. Mas, infelizmente, o reajuste não ocorreu. Passado mais de um ano, o que mudou?

Apesar de os preços dos automóveis terem sofrido vários reajustes, surgiram novos modelos com motor 1.0 turbo dentro do limite de isenção com bom pacote de segurança e tecnologia. SUVs com seis airbags, controle de estabilidade e tração, mídia com espelhamento, chave presencial e rodas de liga. Será que eu estava errado? Como seria possível oferecer veículos tão completos abaixo do limite?

‘Equação’

A primeira explicação vem da motorização. Acontece que veículos com motor até 999 cm³ tem percentual de IPI menor, de 7%, enquanto motores de 1.0 a 2.0 pagam 11% deste imposto. Assim foi possível ofertar mais equipamentos por um valor menor. Tanto que o valor após isenções também subiu.

Mas será que só isso explica este fenômeno? Vamos analisar os modelos em questão. O primeiro foi o VW T-Cross, cujas vendas não estavam indo tão bem, e a VW lançou o T-Cross Sense com bom pacote de itens de série. Foi sucesso imediato, o que gerou um aumento na demanda pelo modelo, não só pelas pessoas com deficiência, mas que refletiu também nas outras versões.

Em março deste ano foi a vez do Chevrolet Tracker, que já ganhou uma versão PcD no seu lançamento, em lote promocional, idêntica à versão LT, com pacote ainda melhor do que do T-Cross, contando inclusive com chave presencial, mídia com Wi-Fi integrado e piloto automático – itens que não estavam presentes no concorrente.

Para “compensar”, o Tracker PCD foi oferecido com apenas um ano de garantia. E houve um grande frenesi, gerou muita mídia espontânea, e, mais uma vez, isso refletiu nas vendas das outras versões. Será que nesses casos as montadoras estavam pensando somente no público PcD?

De qualquer forma, foi uma senhora oportunidade. Quem conseguiu comprar estes modelos, fez um excelente negócio. No caso do Tracker PcD, quem comprou pegou um SUV completo com 35% de desconto se comparada ao preço da versão LT, que foi de R$ 89 mil no lançamento.

O único ponto negativo apontado por muitos foi ter apenas um ano de garantia, mas as concessionárias ofereceram garantia extra, de mais dois anos, por menos de dois mil reais. Portanto Tracker e T-Cross se tornaram os SUVs queridinhos do público PcD.

E as outras opções, como ficaram? O C4 Cactus, após muita polêmica quando a Citroën tirou vários itens da versão PcD, voltou com elas e também era uma opção bem completa, apesar de contar com apenas dois airbags e ter porta malas muito pequeno.

Os demais, foram perdendo itens ano após ano, para se adequar ao limite. Rodas de liga, faróis de neblina, multimídia, apoio de braço, DRL, sensor de estacionamento, câmera de ré, computador de bordo completo, entre outros itens, foram sumindo de carros muito bons como Hyundai Creta, Nissan Kicks e Renault Duster. E em segurança, só o básico: dois airbags e controle de estabilidade e tração.

Fim dos SUVs PcD completos

Mas a verdade é que os SUVs completos e seguros vão acabar. O primeiro indício é que tanto Tracker quanto T-Cross estão suspensos há um bom tempo. E a Chevrolet ainda reajustou os preços dos seus modelos no início do mês de julho, excluindo do limite de isenção o sedã compacto Onix Plus na versão LT.

Será mesmo que a Chevrolet vai manter a Tracker baseada na versão LT, que custa mais de R$ 95 mil, por menos de R$ 70 mil só para vender para este público? Foi amplamente divulgado que se tratava de um lote promocional.

Durou mais do que o previsto, é verdade, mas não há muita esperança que isso se perpetue se não houver aumento no limite. Sem contar que também estão suspensos o C4 Cactus, outro SUV que vinha com bom pacote de itens de série, e o Duster.

E não são só os SUVs. Dos quase 50 modelos disponíveis para PcD hoje, 31 custam de R$ 68.390 a R$ 69.990. Hatches compactos, sedãs compactos, a grande maioria com dois airbags e nem tantos itens de série assim.

Há muitos modelos previstos para receber novas versões, alguns terão novas gerações, com mais equipamentos de segurança e tecnologia, com motores turbinados e eficientes, e até mesmo híbridos. Muito difícil manterem versões PCD. Se mantiverem, serão defasados e pelados.

Equipamentos podem ser essenciais

volante do HB20 com comandos
Comandos nos volante são essenciais para pessoas com deficiência (Foto: Hyundai | Divulgação)

Um argumento que muitas pessoas usam para justificar a manutenção do teto em R$ 70 mil é que é melhor comprar um carro básico e ir equipando ao longo do tempo. Coloca roda de liga, bancos em couro, câmera de ré e sensor de estacionamento. Porém, há itens que são impossíveis de serem instalados, ou ficam muito caros.

Alguns exemplos são mais airbags, piloto automático, comandos no volante, freio de mão eletromecânico, sensor crepuscular, monitoramento de pneus, start/stop, ar digital, chave presencial. E muitos destes itens são importantes ou até essências para pessoas com deficiência.

Piloto automático é importante para quem usa adaptação, para descansar o braço em uma viagem. Comandos no volante são questão de segurança para quem está com uma mão ocupada acelerando e freando com uma adaptação.

Deficiências que causam limitações no movimento de pinça das mãos tornam difícil virar a chave no contato ou puxar freio de mão, e, em alguns casos, até mesmo girar os botões do ar-condicionado.

E o mais importante, segurança é fundamental a todos. Principalmente quem tem filhos, mas mesmo quem não os tem, não viaja com os pais, irmãos ou amigos? Quanto mais segurança em um veículo, melhor. E a maioria dos carros PcD que custa abaixo de R$ 70 mil vem somente com dois airbags, e nota ruim no Latin NCAP.

Boris Feldman também comenta sobre os carros PcD “depenados”. Veja o vídeo:

Afinal, porque reajustar?

O argumento mais importante na defesa do aumento do limite é que ele irá ampliar as opções de veículos disponíveis com isenção total para pessoas com deficiência. Mais pessoas com as mais diversas deficiências poderão encontrar seu meio de locomoção mais adequado com isenção total de impostos.

Será possível voltar a comprar sedãs médios com muitos airbags, bom espaço interno, porta malas grande e itens de conforto e conveniência. SUVs compactos com seis airbags, piloto automático, comandos no volante, chave presencial, bancos em couro, câmera de ré e vários sensores.

Sem contar todos os lançamentos que estão previstos para este ano e o próximo. Modelos com mais segurança, eficiência mecânica e tecnologia. Isso sem contar os híbridos, que permitem consumos baixos e bom desempenho.

Motivo da isenção para carro PcD

No fim das contas, as isenções existem para corrigir a distorção causada pela falta de infraestrutura das cidades. Falta de rampas nas esquinas, calçadas cheias de buracos, degraus e obstáculos ao tráfego de cadeiras de rodas, além do transporte público insuficiente demandam que pessoas com deficiências tenham seus próprios carros para chegar com segurança aos seus destinos. E essa falta de estrutura atinge a todos, independentemente de classe social.

O direito às isenções deveria ser amplo; todas as pessoas com deficiência deveriam ter a possibilidade de acesso a carros seguros, e que atendam suas necessidades. E para ser justo, o ideal seria manter as versões mais básicas dos SUVs compactos, que são carros com porta malas generosos que geralmente cabem uma cadeira de rodas montada, para acesso a quem quer comprar um carro básico

E para quem diz que não haverá mais modelos para quem não pode pagar caro, sempre vão ter os carros de entrada, hatches compactos e subcompactos. Mas não existe mundo perfeito, e, na prática, temos pouca ou nenhuma influência sobre as ações de quem decide estes parâmetros. Só nos resta torcer pelo melhor. Para todos.

SOBRE
43 Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Comentários com palavrões e ofensas não serão publicados. Se identificar algo que viole os termos de uso, denuncie.
  • Avatar
    FERNANDA DE OLIVEIRA CORDEIRO 26 de agosto de 2020

    Amei a reportagem. Muito pertinente. Parabéns!

  • Avatar
    Ivo 7 de agosto de 2020

    Mas irá mesmo aumentar o valor em algo? Qual valor uns falam 90 mil outros falam em 108 mil… Meu veículo vence dia 12/08/2020, devo esperar mais um pouco para trocar ou nada irá mudar? Realmente… Estou pesquisando aqui, cada vez pior achar um carro que atenda as necessidades e tenha bom espaço e não seja depenado!!! Queria muito o T-Cross, mas esse acho que não consigo mais!!! Nem Tracker, Kicks, C4 Cactus nem muito menos o Peugeot 2008.

    Só sobra Gol, Argo, Onix, Ka e outros do mesmo segmento!!!

    Poderiam era logo aumentar para 100 mil… Aqui no Brasil é tudo caro mesmo!!!

  • Avatar
    Paulo Matos 31 de julho de 2020

    Opinião:
    Digamos que o valor vá ao patamar dos R$ 90.000 , considerando as isenções de IPI/ICMS em 25% , teremos um valor aproximado de R$ 67.500, chegando com R$ 10.000 acima do valor pago hoje .
    Baseado nisso, as montadoras terão esse número pra agregar alguns acessórios, pra justificar tal reajuste em seus lucros, pois o governo não receberá nada.( a não ser PIS/COFINS) que pode ser extinto.
    Mas se o conjunto multimídia e um jogo de rodas de liga, já estão valendo R$ 10.000 , o que mais esse veículo no formato PCD terá ? Ou melhor, o que esse veículo não terá? Porque completasso essas montadoras não entregarão pra nós!!!
    🤭🤔

  • Avatar
    João 29 de julho de 2020

    Com esse reajuste, os condutores PCD com isenção de IPVA poderiam comprar por exemplo um Honda CRV usado de 88 mil e ficar isento do pagamento de IPVA?

    • Avatar
      Alessandro Ribeiro Fernandes 30 de julho de 2020

      Depende João. Quem faz a regra é o estado, e não é a mesma para todo o Brasil. A maioria segue o que determina o limite de isenção de ICMS, nesse caso se aumentar o limite aumenta também o do IPVA. Mas terá que dar a sorte do seu Estado seguir metodologia.

  • Avatar
    Gesiele Corrêa Artuzo 28 de julho de 2020

    Penso que não deveria limitar valores para o PCD, pois a pessoa já vive limitada, um pouco de alegria em um carrão iria fazer bem, aliás não está tirando nada de ninguém, apenas os impostos que na maioria das vezes é roubado por algum político ou aplicado em favor deles mesmos, então não faz mal isentar um PCD dos impostos.

  • Avatar
    Nadiya 27 de julho de 2020

    resolve-se isso facilmente abrindo o kercado para empresas chinesas e oferecendo o mesmo desconto para carros importados e desconto ate maior para carro elétrico. pronto no outro dia as montadoras daqui estariam superfelizes com os limites atuais

  • Avatar
    Pedro Fernando Silva 27 de julho de 2020

    Boa tarde a todos eu Pedro achou que as isenção completa pra todos os modelos exclusive peckape

  • Avatar
    Vagner 27 de julho de 2020

    Pessoal, venho acompanhando esta e muitas outras matérias sobre o assunto. O meu ponto de vista é que o teto tem este valor a muito tempo, concordo, durante muito tempo achei que deveria subir, mas analisado friamente, vejo que não, pois sua finalidade é proporcionar aos PCDs um conforto no deslocamento, saindo do transporte público e tendo seu próprio auto. Mas vem a questão, o PCD precisa de uma SUV ou modelo esportivo ou luxuoso? Saímos do transporte público, um carro pequeno, com ar e trio elétrico era sonho de consumo, atenderia bem, mas parece que todos brigam por um SUV-top de 100k, pergunte a um deficiente se lhe proporcionasse a mudança do transporte público para seu carro, o que seria suficiente? Ele teria condições de bancar um carro básico PCD hoje e se aumentar o teto, tudo subirá, teremos condições de adquirir os básicos. Quem tem dinheiro só pensa em si mesmo. Pense um pouco!!!

    • Avatar
      Alessandro Ribeiro Fernandes 27 de julho de 2020

      Vagner, você acha mesmo que todo o mercado automotivo baseia os preços dos seus modelos no limite de ICMS para PCD? Acha que ao reajustar o teto todos os modelos do país vão subir? Sempre haverão os carros mais básicos, Kwid e Mobi para quem não precisa de um automático, Ka e 208 para quem precisa. E para quem precisa de um carro maior, com mais porta malas, poderá comprar com isenções. Porque só quem precisa do basicão, pequeno e com porta malas minúsculo tem direito?

    • Avatar
      Wagner 27 de julho de 2020

      Meu quase chará Vagner, já tentou fazer
      as compras do mês no supermercado e colocar elas no seu carro junto com uma cadeira de rodas ? Tenta primeiro depois a gente se fala.

    • Avatar
      Marcelo 28 de julho de 2020

      Concordo com voce, eu entendo que a principal caracteristica nos carros PCD deve ser facil acesso ao cadeirante e porta malas com espaço adequado para colocar uma cadeira de rodas atual (dobravel). a logica é simples, se aumentar o teto de 70k com certeza não pagaremos mais o maximo de 57k (70k menos ipi, icms, iof, etc) iremos pagar valores bem acima dos 57k atuais.

  • Avatar
    SwineOne 27 de julho de 2020

    O limite deveria é ser reduzido. Uns R$ 50 mil estaria de bom tamanho, mas o ideal seria até menos.

    Não entendo por que preciso subsidiar a compra de um carro de luxo por parte de pessoas que, muitas vezes, dão um “jeitinho” para serem declaradas PcD.

    Se quer comprar carro usando o meu dinheiro para subsidiar sua compra, um Kwid pelado já resolve. Quer mais do que isso, deveria comprar pagando o preço cheio.

    • Avatar
      José 27 de julho de 2020

      tenta colocar as adaptações necessárias dentro de um kwid e entrar dentro dele, e ainda transportar uma cadeira de rodas nele. Para de opinar sem conhecimento de causa que tá feio.

      • Avatar
        SwineOne 27 de julho de 2020

        Aposto que é perfeitamente possível, e se acaso não for, a pessoa pode trabalhar para comprar um carro com seu próprio dinheiro — sabe, igual a todo mundo?

        Como disse, não deveria ser obrigado a subsidiar, com o meu dinheiro (sim, porque pago impostos, e na medida em que o governo não cobra impostos de um, precisa cobrar mais de outros como eu) para a pessoa comprar um T-Cross enquanto eu ando de up! (que custou o mesmo preço que um T-Cross PcD), porque é o que sobra depois de ser esfolado pelo governo.

      • Avatar
        Wagnee 27 de julho de 2020

        Amigo, vamos fazer o seguinte, amputa uma perna e vê como é gostoso ter as limitações que que outros não tem. Impostos todos pagamos, diretamente ou indiretamente, não é o ICMS E IPI de uns que banca a isenção dos outros. Quando você compra pão na padaria você pede NF ? , ou quando compra uma Pizza ? Se a respostas for não, pense melhor antes de escrever besteiras

      • Avatar
        Iara 1 de agosto de 2020

        Isso mesmo, amputa um membro seja superior ou inferior, e tenta viver normalmente… é de chorar os comentários, muita gente opinando o que não vive no dia dia…

      • Avatar
        Maciel Silva Santos 28 de julho de 2020

        Sabe, me desculpa comentar tanto sobre as suas opiniões, mas acho que você precisa exercitar mais o seu lado espiritual, amém!

        Mais um detalhe, ah, você não tem deficiência, que bom, trabalha enquanto pode, a deficiência pode aparecer quando você menos esperar, infelizmente para alguns ela é congênita, necessário varias cirurgias para a correção com sequelas, imagine só conseguir um emprego nessas condições, as oportunidades existem, porém as mesmas são com salários baixos pela função que admitem pelo grau de deficiência.

        Uma pergunta, ja se sentiu constrangida(o)? Digo fisicamente? Mesmo que seja estético? Vou te responder, é chato viu, fazem nos sentir mal, é uma sensação horrivel, ir para a praia e mostrar por exemplo a sua deficiência e ver os outros parando e olhando, comentando, acho que isso é o básico para quem tem algum tipo de deficiência que fora acometer alguma função motora, também é agressiva ao olhar do ser humano. Resumindo, leia novamente o primeiro parágrafo.

        Deus te abençoe.

      • Avatar
        Iara 1 de agosto de 2020

        Excelente resposta, tem muita gente opinando o que não sabe sobre o dia dia de uma pessoa deficiente, cada comentário amargurante… 😭😭😭

    • Avatar
      Maciel Silva Santos 28 de julho de 2020

      Kkkkk

      Só rindo desse povo brasileiro, Brasil il il, aplausos para a sua ignorância e clara empatia pelo próximo, ah, me desculpa, você é brasileira, não sabe como torço para que não fosse, assim eu me sentiria mais calmo, feliz e tranquilo por estar falando com alguém formada por outra cultara ao não ser a nossa. Parabéns pelo seu ponto de vista, é de pessoas assim que precisamos, e o efeito Covid ó, de nada adiantou afff, pena de ser humano pobre de espírito. Fica com Deus e que ele te dê muitas visões e bênção por toda vida.

      • Avatar
        SwineOne 28 de julho de 2020

        Um monte de mamadores de teta do nosso estado paquiderme. Todo mundo só quer saber dos “seus direitos”. Por isso que esse lugar jamais vai pra frente. Todos os Gérson do país só querem saber da sua vantagem, os outros que morram afogados em imposto para pagar tanto “benefício” pra tanta gente. Quero ver o dia que tivermos mais de 200 milhões de beneficiários do Bolsa Família no país, enquanto ninguém mais trabalha — aí finalmente enxergarão a realidade que é impossível o país inteiro viver de benesses, alguns tem que trabalhar para sustentar os mamadores de tetas.

    • Avatar
      Nevton 12 de outubro de 2020

      Pois é… Nestepaiz, como diria aquele molusco, cada um só quer o seu… É lógico que há distorções e aproveitadores, porque estepaiz tem jeitinho, tem jabaculê, tem “café”…EU QUERO O MEU E FO**-SE VOCÊ COM O SEU! O que as pessoas não entendem, é que, para elas pagarem menos, outros vão pagar mais! Não existe “almoço grátis”! Ninguém é “bonzinho”… Todos querem ganhar dinheiro, seja governo, fabricante, concessionária… Quem acredita em “Papai Noel”, que vá morar com ele no Pólo Norte! Quem quer moleza, vá empurrar bêbado na ladeira!! Ah, mas eu sou amputado!!! E daí? Amputou por quê? Foi acidente?? Quem foi o culpado? A justiça que decida e o culpado que pague! Passou da hora destepaiz crescer… Vamos parar com o Mi-Mi-Mi…

  • Avatar
    Benedito Edemilson de Oliveira 26 de julho de 2020

    Não estou de acordo com o aumento do valor para PCD já que incluo neste grupo e hoje tenho uma Ecosport PCD! Acho que minha compra foi muito boa a tende ao que preciso por ter imputação na mão direita.
    O que deveria é exatamente as montadoras serem obrigadas a adaptar 40% de suas fritas para este público específico!
    Saliento que o carro no Brasil já custa caro, e elevar o valor para o público que já possui deficiente seria o mesmo que justificar o aumento dos valores para o público em si. Pois hoje se eu elevar a mesma Ecosport para o valor acima de R$70.000,00, com certeza também será elevado o valor para o público em geral, pois há era justificativa para tanto. Eu quero que na verdade as montadoras brigam entre si para cada vez mais colocarem carros suficientes para atender o público PCD, e não nós adotarmos aos valores impostos pela montadoras. Pois estaria havendo uma distorção aos que realmente tem o benefício.

  • Avatar
    Edson João Alves 26 de julho de 2020

    Pq, além de reajustar o valor defasado , não se cria uma tabela onde seria descontados o valor da isenção e se cobraria os impostos excedentes dando aos pcds direito de escolha no automóvel que puder comprar.

  • Avatar
    Eduardo Oliveira 26 de julho de 2020

    Estas atitudes de não reajustar o valor de isenções, assim como não reajustar a tabela do Imposto de Renda e outras decisões do feitio não passam de picaretagens pura e simples num Estado que só é “de Direito” no nome. Reajustes, correção monetária, etc, são meras atualizações do valor da moeda, desta desvalorizada moeda que você recebe, troca no Armazém do Zé, mas ninguém quer saber dela, nem governo, nem ninguém.

    • Avatar
      Nadiya 27 de julho de 2020

      nao existe almoco gratis. tem alguem pagando por tudo isso

  • Avatar
    Sergio 26 de julho de 2020

    Claro q não vale a pena, metade dos carros vendidos praticamente são para esse publico, então as montadoras são praticamente obrigadas a vender seus produtos e ainda tem lucro caso o contrário, se aumentar as montadoras iram gostar pois o mesmo carro q HJ custa em média 55 mil no caso dos SUVs, iram custar 65 mil o mesmo carro,por isso só contra o aumento do teto

    • Avatar
      Iara 1 de agosto de 2020

      Não sabe o que fala, vai viver o dia dia de um cadeirante que precisa ter um veículo adaptado, vai viver a vida de um deficiente físico, sem um braço ou uma perna, acredito que pensará diferente, mas vai viver o dia dia… 😭😭😭😭😭

  • Avatar
    Antônio Enoy 26 de julho de 2020

    Espero que não aconteça com os veículos o mesmo que aconteceu com os imóveis ou seja, quando o Governo liberou o programa “Minha casa, minha vida” de incentivo, as construtoras logo trataram de aumentar os preços dos imóveis.
    Parece que teremos o mesmo cenário tendo em vista que diante de um possível aumento no teto, várias montadoras já reajustaram ou retiraram seus veículos para pcd.
    O pior é que muitos irão pagar , comprar.

  • Avatar
    Valdeni Souza Santos 26 de julho de 2020

    Um deficiente auditivo quais sao as vantagens em comprar um carro para pcd sou um deficiente auditivo e nao vejo muito se falando sobre isto a um preconceito enquanto a isto obrigado

  • Avatar
    Danilo 26 de julho de 2020

    Interessante seu ponto de vista, já pensei dessa forma antes também. Porém vivemos no Brasil, onde uma Tracker 1.0 está próximo dos 100 mil reais!!!!

    Em um primeiro momento, se o limite do PcD aumentar, vão surgir novas opções sim, e carros um pouco mais completos. Mas, em pouco tempo, o impacto disto é que carros que as montadoras espremem para chegar no 70 mil reais, elas vão oferecer o mesmo carro a 80 mil ou quanto for o limite … Oferecendo apenas alguns opcionais a mais.

    A Tracker mesmo, que no PcD poderia sair a cerca de 57 mil reais. Se houver o aumento do limite, vão ofertar o mesmo carro com o desconto sobre o limite. Isso é claro pela diferença de preços das versões de entrada para o valor das versões do PcD.

    O Certa em 2019 saia por 54 mil no PcD, e sua primeira versão automática era por 84 mil … Se arrumaram aumentassem o limite de 70 para 80 mil, óbvio que iriam vender o Creta PcD por 80 mil, não mais por 70 mil, e se não fosse o mesmo carro, no máximo teria roda de liga leve … E olhe lá!!!

  • Avatar
    Adriano amaro 25 de julho de 2020

    Ótima matéria! Estou nessa situação a qualquer momento estou com a isenção na mão pra comprar o carro,aí vem a pergunta que carro? Pois hoje os melhores já não tem como comprar pois aumentaram tudo.
    Hoje os carros que ainda tem para Pcd estão literalmente depenados e com o mínimo de opcionais se temos a liberação do governo para comprar com a isenção de imposto porque o Governo está abrindo mão para poder nos dar condições de mobilidade e não fazer das limitações das pessoas ‘ lucro’ para as grandes montadoras. Adianta aumentar o teto de compra se as pessoas não terão condições de comprar. Isso precisa ser fiscalizado e toda montadora deveria ter um modelo que atendesse às nossas necessidades tem vários acessórios que vão fazer falta para vários tipos de restrições.

  • Avatar
    Tiago Mesquita 25 de julho de 2020

    Parabéns pela matéria e a forma clara como abordou o assunto tão importante.
    Me enquadro exatamente em um dos casos destacados pela matéria, perdi o movimento de pinça e realmente é complicado usar algumas funções como ligar o farol ao entrar em um túnel ou até mesmo o ajuste do banco em alguns modelos fica difícil pra mim.
    A manutenção do valor teto é tão importante quanto o benefício concedido, nem sempre ter alguns itens de série é uma questão de luxo como citei acima, porém existem muitas pessoas de má fé que fazem desse benefício um negócio lucrativo, sou a favor do endurecimento das regras divido por categorias e aí sim poderíamos chegar a um dia ter um carro híbrido ou um top de linha. Também creio que precisamos de um representante como secretário da Fazenda para uma das 27, pois me parece que estamos sendo julgados por pessoas que não sabem ou não entendem a dificuldade do dia a dia de um cidadão PCD.
    Gostaria de saber como encontrar ou ter acesso ao despacho dessas reuniões do CONFAZ. Alguém sabe? Quem votou a favor ou contra?

    Obrigado e parabéns mais uma vez pela matéria excelente!

    Abraços

    Tiago

    • Avatar
      Paulo Matos 27 de julho de 2020

      Reunião do Confaz , mudou pra 30 de julho.

    • Avatar
      Alessandro Ribeiro Fernandes 27 de julho de 2020

      Obrigado Tiago. Concordo com você, quem decide sobre isso não tem a menor noção das necessidades deste público. No site do Confaz eles divulgam – confaz.fazenda.gov.br. A reunião ficou para o dia 30/07

  • Avatar
    Leandro 25 de julho de 2020

    Matéria excelente… Sempre pensei dessa forma, por ser PCD a pergunta é: Nunca vou conseguir um modelo TOP? Pensei esses dias mesmo que nunca terei um carro hibrido, por que infelizmente o valor nunca permitira isso..
    Outro detalhe, veiculos como Toro, Orock …. Um veiculo desses ajudaria muito nós PCDs tranportar o que precisanos e mais coisas para familia… Fazer compras para um cadeirante seria muito mais facil e teria espaco se tivesse um carro desses…
    Alguem teria que brigar por nós…..

  • Avatar
    Fabio S Piekarz 25 de julho de 2020

    Excelente aspecto abordado, parabéns! Em um breve relato de meu problema, explicito minha visão. Sempre tive vida ativa e em razão de acidente, tive minha perna esquerda amputada. Felizmente, pelas minhas condições, tive oportunidade de comprar uma excelente prótese para minhas necessidades diárias.
    A partir de fevereiro, liguei veículos para levar minha filha ao colégio. Tendo em vista a DEMORA do processo de análise de IPI (bem menor) e de ICMS, com intermináveis meses de espera e se o fabricante for de outro Estado, o tempo dobra.
    É difícil de explicitar os problemas enfrentados, que são vários. Na minha amputação, até a posição do bando pode e causa enorme desconforto, não há como explicitar aqui.
    Acabei em razão de espaço interno (foi o principal motivo), e manutenção de equipamentos básicos de segurança, abrindo mão do ICMS, que é o imposto mais moroso de ser obtido e de maior valor, portanto o mais significativo.
    Por mais breve que tente, é difícil ser extremamente conciso nos argumentos para as pessoas que lêem, tenham o mínimo de noção sobre o problema.
    Eu como muitos outros PCD’S, temos as necessidades e obrigações diárias que a vida nos impõe e com isso, temos a necessidade de sermos inseridos na sociedade.
    Devido a sua bela matéria, respondo que a melhor forma de atender aos PCD’s, seria a livre escolha, com o direito de escolha, independentemente de valor ou motorização. Para obter um veículo que me insira a vida novamente, será que sou obrigado a passar por privações ou dores para atender minhas necessidades diárias e de meus familiares?.
    Obrigado pela escolha do tema, hoje vejo que os deficientes passam desapercebidos da sociedade, em razão e muito pelas circunstâncias impostas, até como vc bem falou, pela péssima qualidade das calçadas.
    Hoje por isso, prefiro pegar o carro e ir em local mais distante com acessibilidade, do que na esquina de casa e andar uma quadra em uma calçada que me coloque em risco.

    • Avatar
      Alessandro Ribeiro Fernandes 27 de julho de 2020

      Obrigado Fábio. A verdade é que só quem tem real noção das necessidades que as diversas deficiências impõe sabe a importância de ampliar o leque de opções. E desburocratizar mais o processo, como você bem observou. Abraços

  • Avatar
    Daniel stenert de Souza 25 de julho de 2020

    Gostei da publicação
    Me foi útil

  • Avatar
    Avelino Nelson Joaquim de Freitas 24 de julho de 2020

    Boa tarde. Vamos torcer para que seja aprovado o aumento do limite para PCD . Tem uma coisa que não entendo .O tempo para permanecer com o veiculo ficou em quatro anos conforme decreto 8989/95 ou dois anos conforme decreto 63.603/18 . Notas fiscais de de fábricas no estado de São Paulo vem averbado com o decreto 63.603/1/ e de outros estados decreto 8989/95 . Fica a pergunta , qual deles está valendo. Um grande abraço a todos

    • Avatar
      Sérgio 26 de julho de 2020

      Não torço pois as montadoras iram lucrar com isso, e nos sairíamos prejudicado, o carro q compramos HJ por 57 mil caso do traço, irá custar 70 qual a vantagem nisso ?

      • Avatar
        Luiz 26 de julho de 2020

        Vc acha q as montadoras irão vender nesse preço de 57mil até quando? por mais 10 anos? Vc acha q esse teto segura preço?

      • Avatar
        Marlon 27 de julho de 2020

        Eles não vendem a 57 mil e sim a 70 mil. Os descontos são isenções de tributos, ou seja, quem deixa de ganhar é o governo.
        A pergunta é: Pq um carro com praticamente os mesmos itens é vendido a 70 mil e outro a 89 mil?

Avatar
Deixe um comentário