Toyota RAV4 é reprovado em ‘teste do alce’: veja o vídeo

SUV não chegou a capotar, mas exibiu o que foi chamado de "comportamento perigoso"; outros dois utilitários foram reprovados

Por AutoPapo 04/12/20 às 17h58
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Toyota RAV4 híbrido submetido ao teste do alce (Foto: Reprodção | YouTube)

O Toyota RAV4 Hybrid foi reprovado no “teste do alce” feito pela publicação sueca Teknikens Värld. O SUV japonês exibiu o que foi chamado de “comportamento perigoso” quando foi feita a manobra a 68 km/h. O Toyota RAV4 híbrido está a venda no Brasil com preço a partir de R$ 241.990.

O teste do alce simula o desvio repentino de um obstáculo e recebe esse nome, pois, simula a presença desse animal – comum nos países nórdicos – na pista.

O RAV4 Hybrid não chegou a tombar. Ele apenas teve um sobresterço (“escapada de traseira”) além do desejável e derrubou três cones, além de o pneu dianteiro esquerdo ter se deslocado da roda.

Veja o vídeo

VEJA TAMBÉM:

Para os jornalistas da Teknikens Värld, o controle de estabilidade do RAV4 Hybrid pareceu não funcionar e exigiu uma manobra de contraesterço com força além do desejável.

Vale lembrar que o a versão do RAV4 com motor a combustão já tinha sido reprovado e a Toyota promoveu uma extensa revisão do controle de estabilidade do modelo.

Eles também outros SUVs híbridos, um Mitsubishi Outlander PHEV e um Volvo XC40 T4 Recharge: ambos que também falharam.

Teste do alce no Brasil

O teste do alce ficou famoso no Brasil no fim dos anos 1990. O Mercedes-Benz Classe A, que seria o primeiro automóvel da marca fabricado no Brasil. Em 1997, uma revista sueca fez a prova com o modelo: o menor e mais barato Mercedes-Benz capotou na pista. Fizeram outro evento com o modelo e… ele capotou de novo!

A marca alemã, então, tascou mais de 200 dispositivos de controles de estabilidade e o carrinho não teve mais problemas..

Controle de estabilidade obrigatório do Brasil: adiado!

A partir de 2020, todos os novos novos projetos já são obrigados a ter o sistema eletrônico de estabilidade, inclusive os SUVs. Mas e os modelos antigos?

No fim de outubro, a Anfavea, associação que representa as montadoras no Brasil, pediu e o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) adiou para 2024 a obrigatoriedade do controle de estabilidade – e de outros itens de segurança – para todos os carros vendidos no país. Antes, a medida entraria em vigor em 2022.

Com o adiamento, a partir de 1º de janeiro de 2023, 50% da produção deverá contar com o equipamento de segurança.

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7 Comentários
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Marcos Benassi 15 de dezembro de 2020

Pois é, num carro surpreendentemente caro e sofisticado, uma comida de bola dessas deveria matar o modelo no mercado, não? Nem só de crash test é feita a avaliação do modelo na vida real… Outra coisa curiosa foi não ter ouvido em outras mídias absolutamente nada sobre isso. Não é o tipo de notícia que eu procuro, mas é algo relevante.

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Halter 7 de dezembro de 2020

Ha alguns anos aqui em recife,numa colisao em um cruzamento, uma familia foi destruida numa toyota hav4.. Batida lateral matou uma gravida, filho e a esposa… Carro fraco e caro essa hav.

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Fabio 6 de dezembro de 2020

Eu tive um Focus 2011, que já vinha com controle de estabilidade. Melhor carro durante anos. É fácil entender porque tiraram de linha. O governo prefere que vc morra, ou fique inválido. Neste caso, cabe a esse monte de sites de pseudo entendidos de carros darem destaque ao que realmente interessa. Como ganham pra falar bem dos carros gostam de ressaltar que a roda é diamantada, tem cores exclusivas, e faz de zero a cem, um décimo de segundo mais rápido que o concorrente.

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Marcio rosa 5 de dezembro de 2020

Tive SW4 com esse mesmo defeito, fiquei sabendo que essa nova já consertaram esse problema, vou continuar sem saber porque 315.000,00 é dinheiro demais.

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Jorge Nicolau 4 de dezembro de 2020

Em matéria de suspensão e de estabilidade a Toyota não tem uma boa reputação, vide o histórico da hilux apelidada de tombilux capotalux.

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Sergio Pereira Pinto Lemos 5 de dezembro de 2020

Pois é! Um monte de coisa realmente fundamental para um carro e o que mais vejo são os comentaristas dando relevância a preço e estética e pior ainda: se o botão de volume do som é fácil ou não de ser usado…me divirto muito com esses comentáristas, pra mim, bobos.

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Marcos Benassi 15 de dezembro de 2020

Pois é, num carro surpreendentemente caro e sofisticado, uma comida de bola dessas deveria matar o modelo no mercado, não? Nem só de crash test é feita a avaliação do modelo na vida real…

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