Velocímetro: variação para mais é margem de segurança

Tantos os mostradores analógicos quanto os digitais apresentam uma tolerância e, por isso, indicam velocidade um pouco menor que a real

Por Alexandre Carneiro 25/08/18 às 15h00
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Seu carro pode ter velocímetro analógico ou digital, ou até mesmo os dois. Porém, independentemente da interface, ele necessariamente tem uma pequena margem de erro, que faz com que o mostrador indique uma velocidade um pouco maior que a real. “Nenhum fabricante faz carros com tolerância para mais que o indicado. A variação é sempre para menos”, explica Francisco Satkunas, conselheiro da SAE Brasil.

Mas, afinal de contas, por que isso acontece?  Trata-se, basicamente, de uma margem de segurança. “É para evitar que o motorista trafegue mais rápido que o limite da via. Se isso acontecesse, ele poderia ser multado e correr maiores riscos de sofrer um acidente,” pondera Satkunas.

Velocímetro: variação para menos é margem de segurança
Foto Honda | Divulgação

A prevenção a punições injustas e possíveis desdobramentos judiciais a respeito disso também faz com que exista uma tolerância para a marcação feita pelos radares, determinada por lei. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, um condutor só comete infração se estiver transitando 7 km/h acima do valor máximo permitido. Isso até os 107 km/h: a partir daí, a variação passa a ser de 7%.

Satkunas destaca que a legislação também já ditou a margem de erro do velocímetro dos veículos. “A NBR 7817/83 determinava uma varição máxima de 4,8 km/h até 100 km/h. Depois disso, essa tolerância era maior. Mas o fabricante tinha que garantir que essa variação era para mais, nunca para menos”.

Eletrônica deixou o velocímetro mais preciso

O especialista da SAE salienta que, na época em que essa norma foi estabelecida, o velocímetro dos veículos era menos preciso, o que resultava em uma tolerância maior. “No passado, quando não havia eletrônica nos carros, um cabo que ligava diretamente a transmissão até o painel de instrumentos. O funcionamento do ponteiro era magnético-mecânico”, lembra.

Velocímetro: variação para menos é margem de segurança
Foto Alexandre Carneiro | AutoPapo

“Com o surgimento da eletrônica, das chamadas centralinas, o velocímetro ficou mais preciso. A marcação ocorre por meio de impulsos eletromagnéticos, gerados com base em cada volta que o pneu dá”, esclarece Satkunas. Todavia, apesar de menor, a tolerância se manteve para evitar distorções.

Certos fatores podem aumentar a variação

O conselheiro da SAE explica que alguns fatores, como o desgaste dos pneus e até a falta de calibragem correta podem afetar a medição do veocímetro. “Há que se levar em conta que, quando eles estão muito murchos, o raio do conjunto diminui e a marcação de velocidade mostrada fica mais alta”. Por isso, Satkunas recomenda que os motoristas não descuidem da pressão desses componentes.

Outro fator que pode gerar distorção, segundo Satkunas, é a troca das rodas do veículo por modelos de dimensões diferentes. “Muita gente troca rodas menores por maiores, e aí há risco de ocorrer uma variação para menos”, adverte, se a mudança não mantiver o diâmetro total do conjunto. “Nesses casos, é preciso recalibrar o velocímetro”, aconselha.

4 Comentários
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arai 25 de agosto de 2018

Tive uma Quantum lá pelos idos de 80~90, cujo velocímetro era “super otimista” (alcançava rapidamente 80km/h, por exemplo).

Já desconfiado, fui fazer teste na ponte Rio-Niterói (morava em Niterói e trabalhava no Rio, na época) num fim de semana. Percorri uma determinada distância a velocidade constante no velocímetro e fiz a conta baseada em tempo gasto e diatância percorrida.

Não lembro exatamente, mas era algo como 60~65km/h reais quando marcava 80. Desontei o velocímetro e regulei a molinha “bigode” para aproximar daquela marcada pelo aparelho. E tomei cuidao para deixar um pouco abaixo como citada nessa matéria.

Bons tempos em que a gente tinha acesso a esses tipos de regulagens.

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jeca 25 de agosto de 2018

Vamos aprender a escrever gente!

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jeca tatu 25 de agosto de 2018

Vamos aprender a escrever gente!

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CLAYTON LUIZ SANTOS 25 de agosto de 2018

A matéria está equivocada quando diz que nenhum fabricante faz carros com a tolerância para mais, pois, os veículos da Volvo tem a tolerância para mais. Indagada sobre o assunto a fabricante simplesmente alegou a margem de erro.

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