Carro aos 40 mil km: cuidado para não cair na ‘empurroterapia’…

Ninguém sabe ao certo o porque certas marcas de peças estipularam prazo para a troca delas aos 40 mil quilômetros

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Dono de carro usado fazendo para não cair na empurroterapia (Foto Shutterstock)
Por Boris Feldman
22 de abril de 2020 08:30

Quarenta mil quilômetros é o número oficial da ‘empurroterapia’ no Brasil. Que começou com a Cofap, forçando a barra para se trocar seus amortecedores aos 40 mil km. Outras marcas gostaram, também dizendo: “troque amortecedores aos 40 mil”.

Depois, veio a história do catalisador, que deve durar 80 mil quilômetros – no mínimo. Mas para baratear o preço no mercado de reposição para carros usados, houve um consenso de se produzir catalisador projetado para o mínimo de 40 mil.

Claro que muitas oficinas gostaram e não quer nem saber se é catalisador para 80 mil ou para 40 mil. Entrou na oficina, “já passou dos 40 mil, vamos trocar o catalisador”.

E, finalmente, a marca inglesa Lucas decidiu limitar, ninguém sabe porque, a durabilidade dos seus cabos de velas em 40 mil quilômetros.

Profissional analisando quais peças devem ser trocadas nos carros usados
Fique atento na ‘empurroterapia’ dos 40 mil quilômetros! (Foto Shutterstock)

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Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

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