Leis de trânsito: puro surrealismo

O Código de Trânsito serve para regulamentar e organizar tráfego, afim de proporcionar segurança. Mas nem sempre é o que acontece na prática

Por Boris Feldman 07/10/20 às 21h31
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Automóveis transitando na via de mão dupla com os semáforos de luzes verdes (Foto: Shutterstock)

Nossa legislação de trânsito tem vários surrealismos: pode uma mulher, de biquíni, desfilar num Peugeot conversível? Pode. E nua? Pelo Código de Trânsito, pode, só que será atentado ao pudor.

E com sandália de dedo? Não pode: calçado do motorista não pode estar solto atrás; pois é infração média com quatro pontos no prontuário e R$ 130.

E ir em pé no conversível, pode? Não pode, porque está sem o cinto de segurança. Infração com mais pontos no prontuário e menos reais no bolso. Ouvir sonzão no carro pode? Se exceder os decibéis permitidos pelo Contran, é infração.

E com fone de ouvido? Se for motorista, não pode, é infração média.

Mas o surrealismo máximo é o extintor de incêndio, que não é mais obrigatório no automóvel. Porém, se tiver um no carro desrespeitando as especificações, melhor jogá-lo fora para evitar uma infração… Pode?

Automóveis transitando na via de mão dupla com os semáforos de luzes verdes Código de Trânsito
Só no Brasil para existirem algumas Leis de Trânsito de níveis surreais (Foto: Shutterstock)
Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman
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