Como o Peugeot 208 deu a volta por cima?

Sob o guarda-chuva da Stellantis, Peugeot fez um bom trabalho de reconstrução de sua imagem e o 208 apresentou bons números em vendas

Peugeot 208 teve o número de vendas dobrado em 2021
Peugeot 208 teve o número de vendas dobrado em 2021 (Foto: Montagem AutoPapo | Ernani Abrahão)
Por Boris Feldman
31 de janeiro de 2022 07:32

A fusão da FCA (Fiat/Chrysler) com a PSA (Peugeot/Citroën), que resultou na holding Stellantis, criou uma sinergia que beneficiou a todas as marcas sob o mesmo guarda-chuvas.

No Brasil, quem mais se beneficiou por enquanto, foi a Peugeot que lançou em 2019, um novíssimo 208. Talvez o melhor modelo desta marca já apresentado ao nosso mercado.

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Mas o 208 sofria de três problemas:

1 – imagem da marca que não era nada boa;

2- o motor defasado;

2- Muito caro em relação aos concorrentes.

Quando a Stellantis assumiu as rédeas da Peugeot no início de 2021, sua primeira medida foi diminuir o preço relativo do 208, que teve um percentual de aumento de preços durante o ano passado apenas a metade de seus concorrentes.

Nem foi necessário modificar o motor 1.6, um tanto antiquado, mas de bom rendimento.

Resultado: o 208 virou um fenômeno de mercado e em 2021 e teve mais que o dobro das vendas de 2020.

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Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman
5 Comentários
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Yago 16 de fevereiro de 2022

A imprensa reclamou tanto do motor fraco do 208 que agora botaram o turbo. Mas so na versão topo de linha… Ou seja, pra maioria dos consumidores era oferecido um conjunto mecânico muito competente que agora fica com um motor que nao tem nem 100 cv por piti da imprensa. Complicado viu…

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Ale 5 de fevereiro de 2022

Como assim deu a volta por cima? A Peugeot amarga ainda péssima participação nas vendas no mercado, sem que a marca sequer aparece no ranking 2021 da Anfavea, está dentro do “demais marcas”. O motor que o jornalista aponta como o principal problema do 208 continuou no novo modelo, isso é uma afronta ao consumidor que entende o mínimo de carro e quer motores com novas tecnologias de desempenho, confiabilidade (que a Peugeot não tem) e economia e não apenas lanternas e faróis bonitinhos.

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Paulo 3 de fevereiro de 2022

Deu?

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Kleide Pereira Oliveira Costa 31 de janeiro de 2022

Boa tarde!
Eu sou a Kleide,tudo bem?
Eu não tenho carro ainda,estou só namorando o Peugeot 208 ta lindo demais..
Estou tirando a minha carteira de habilitação ainda.

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Marcelo 31 de janeiro de 2022

Acho que os comentaristas subestimam a capacidade dos seus leitores. Vejo vários jornalistas especializados fazendo o mesmo comentário elogiando a estratégia da Peugeot sob o comando da Stellantis. Sou fã das marcas francesas e torço para que todas assim como a Chinesa Caoa Chery, que tb tem apresentado ótimos produtos, conquistem o seu espaço. No entanto, essa certeza dos jornalistas quanto à uma estratégia intencional e genial da Peugeot me parece forçação de barra. Num mercado que está com falta crônica de carros novos, incluindo aí os modelos campeões de venda das concorrentes, é lógico que compradores PF e PJ que precisam de um modelo zero migrem para outras marcas/modelos. Essa “estratégia “ só se provará vencedora quando o mercado tiver com a oferta de novos regularizada, e os compradores podendo exercer seu livre direito de escolha.

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