CEO da Stellantis culpa políticos pela obrigatoriedade de carros elétricos

O CEO do grupo Stellantis, Carlos Tavares, critica abertamente o movimento europeu de ter apenas carros elétricos nas ruas a partir de 2035

chrysler airflow concept branco dianteira parado
O Chrysler Airflow é um dos novos elétricos do grupo Stellantis (Foto: Chrysler | Divulgação)
Por Eduardo Rodrigues
20 de janeiro de 2022 17:42

O chefão do grupo Stellantis, Carlos Tavares, fez vários anúncios em 2021 de carros elétricos para todas as marcas do grupo. Maior parte dos anúncios feitos são para os próximos três anos, as novidades imediatas são poucas e mais focadas nas marcas europeias do grupo.

O executivo demonstrou em uma coletiva de imprensa sua insatisfação com o atual incentivo aos carros elétricos a bateria como o novo padrão nos automóveis. Tavares não acredita que uma guinada para os elétricos seja a forma mais eficiente de combater as mudanças climáticas e reduzir a poluição.

O que está claro é que a eletrificação é uma tecnologia escolhida pelos políticos, não pela indústria (…) Dado o atual mix energético europeu, um carro elétrico precisa percorrer 70 mil quilômetros para compensar a pegada de carbono da fabricação da bateria e começar a alcançar um veículo híbrido leve, que custa metade do preço de um elétrico

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Carlos Tavares aponta também que existem riscos sociais na mudança para os elétricos. Esse tipo de carro usa menos componentes que um equivalente a combustão ou híbrido, o que resulta em um linha de montagem mais enxuta. O resultado disso seria demissões em massa nas fábricas. Ele diz que não pretende fechar fábricas, mas as demissões são inevitáveis.

Outros executivos pensam o mesmo sobre carros elétricos

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Para a Toyota, o hidrogênio e os híbridos são soluções melhores no presente momento (Foto: Toyota | Divulgação)

Outro CEO que demonstrou insatisfação com a obrigatoriedade dos elétricos em grandes mercados foi Akio Toyoda, que está no comando da Toyota. O fabricante japonês vem investindo em híbridos e pilha de combustível a hidrogênio, soluções mais baratas para a redução de emissões.

Recentemente um executivo da Honda norte-americana apontou que a demanda por carros elétricos é menor que aparenta. Ele também acredita que essa mudança na propulsão dos veículos seja forçada pelos políticos e não pela vontade do consumidor.

Para o Brasil a solução pode ser o nosso velho conhecido etanol, o Boris explica:

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14 Comentários
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Waslon 24 de janeiro de 2022

Isso é tudo que os Globalistas querem! Vão provocar demissões em massa, impedir o pobre de ter carro próprio com a lorota de salvar o planeta. Na prática, eles ficarão mais ricos e mais poderosos.

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Geraldo 24 de janeiro de 2022

Vou continuar com meu Fusca.

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Paulo 24 de janeiro de 2022

O Euro 7 não obriga as montadoras a produção de elétricos, mas a não produção de motores a combustão, estão migrando para o elétrico por opção e comodismo.

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RUI SOARES DA CAMARA 23 de janeiro de 2022

O melhor carro do mundo é aquele que faz mais quilometragem com um litro de gasolina. O Tiago 8 plus, faz 100 km só eletrônico e ou 100 km com um litro módulo híbrido.
A Toyota lança carro no Europa híbrido com motor 1.3 que faz 23 km por litro e quando vem para o Brasil.
Coloca o o motor 1.8 do corola híbrido, que só faz 16 km/litro.
Porque não trás o carro como e feito lá fora.

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André Romeiro 23 de janeiro de 2022

As metas de emissões devem ser cumpridas, logo, cada empresa deve desenvolver competências para alcançar as metas. Não importa de que se alimenta o propulsor, o que importa é atingir/duperar os números/metas previstos de emissões. Tavares está desviando se do foco par fazer política. Do que sei político não determinou veículos elétricos e sim metas de emissões para atingimento..

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Alves 23 de janeiro de 2022

Falam que é devido a Ecologia, mas nao pensam na parte da fabricação dessas baterias e no futuro descarte delas. A ideia do carro elétrico é boa, mas não a obrigação de fabricação apenas deles. Existem melhores alternativas no momento. Mas não interessam políticos, que em muitas vezes não entendem nada de nada.

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Fernando 23 de janeiro de 2022

O melhor carro do mundo seria o hibrido a alcool!!
A bateria custa o preço do carro e ele vira sucata!
Fora que, alguns carros elétricos parecem de criança. Não precisamos nos preocupar com isso. Afinal, se as pesquisas eleitorais se confirmarem acaba o clima de incerteza… Teremos certeza que os investidores vão embora pela volta da corrupção e vamos andar de carroça, que não poluie nada!

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Renato 23 de janeiro de 2022

Inocente é acreditar que este governo não tem corrupção, deve ser bom morar em um mundo de fantasia onde um louco no poder pode fazer tudo e na sua percepção ele sempre está certo independente da merda que ele faça, parabéns

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Ruben Dario Merladet Villegas 23 de janeiro de 2022

A questão vem do lado político e dos grandes interesses dos magnatas que querem acelerar as mudanças e virar a mesa para enriquecer ainda mais. Essas tecnologias não se mostraram confiáveis ou acessíveis para a maioria, nem mostram a dores de cabeça que podem causar. Quando esses espelhos coloridos, tão complexos em sua tecnologia, começam a causar problemas porque a obsolescência programada ainda está em vigor, porque a roda do consumismo e da economia deve continuar girando, o discurso sobre sustentabilidade e ser amigável com o ambiente cairá, pois ainda haverá muito lixo não reciclado.

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Fabs 22 de janeiro de 2022

Além de terem a mão na tecnologia, países europeus querem quebrar os países grande produtores e donos de petróleo como os eua, e países Árabes, que são donos da fortuna que o petróleo gera.

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Fernando Carlin 22 de janeiro de 2022

Um carro híbrido, a etanol e celulas de hidrogênio, são sem dúvidas, a melhor alternativa para o Brasil.

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Miguel Real 21 de janeiro de 2022

Não, não é essa a realidade nem a verdade. Porque é que a industria, (que ao longo das decadas criou milionarios com os imensos lucros), não adoptou a tecnologia da Bosch com 20 anos já para reduzir a poluição ? porque não fizeram o que e Tesla fez? só porque andaram a aldrabar as pessoas e as normas de poluição e como a Tesla mostrou a electrificação de veiculos já poderia ter começado faz 20 anos. Se a China consegue o Ocidente não? por cá ainda temos comboios a diesel porque e para 300km entre Porto e Lisboa para ser rapido só de avião poque não de comboio tipo TGV? até aviões electricos ja testaram e vão aparecer no mercado juntamente com o Hidrogenio é necessario diversificar as fontes energeticas, (na EDP em 2021 75% é renovavel !!!). e porque não instalam mais solar nos edificios publicos na CP, nos Metros …

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Airplane 20 de janeiro de 2022

Os citados executivos da Stellantis, Toyota e Honda estão certos: os carros elétricos (BEV) estão sendo empurrados goelas abaixo das montadoras e dos consumidores por políticos que nada entendem de automóveis !

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Santiago 20 de janeiro de 2022

Também sou crítico dessa massificação irresponsavel e às pressas dos automóveis à bateria.
Certamente existem vários interesses políticos e setoriais, não explicados, por trás dessa pressa toda.
E não é por falta de outras opções, já viáveis e muito mais em conta.

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