Sanções forçam Lada a paralisar produção na Rússia

Sanções impostas pelos países da Europa afetaram as operações das fábricas da Lada; Grupo Renault também foi prejudicado com as paralisações

A Lada lidera o mercado automotivo russo há mais de 50 anos
A Lada lidera o mercado automotivo russo há mais de 50 anos (Foto: Lada | Divulgação)
Por Bernardo Castro
10 de março de 2022 15:02

Após fabricantes como a Volkswagen, por exemplo, anunciar a paralização em sua fábrica por falta de insumos, o setor automotivo russo também começa a sentir os impactos da invasão à Ucrânia. Em decorrência das sanções impostas por diversos países a Lada foi obrigada a interromper suas produções nas fábricas em Tolyatti e Ijevsk nos dias 5, 9 e 11 de março.

Um porta-voz da AvtoVAZ informou que os funcionários dos setores impactados receberão uma renda parcial, ou serão dispensados durante o congelamento da produção. Setores de atendimento ao cliente, por exemplo, não foram afetados.

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A planta de Tolyatti foi autônoma, inclusive, no período da Guerra Fria, mas nas últimas décadas a fabricante se tornou cada vez mais dependente das importações. Segundo o The Wall Street20% das peças para produção, como componentes eletrônicos por exemplo, chegam na Rússia através de importação, o que tornou o acesso mais difícil devido às sanções impostas ao país governado por Vladimir Putin.

Paralização da Lada impacta Grupo Renault

Um dos principais fornecedores da Lada são as fábricas romenas da Renault, que produzem os veículos da Dacia.

De acordo com o site oficial da Renault, a marca Russa tem mais de 300 concessionárias em seu país e está presente em outros 20 com cinco modelos diferentes. A Lada é líder de vendas na Rússia há mais de 50 anos e no ano passado comercializou mais de 350 mil exemplares no país, representando 21% da venda de carros 0 km.

Isso faz do mercado russo o segundo maior — atrás apenas da França — para o Grupo Renault. Estima-se que a montadora foi responsável por 12% das vendas do grupo francês no ano passado e gerou lucro de U$ 181 milhões para a empresa. Com a guerra na Ucrânia, além da queda no faturamento, as ações da Renault já caíram 35%.

A AvtoVAZ não comentou qual o real impacto as sanções tiveram sobre a empresa, mas afirmou que continua monitorando a situação. As coisas pioram à medida que a guerra se estende e, de acordo com fontes russas, sem o apoio da Renault a AvtoVAZ pode levar meses ou até mesmo anos para se recuperar.

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