Toyota se recusa a abandonar tecnologia de 25 anos – e se dá bem

Marca insiste em configuração de bateria que está ultrapassada, mas conseguiu prolongar o seu uso e reduziu custos de produção

motor toyota prius 1997
Motor da primeira geração do Toyota Prius (Foto: Toyota | Divulgação)
Por AutoPapo
29 de novembro de 2021 20:33

A Toyota “bebeu água limpa” quando lançou o Prius, seu carro híbrido, há 25 anos. O modelo foi um sucesso comercial estrondoso. Hoje, a marca japonesa é uma das poucas que ainda não está apostando suas fichas em modelos totalmente elétricos, e vai além: ainda insiste em baterias de níquel-hidreto metálico, tecnologia já abandonada pelas concorrentes em favor das baterias de íon-lítio.

Mas essa jogada tem um aspecto positivo: a Toyota conseguiu desenvolvê-las o que permite que ainda sejam utilizadas em novos carros com algumas vantagens.

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Segundo a Automotive News, a “nova” tecnologia é chamada de bateria bipolar de níquel-hidreto metálico, a configuração atualizada utiliza um novo design estrutural que não apenas a torna mais poderosa, mas também mais compacta. O novo design é 1,5 vezes mais poderoso do que antes e permite 1,4 vezes mais células no mesmo espaço.

A Toyota planeja lançar uma nova geração de baterias de íon-lítio a partir de 2025, junto com baterias de estado sólido – essas sim, um salto em capacidade e tempo de recarga. A desvantagem desse último é que eles provavelmente serão mais caros no início. Levará algum tempo para reduzir os custos.

Enquanto isso, a Toyota consegue prolongar a vida útil de seus produtos com um custo mais baixo do que a de seus concorrentes.

Toyota ‘ignora’ carros elétricos

A Toyota é um dos fabricantes de veículos que menos investiu em carros elétricos nos últimos anos. A marca japonesa investe pesado é nos híbridos, que mesclam motores elétricos e a combustão, e nos veículos a hidrogênio, com tecnologia de célula de combustível.

Porém, vale lembrar que esses modelos têm propulsão elétrica: a diferença é que, em vez de necessitarem de recargas em tomadas e de baterias, eles produzem a própria eletricidade a partir do hidrogênio, por meio de reações químicas.

Foi só recentemente recentemente que a Toyota entrou no segmento dos carros elétricos tradicionais com o bZ4X. Ele utiliza baterias que, segundo o fabricante, têm vida útil mínima de 10 anos. O modelo será produzido no Japão e chegará ao mercado global em 2022: por enquanto, ainda está na fase de protótipo.

Toyota Prius: como é dirigir um carro híbrido? Boris Feldman explica!

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6 Comentários
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Milton Quadros 4 de dezembro de 2021

As tecnologias alternativas aos combustíveis
fósseis são boas e estão bem desenvolvidas, mas as corporações e governos vendidos logo as igualam as mais caras. Foi assim com o álcool e o GNV, com preços igualados aos mais caros do mercado internacional, e até acima, é será assim com a eletricidade automotiva.

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Aldovan 2 de dezembro de 2021

A tecnologia da Toyota tem 25 anos…
Mas a tecnologia da Tesla tem mais de 100 anos…
Nada de novo por enquanto….
E carro elétrico a bateria é uma tecnologia obsoleta, não vingará…

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Victor 1 de dezembro de 2021

Toyota malandramente certa. Se já temos crise elétrica só porque diminuem as chuvas, imaginem quando carros elétricos forem populares e a demanda por energia aumentar.

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Arthur Menezes Silvares 2 de dezembro de 2021

Concordo com vc.
Vejam o que aconteceu com o álcool e agora com GNV.
Pensou- se que seríamos auto suficientes e foi só Blá , Blá.
Infelizmente nossas “otoridades” não conseguem prever as necessidades do futuro e acabam destruindo
boas ideias e projetos que seriam bem sucedidos.
Simplesmente tiram os incentivos e aumentam impostos.

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ROBSON DO CARMO KLEM 5 de dezembro de 2021

Energia solar fotovoltaica.

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Strady 30 de novembro de 2021

Também penso como a Toyota. A transição deve ser lenta, isso se não mudar tudo para o hidrogênio.

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