Mudanças na Honda em 2022: Civic para e City hatch substitui Fit

Além da marca japonesa, Stellantis - com Peugeot e Fiat - e Chevrolet terão novidades em breve; alguns modelos sairão de linha

Honda Fit deve ser substituído pelo novo hatch City
Honda City hatch entrará no lugar do Fit (Foto: Honda | Divulgação)
Por Fernando Calmon
21 de maio de 2021 10:30

Modelos que entram e saem do mercado este ano é um cenário em constante mudança, conforme se cruzam fontes e informações. Como já expliquei, as novas exigências para emissões evaporativas dentro do programa Proconve PL 7 inviabilizam o investimento em modelos mais antigos. Entretanto, há outras condicionantes a exemplo da dinâmica de oferta de produtos e razões industriais para abrir espaço a versões mais evoluídas.

A Honda para de produzir Fit e Civic ao longo do próximo ano. Mas enquanto este sai de cena na esteira de dificuldades para os sedãs, aquele será substituído pelo City hatch, mas não em 2021. Primero vem o novo City sedã, no final do próximo semestre, com objetivo também de atrair os fãs do Civic.

VEJA TAMBÉM:

O novo HR-V terá produção iniciada no primeiro trimestre do próximo ano na fábrica de Itirapina (SP). WR-V continuará em linha e deverá mudar em 2023.

  • Boris Feldman também comenta mudanças na linha Honda:

Hyundai ix35, versão defasada do Tucson, será descontinuado em 2022.

Outros que resistirão no mercado no próximo ano são os Onix Joy e Joy Plus. A nova picape intermediária só chega em 2023, produzida na fábrica de São Caetano do Sul (SP).

Fiat continuará a produzir em Betim (MG) o furgão Fiorino e este receberá atualização em 2022. A oferta dos chamados CDV (sigla em inglês para Furgões Derivados de Carros) está restrita hoje ao modelo italiano e ao Peugeot Partner.

Agora em setembro a picape média Peugeot Landtrek começa a ser vendida na Argentina e há chance de lançamento no Brasil até o fim deste ano ou começo de 2022.

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Picape Peugeot Landtrek: chances de vir para o Brasil (Foto: Peugeot | Divulgação)

II Década Mundial de Ações de Segurança no Trânsito

Maio Amarelo é uma tradição que se consolida ano a ano em prol de reduzir acidentes e mortes no trânsito. A nova iniciativa da ONU lança um desafio a se repetir em cada país: entre 2021 e 2030 diminuir em 50% aqueles índices.

Segundo o consultor em programas de segurança no trânsito, J. Pedro Correa, as ações sugeridas desta segunda década ainda estão em nível de rascunho. Ele destaca três entre vários tópicos: coordenação, estatísticas e transparência.

“Qual é a instituição brasileira com lastro suficiente, boa estrutura e capacidade de levar adiante esta grande missão? De pronto, o único nome que consigo imaginar é o do Denatran. Afinal, trata-se do líder do Sistema Nacional de Trânsito, faz parte do Ministério da Infraestrutura, mas dispõe de equipe reduzida e possivelmente não tenha previsto o orçamento adequado para a década”, afirma.

O Instituto Mobih, fundado em São Paulo em 2017, lembra que o movimento nas grandes cidades caiu em todo o mundo em razão da pandemia da covid-19. Porém, neste Maio Amarelo o instituto e o Lots Group alertam: preservar vidas é o único movimento que não pode parar. O grupo brasileiro Tecnowise também apoia a iniciativa.

Alta roda

DESORGANIZAÇÃO do mercado em 2021 com a paralisação de fábricas no Brasil de forma não homogênea, atingindo mais alguns modelos do que outros, vem levando a uma clara distorção. Um exemplo é o crescimento acelerado da participação de SUVs nas estatísticas. Isso não se sustenta. Embora estes modelos estejam em ascensão, só quando a produção se normalizar será possível fazer análises mais precisas. Possivelmente só em 2022.

MODELO de alto valor agregado, o Land Rover Range Rover Evoque voltará a ser produzido na fábrica do Grupo JLR, em Itatiaia (RJ), no último trimestre deste ano, ao lado do Discovery Sport. O Evoque esteve em produção no Brasil entre 2016 e 2019. Apesar de baixo conteúdo local, a desvalorização do real assegura agora competividade à marca inglesa na montagem local. Os dois SUVs oferecem motores turbo flex.

RENAULT STEPWAY responde hoje por 20% das vendas do Sandero, embora a marca francesa o tenha posicionado como modelo independente. A versão automática, com câmbio CVT de seis marchas, tira algum fôlego do modelo, mais sentido na estrada com carga total.

O vão livre do solo reduziu-se de 18,5 para 14,5 cm em razão do câmbio, porém o visual não se alterou em relação ao câmbio manual, embora exija mais cuidados ao passar por lombadas ou valetas. Bancos estão mais confortáveis. Direção eletro-hidráulica é mais pesada que uma puramente elétrica.

PRIMEIRO carro 100% elétrico da Volvo, o XC40 Recharge chega em setembro por R$ 389.950 (preço de hoje a corrigir no lançamento). Os dois motores, um em cada eixo, totalizam 408 cv e 67,3 kgfm.

Bateria de 75 kWh permite alcance de até 418 km, segundo a fabricante. No entanto, em velocidades mais altas em estrada dificilmente essa distância será alcançada. Carregador de parede e instalação estão incluídos no preço acima apenas para primeiras 300 unidades vendidas.

volvo xc40 recharge parado com carregador ligado
Volvo XC40 é o primeiro elétrico da Volvo no Brasil (Foto: Volvo | Divulgação)

BASF acaba de desenvolver tecnologia de tintas que evitam bloqueios ou mau funcionamento dos sensores lidar. Estes são fundamentais para os autônomos ao medir com grande exatidão a distância entre veículos.

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5 Comentários
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Wendel 23 de maio de 2021

O novo modelo de civic será vendido no Brasil a partir de junho, acho pouco provável que uma eventual decisão de tirá-lo do mercado, proceda, ou até mesmo resista , a momentos co.o este e números de vendas que o modelo possui.

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Luciano 21 de maio de 2021

Na minha opinião tirar o Fit de linha e colocar o City que nunca pegou aqui no brasil é um equivoco. Em 2012 eu tive a infelicidade de comprar um city. Andando na cidade até dava para rodar. Mas como o próprio nome já diz… Fui fazer uma viagem para SP com a família (2 adultos e 2 adolescentes + bagagens) toda cabeceira de ponte a parte traseira batia no fim de curso (lata com ferro SEM nenhum batente); Nos estacionamentos de 45º pegava o bico; na entrada da garagem também; Nas lombadas, pegava o escapamento; O ruído interno da rodagem do carro é tanto que a Honda chegou a colocar uma feature no som para aumentar conforme o carro aumentava a velocidade. Resumo: Após a viagem troquei ele numa camionete de tanta raiva que passei. Carro muito bonito, porém não serviu para o meu uso. Alguns anos depois a minha esposa comprou um Fit e apesar de ele ter a suspensão bem dura foi bem melhor que o city.

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Maria Alice 25 de maio de 2021

Comprei meu fit esse ano estou amando o carro espero que continue fabricando afinal de contas não se mexe no que tá ganhando.

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mario luis 21 de maio de 2021

uma grande mancada irá fazer a Honda se isso se confirmar, um usuário de sedan médio jamais irá comprar um sedan compacto, no meu caso específico por ser usuário de Civic, estou no meu terceiro, irei migrar para outra marca, lamentável…

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Eduardo Teixeira Küll 21 de maio de 2021

Entendo, embora não aceite, a motivação na parada da produção do Civic, mas este, assim como foi com Golf/Polo, ser substituído por City, é um engana trouxa sem tamanho. Civic, assim como foi o Golf, tinha uma plataforma bem mais sofisticada, já produzida aqui, o que em tese ajudaria a produção da nova geração aqui, baixando os custos, mas ao se optar por produzir um compacto embanheirado, em plataforma mais simples, embora mais nova, fora os empobrecimentos notórios no interior, em especial no quesito acabamento, o que temos mesmo é apenas e tão somente a entrega ao consumidor de um produto de segmento inferior onde o único ponto de intersecção entre o modelo maior e menor é o ganho no preço para a montadora. Carros compactos no Brasil já estão passando fácil de VINTE MIL DÓLARES, e isso se considerarmos o dólar atual que, eventualmente pode recuar um bom tanto em sua cotação.

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