Carro no sol: 10 dicas fundamentais para evitar que ele fique detonado!

No trabalho ou em casa, muitos motoristas não contam com vaga coberta para proteger seus automóveis, mas esses macetes irão te ajudar a preservá-lo

carro estacionado no sol
Carro exposto ao 'astro-rei' pode ficar com a pintura e o interior detonados (Fotos: Shutterstock)
Por Fernando Miragaya
21 de março de 2022 09:17
Especial para o AutoPapo

O verão está no fim, mas o sol continua impiedoso, principalmente em cima do seu carro. Composta de ondas magnéticas e elétricas, a luz solar emite raios infravermelho (IR) e ultravioleta (UV) – conforme o horário. Esses tipos de radiação aceleram a decomposição e o envelhecimento de componentes orgânicos, como plásticos, fibras sintéticas e tintas, ou seja, podem afetar várias partes do carro no sol.

É possível minimizar tais efeitos com algumas dicas básicas. São soluções simples, procedimentos de limpeza e mudanças de hábitos que podem preservar as partes plásticas e metálicas, além da pintura do veículo. Confira 10 cuidados com o carro ao sol.

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1. Olho no relógio e na sombra

Claro que a primeira dica é tentar deixar o carro sempre na sombra. Mas saiba que, para a pintura, o pior horário para o carro no sol é entre 10h e 15h. Este período é quando a luz natural traz mais raios ultravioleta, que têm maior poder para acelerar o envelhecimento de componentes orgânicos, como plásticos, fibras sintéticas e… tintas.

Não que o infravermelho (IR), que tem maior incidência até as 10h da manhã e depois das 15h, seja mais bonzinho. Mas ele tem maior incidência na decomposição de partes plásticas e de borrachas.

2. Isolamento

protetor de painel para carro no sol

Soluções simples podem preservar as peças plásticas da cabine do carro por mais tempo. Películas nos vidros (dentro do permitido por lei) minimizam a sensação implacável do astro-rei e diminuem o calor no interior do veículo. Até aquele velho protetor aluminizado que vendem nos semáforos para proteger o para-brisa vale, pois ele reflete os raios solares.

Isso porque, além da radiação, a cabine de um carro no sol por muitas horas pode registrar temperaturas de até 80 graus Celsius. Esse efeito “panela de pressão”, em conjunto com os raios solares UV e IR,  afetam os materiais plásticos do painel e das portas. Com o tempo, ficam ressecados e até mais rígidos.

3. Hidratação plástica

Outra forma de proteger as partes plásticas (dentro e fora do carro) é fazer uma limpeza e hidratação regulares. Com um pano seco, tire a poeira das peças e depois passe um pano úmido à base de água e sabão neutro.

A maioria dos fabricantes não recomenda o uso de produtos de limpeza para plástico, mas alguns especialistas indicam aplicar uma leve camada de substâncias de marcas confiáveis e conhecidas como forma de proteção dos raios solares.

4. Tecidos

Com o tempo, o carro no sol pode deixar os revestimentos de tecidos manchados e até amarelados. Aqui, além da película dos vidros – que, novamente, minimiza os estragos nos bancos -, vale fazer também uma limpeza regular dos assentos e encostos.

Pelo menos uma vez por semana use aspirador de pó nos bancos, carpetes, assoalhos e no revestimento que cobre o porta-malas. Se algum líquido foi derramado, limpe rapidamente o excesso com um pano úmido e depois passe uma solução com sabão neutro. Depois disso, o carro deve ficar com a portas abertas e na sombra para a secagem.

5. Couro

interior de carro no sol

Passe uma flanela seca uma vez por semana nos acabamentos de couro do veículo (bancos, volante, manopla do câmbio, painéis) para retirar o pó. No caso de couro claro (marrom ou bege), a dica é usar pano úmido com sabão neutro, e depois secar as susperfícies com um pano seco.

Para se proteger do sol, o couro precisa de hidratação. Porém, só use produto específico e de marca confiável – e em pouca quantidade, nada de besuntar os bancos. Aplique um pano seco e limpo após a secagem para dar um efeito mais brilhante. Lembre-se que os raios solares podem provocar rachaduras e desbotamento no material.

6. Borrachas

O excesso de sol é nocivo para as borrachas, principalmente as externas. Os raios aceleram a perda de vulcanização do processo de cola das borrachas, que podem ficar ressecadas e apresentar ranhuras ao longo do tempo – especialmente os revestimentos que fixam os vidros e o para-brisa.

Uma sugestão para o carro no sol é manter essas borrachas sempre limpas e passar um pano úmido uma vez por semana. Alguns especialistas recomendam, após a limpeza, a aplicação de uma finíssima camada de silicone ou glicerina, com cuidado para não deixar escorrer para os vidros.

7. Pneus

Os pneus têm maior resistência às intempéries climáticas e também ao sol escaldante, mas é sempre recomendável dar uma reforçada. Após lavar o carro, vale aplicar uma leve camada de limpa-pneu na borracha em volta do aro, porém com substâncias à base de água e não à base de óleo.

8. Teto-solar

O equipamento demanda produto específico para hidratação à base de vaselina – as soluções são recomendadas pelos fabricantes e vendidas nas concessionárias.

9. Cromados

Os raios IR e UV podem deixar manchas nas partes cromadas ou, pior: acelerar o processo de oxidação de tais peças. Faça uma limpeza regular semanal. Depois de tirar o excesso de sujeira, aplique uma solução com sabão neutro ou produto específico para peças cromadas, que deixam uma camada protetora para o carro no sol.

Use um pano úmido em seguida e uma flanela seca para dar aquele brilho.Produtos à base de solventes ou com álcool em sua composição são terminantemente proibidos para os cromados. Palha de aço, nem pensar.

10. Pintura

Craqueamento do verniz, delaminação, foto-oxidação ou descoloração só são alguns dos termos assustadores que o sol pode fazer com a pintura do seu carro. Para piorar, as “caquinhas” de passarinho em conjunto com os raios solares resultam em uma combinação quase apocalíptica para deixar a lataria manchada.

Sempre que possível, remova o excesso de poeira que fica sobre a superfície da carroceria. Aquela camada fina de pó parece inofensiva, mas em combinação com a poluição do ar e o sol podem desencadear um efeito ácido na pintura.

Ao mesmo tempo, lave o automóvel a cada uma ou duas semanas, sempre na sombra e com a carroceria fria. E a cera automotiva também é uma forma de proteger o carro do sol, já que deixa uma camada na superfície que ajuda a minimizar os efeitos dos raios e também a remover algumas sujeiras superficiais.

  • Boris fala sobre vitrificação de pintura. Confira:

Testes

De qualquer maneira, todos os componentes dos carros são sujeitos a testes de durabilidade para aguentarem o sol. As montadoras fazem essas simulações dentro de câmaras especiais que simulam os raios solares e até aquecimento. Mesmo assim, vale ter um cuidado extra, ainda mais se seu carro dorme na rua e fica muito exposto ao astro-rei.

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3 Comentários
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Fernando 26 de março de 2022

Sábias dicas. Inclusive recomendo a colocação de calhas de chuva. Concordo que são feias (já foram bem mais, quando usavam alumínio e eram como toldos kkk). Sob o sol, poder deixar uma mínima fresta, ajuda a dissipar o ar quente sob o interior do veículo.

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HALF 21 de março de 2022

Dica: NUNCA entre num veículo deixado ao sol e simplesmente ligue o AR e saia por aí sem antes abrir os 4 vidros! É sério gente! Isso poder trazer sérios males desde problemas nos globos oculares como ate Câncer, pois o plástico aquecido libera bisfenol que altamente nocivo a saúde. Um abraço a todos!

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Osmarino moreira 28 de março de 2022

Parabéns pelo comentario

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