Corolla Cross e VW Taos são melhores e mais baratos nos EUA

O Toyota Corolla Cross e o Volkswagen Taos foram lançados recentemente nos dois países; conferimos o que as versões vendidas no Brasil têm de diferente

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O Corolla Cross dos EUA parece igual ao brasileiro por fora, mas esconde mudanças significativas. (Foto: Toyota | Divulgação)
Por Eduardo Rodrigues
04 de junho de 2021 15:13

Já se foi o tempo que o Brasil demorava a receber os carros novos depois de serem apresentados no exterior ou de receber desenhos novos em plataformas antigas. Muitas vezes até recebemos alguns carros antes de mercados grandes, como foi o caso do Corolla Cross que estreou aqui antes dos EUA. A nacionalização de plataformas modulares modernas é um dos segredos para essa chegada rápida de produtos novos ao nosso país.

Mas o Brasil ainda fica atrás em alguns detalhes, o lançamento do Volkswagen Taos e do Corolla Cross nos EUA mostram que as versões vendidas no Brasil não vieram com tudo que esses modelos podem oferecer. Mudanças vão desde equipamentos de conveniência a diferenças mecânicas maiores.

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Toyota Corolla Cross com suspensão multilink?

O SUV da Toyota que pega carona no nome do sedã foi apresentado na Tailândia em julho de 2020, em março de 2021 e só agora em junho foi lançado nos EUA. O Brasil pode ter rido primeiro, mas os EUA riu melhor. Enquanto aqui o Corolla Cross causou controvérsia por usar suspensão com eixo de torção na traseira e um freio de estacionamento mecânico acionado por pedal, os norte-americanos receberam uma versão mais completa do SUV.

Começando pela mecânica, o motor 2.0 Dynamic Force aspirado e a transmissão CVT com primeira marcha física são iguais. Entretanto o Corolla Cross fabricado em Huntsville, Alabama, oferece opção de tração integral que vem junto de uma suspensão traseira independente.

A tração integral é uma exigência nos EUA de consumidores que moram em regiões onde neva. O eixo de torção é mantido igual ao brasileiro na versão 4×2. Os preços do Corolla Cross nos EUA ainda não foram divulgados

Menos itens de conveniência e segurança para o Brasil

O freio de estacionamento por pedal é mais comum nos EUA que no Brasil, por causa das popularidade das picapes e dos finados sedãs com bancos inteiriços. Porém o pedal extra não chegou a passar na imigração e o Corolla Cross estadunidense vem com freio de estacionamento eletrônico. Perdido na tradução também ficou a motorização híbrida, que está prevista para chegar aos EUA em 2022.

O pacote de equipamentos oferecido nos EUA acrescenta itens interessantes que não são oferecidos no Brasil nem no modelo topo de linha XRX hybrid. Dentre eles podemos destacar o sistema de som JBL com subwoofer, bancos dianteiros com aquecimento, abertura motorizada do porta-malas e lanternas em LED.

O pacote de segurança Toyota Safety Sense 2.0 que vem apenas no Corolla Cross híbrido no Brasil é de série no exterior. Na versão intermediária deles é acrescentado também o assistente de ré com detecção de pedestres e frenagem automática.

Observando as fotos do lançamento do Corolla Cross nos EUA notamos um detalhe de acabamento ausente nos Corolla Cross equipados com motor 2.0 no Brasil: a manta acústica no capô. Um item estranho de ser eliminado nessa motorização já que ela é mais ruidosa que o conjunto 1.8 híbrido e essa manta vem no sedã.

O Corolla Cross não teve o preço divulgado nos Estado Unidos, mas estimativas da imprensa local apontam valores entre 24 mil dólares e 29 mil dólares (R$ 121 mil a R$ 146 mil). Por aqui, os preços vão de R$ 143.490 a R$ 184.490.

Volkswagen Taos: igual, mas diferente

O Volkswagen Taos estreou nos EUA para ser o carro de entrada da marca, servindo como substituto indireto do Golf. Por lá ele conta com uma gama mais ampla de versões, com três modelos diferentes.

A única motorização oferecida no Taos estadunidense é o 1.5 TSI Evo de 160 cv, motor que substituiu no exterior o 1.4 TSI fabricado no Brasil. O motor 1.5 faz parte da família EA211, mas recebeu atualizações para ficar mais eficiente como a taxa de compressão maior, a turbina de geometria variável, desligamento de cilindros e a capacidade de alternar entre os ciclos Otto e Miller.

As transmissões oferecidas são diferentes também. O Taos de tração dianteira vem com uma caixa Aisin de oito velocidades, já os modelos equipados com tração integral recebem a DSG de sete marchas. No Brasil apenas a Aisin de seis marchas é oferecida e não podemos levar o Taos com tração integral.

Semelhante nos equipamentos, mais barato nos EUA

No nível de equipamentos o Taos fabricado fica perto do feito no México para os EUA, o nosso Highline é equivalente ao SEL americano enquanto o nosso Comfortline parece estar num nível intermediário entre os SE e SEL deles.

A maior diferença encontrada na lista de equipamentos é a oferta de ar-condicionado manual com zona única nos modelos S e SE, enquanto no Brasil todos Taos contam com ar-condicionado digital de duas zonas. Eles levam vantagem por contar com rádio por satélite, serviço indisponível no Brasil, e por ter leitura de placas de velocidade.

O Taos S tem preço inicial de 22.995 dólares, equivalente a cerca de R$ 116.327 em conversão direta. O Taos SE parte de 27.245 dólares (R$ 137.827), o nosso Comfortline parte de R$ 154.990 como referência.

Já o topo de linha SEL tem preço inicial de 31.490 dólares (R$ 159.301), o Highline vendido no Brasil custa R$ 181.790.

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8 Comentários
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Vinhas 12 de dezembro de 2021

Enquanto os trouxas dos braseiros pagarem tão caro pelos nossos carros nós sempre seremos enganados..nos EUA os veículos são mais baratos que aqui e o salário no mínimo três vezes mais que o nosso.fica fácil entender quem está sendo enganado.e o que é pior a qualidade dos materiais empregados na fabricação dos nossos carros cada vez pior…como não ser saudosista e apreciar carros que fizeram história como os ford Galaxie Landau; Vectra; Fiat Tempra e tantos outros…

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Humberto 5 de junho de 2021

Enquanto tiverem otários para pagar esses valores absurdos eles continuaram vendendo. Os americanos continuam sendo beneficiados com preços mais justos e produtos mais completos. O que pra mim mostra ser um país mais sério e justo com com seu povo. É um absurdo a quantidade de impostos que se paga no Brasil. Como ouvi de um Youtuber ontem, carro no Brasil aos poucos tá voltando a ser artigo de luxo por mais simples que seja, pois o poder aquisitivo do povo não estar conseguindo acompanhar. Sem falar no preço dos combustíveis que está fazendo muita gente vender seu carro ou mesmo encosta – lo na garagem.

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Vinhas 12 de dezembro de 2021

Com certeza veiculos virando artigo de.luxo..como era ha 20 anos atras .continuando assim daqui a pouco nem a classe média terá condições de.manter um carro…

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Lázaro albino da silva 5 de junho de 2021

E por isso que a jeep nada de braçada aqui no Brasil. Sem dúvida nenhuma melhor preço beneficio a jeep oferece tecnologia potencia segurança e tem preços competitivos.

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Giovani 5 de junho de 2021

O “Caos” foi classificado como esquecível pela imprensa americana, o Corolla freio de mão no pé nem se fala. Como já falaram aqui a Jeep está com o carro totalmente alinhado com o que tem de mais moderno nos mercados de primeiro mundo em e considerando nosso mercado como um dos principais com a fábrica aqui, e não trazendo do México ou da Argentina ou fechando fábrica como a Ford fez por incompetência de um monte de carroça que estava vendendo.

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IVAN VASCONCELLOS 4 de junho de 2021

Enquanto o brasileiro mantiver o complexo de vira latas e continuar comprando carro pelo nome, sem procurar se informar antes, vai ser assim. Azar o nosso,né?

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Eduardo Teixeira Kull 4 de junho de 2021

No caso da Toyota, economia porca desde o Corolla, que aqui perdeu as saídas de condicionado atrás e o freio de estacionamento eletrônico, limado no modelo Cross também. Na VW, perdeu-se a oportunidade de termos um motor mais moderno ainda do que o atual, só fizeram mesmo um modelo mais caro que seus rivais. Tudo, na base de “o trouxa do consumidor que se lasque”. Que é a mesma ideia canalha e dizer que o City “substitui” o Civic. Só se for no preço, e no lucro, para a montadora.

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max 4 de junho de 2021

O nome disso se chama RACISMO TECNOLÓGICO.

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