Esses emblemas já foram status, mas hoje estão fora de moda

Emblemas servem para identificar os carros, mas também são usados como símbolo de status para ostentar tecnologias. Confira alguns que não são mais usados

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Qual foi a última vez que você viu um "16V" em um carro novo? (Foto: Fiat | Divulgação)
Por Eduardo Rodrigues
11 de dezembro de 2021 13:03

De tempos em tempos, são introduzidas novas tecnologias nos carros e que logo viram item de desejo entre os consumidores. Os fabricantes aproveitam para fazer emblemas com isso: muitos consumidores gostam de ostentar que seu carro possui  o que há de mais moderno.

O progresso faz que algumas novidades virem padrão e, assim, esses emblemas deixam de aparecer e dão lugar a outros. Um emblema que ainda resiste nos carros atuais é o “flex”, mas outros já sumiram — ou estão caindo em desuso. Listamos alguns deles.

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1. Câmbio automático

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Hoje o consumidor trata o câmbio automático quase como uma obrigação (Foto: Chevrolet | Divulgação)

Quem não se lembra do emblema “Automatic” que vinha nos Chevrolet Opala equipados com o câmbio automático de 3 marchas? Quando essa caixa foi trocado pela ZF de 4 velocidades o emblema virou um “Automatic-4”.

Até pouco tempo, o Renault Duster ostentava um emblema do tipo, mas hoje quase não vemos mais isso. Uma exceção é nos carros da Fiat e Jeep, com os “AT6” e “AT9” na traseira dos carros para indicar a quantidade de marchas. A novíssima Strada CVT traz um “AT” na traseira por não contar com rivais diretos.

2. 16 válvulas

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Quatro válvulas por cilindro agora é norma (Foto: Chevrolet | Divulgação)

Motores com quatro válvulas por cilindros tendem a ser mais eficientes. Quando o Tempra estreou esse tipo de cabeçote no Brasil veio junto de um emblema 16V na traseira. Nos anos 1990, os motores multiválvulas se popularizaram, todos identificados pelo emblema.

Junto veio a preocupação — exagerada — dos consumidores com gasto extra em caso de arrebentar a correia dentada e empenar as válvulas. Apenas os carros japoneses não ostentavam tal emblema, isso é até considerado um motivo para o Toyota Corolla e o Honda Civic não sofrerem o preconceito que outros carros 16 válvulas sofriam.

3. Injeção eletrônica de combustível

fiat tipo 16v vermelho traseira
Esses emblemas indicavam a presença da injeção eletrônica ou o tipo de sistema usado (Foto: Fiat | Divulgação)

Quando a injeção eletrônica chegou ao Brasil veio junto uma diversidade de emblemas colados nos carros: EFI, MPFI, MPI, IE, i… Alguns indicam apenas a presença da injeção, outros especificam o tipo. Um exemplo era na Chevrolet: os EFI usavam injeção monoponto enquanto os MPFI usavam uma multiponto mais moderna.

Hoje em dia esses emblemas sobrevivem por tradição nos carros da BMW e no Volkswagen Golf GTI (infelizmente vendido apenas fora do Brasil). A bola da vez é a injeção direta, mas são poucos os carros que ostentam esse sistema de alimentação – a VW, com o TSI ,e a Hyundai, com o TGDI, são exemplos.

4. Comando de válvulas variável

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O comando variável é uma artimanha para dar mais elasticidade aos motores (Foto: Honda | Divulgação)

É impossível falar de qualquer Honda esportivo sem associar ao VTEC, famoso sistema de variação no comando de válvulas que cria uma segunda personalidade aos carros mais bravos da japonesa. A rival Toyota ostentou por muitos anos o emblema “VVTI” no Corolla, na Mitsubishi o equivalente é o Mivec e na BMW é o Vanos.

Hoje os comandos variáveis e variadores de fase estão cada vez mais comuns. Difícil é achar um motor novo que não conte com isso.

O Toyota Corolla, por exemplo, não ostenta mais o VVTI e traz apenas o nome do modelo na traseira. A tecnologia que ele traz em um emblema é a híbrida nas versões com esse tipo de propulsão.

5 Motor diesel com gerenciamento eletrônico

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Em 2005 a norma Euro 3 entrou em vigência no Brasil e obrigou os motores diesel adotar gerenciamento eletrônico (Foto: Chevrolet | Divulgação)

Nas picapes, a traseira da caçamba é uma vitrine. Está lá um adesivo grande indicando ser 4×4, pode vir o nome de uma edição especial e, por alguns anos, vinha um “Electronic” colado lá. Isso começou em 2005, com uma mudança na legislação do controle de poluentes.

Naquele ano, as picapes Chevrolet S10 e Ford Ranger passaram a adotar um sistema de gerenciamento eletrônico e injeção do tipo Common Rail para reduzir as emissões. Nos anos seguintes, as picapes médias ostentaram o emblema, até deixar de ser novidade.

A bola da vez hoje são os emblemas que indicam o turbo

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4 Comentários
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Alester 22 de fevereiro de 2022

hj em dia,nem a plaqueta “Turbo” não tem mais status.nada mais tem relevância…

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Wandelcro 14 de dezembro de 2021

Como que vc esqueceu do emblema catalizador na linha vw do início da legislação.

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Fernando B 12 de dezembro de 2021

O dote do motor tbm era mais ressaltado antigamente, todos acima dos milzinhos sempre ostentavam 1.4, 1.6, 2.0 na traseira

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Leandro Muriano 12 de dezembro de 2021

Em alguns casos essas siglas começaram a ser sinônimo de “MICO ” !Como Dualogic, Easytronic, Imotion e Powershift ! Automatizados que para nosso mercado foi menos tecnológico e mais dor de cabeça!

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