Fábrica desativada da Ford já começou a ser demolida

Unidade industrial localizada em São Bernardo do Campo (SP), fechada em 2019, dará lugar a um centro de logística

Por AutoPapo 09/03/21 às 09h01
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Trabalhadores retiraram as placas de identificação da Ford (foto: André Paixão | Primeira Marcha | Reprodução)

A antiga fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP) começou a ser demolida nesta segunda-feira (08). A unidade, que está fechada desde 2019, foi vendida no ano passado para a construtora São José. No local, a atual proprietária vai implantar um centro de logística. O complexo industrial localizado no ABC paulista foi o primeiro que a multinacional desativou: depois dele, as plantas de Taubaté (S) e Camaçari (BA) também fecharam as portas.

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Segundo informações do site Primeira Marcha, a demolição começou pelo prédio onde funcionava o setor administrativo do complexo.  Ali, trabalhadores retiravam letreiros da Ford e outras identificações da antiga fábrica. Até um logotipo da multinacional que estava posicionado em uma caixa-d’água foi coberto com tinta branca.

Ainda de acordo com o site, os trabalhos de descaracterização da fábrica são de responsabilidade da própria Ford. As ações de desmonte continuarão pelos próximos dias, com a retirada de outros letreiros e quaisquer símbolos que possam identificar a multinacional.

Fábrica da Ford tinha muita história

Com a demolição da antiga unidade de São Bernardo do Campo, irá ao chão também uma parte da história da indústria automobilística brasileira. A fábrica era uma das mais antigas do país: começou a operar em 1954, sob o comando da Willys Overland. Em 1967, a Ford comprou as operações da empresa, incluindo o complexo industrial.

Nos últimos anos, a planta do ABC paulista produzia caminhões e a linha Fiesta: todos esses produtos foram descontinuados. Vale lembrar que, atualmente, com o fechamento das fábricas brasileiras, a linha Ford conta unicamente com veículos importados.

Veja como era a fábrica da Ford antes do início da demolição:

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6 Comentários
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Nilson Cândido 14 de março de 2021

Os viúvos e viúvas e órfãos da centenária Ford nem saíram do luto , já estão casando ela com empresários da logística , fazer o que né a vida que segue pois nada é pra sempre , fica aqui meu pesar , foi bom enquanto durou …..

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Pedro 9 de março de 2021

Vendo tudo isso, ainda não desisto de possuir um Ford.

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FLAVIO CALICHMAN 9 de março de 2021

Em outros tempos tivemos os museus do Lee, em Caçapava, e do Matarazzo, em Bebedouro. Conheci ambos na década de 1970, eram muito bons – mas o tempo passou, eles enfrentaram dificuldades e ao que sei estão fechados, apesar do acervo lindo que tinham. Uma pena, um pecado o que ocorre no nosso país!

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Luis 30 de março de 2021

Então você que defende o museu com unhas e dentes foi uma vez lá em 1970 e NUNCA mais voltou, e ainda quer que sejam gastos dinheiro do nosso imposto para desapropiar um lugar com grande valor econômico, que vai gerar empregos novamente para manter um elefante branco que ninguém vai visitar ou no máximo “uma vez em 1970”? Enfim, a hipocrisia

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FLAVIO CALICHMAN 9 de março de 2021

País sem educação e sem memória! O destino correto desta fábrica histórica seria sua desapropriação pela Prefeitura de S. Bernardo ou pelo Estado de SP e sua utilização como um museu de carros antigos, de alto valor educativo e histórico. Há no país um grande número de pessoas que gostam e que curtem automóveis e é uma vergonha que ainda não tenhamos um museu de porte. Um edifício histórico, no coração do pólo automobilístico brasileiro e com um bom acervo: imaginem que maravilha poderia ser!!!!!!

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Zozo 9 de março de 2021

Ford sempre foi minha marca preferida. Na minha infância e adolescência eu sempre me imaginava rm um carro ou caminhão dessa marca.
O auge foi ter aprendido a dirigir em uma picape F-100 e em um caminhão F’350.
Mas o tempo passou e nos meus vinte e tantos carros que tive, só consegui comprar uma Belina com três anos de uso. Quando eu pensava em trocar de carro, a Ford sempre foi a escolhida, mas infeliznente, a negociação não dava liga. Até parecia que eles não queriam me vender.
Ainda gosto da marca, mas agora complicou tudo.

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