Brasil tem 25,8 milhões de motoristas mulheres – e número está crescendo

Quase 7 milhões de habilitadas conduzem também motocicletas; confira temáticas relevantes para segurança do público feminino no trânsito

mulher ao volante com o braco para fora dando joia
Contingente de condutoras cresceu cerca de 2,5% no país entre 2013 e 2020 (Foto: Shutterstock)
Por Laurie Andrade
11 de março de 2021 10:15

A mulher brasileira tem ampliado a ocupação de espaços também no trânsito. Mapeamento da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) com dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) registra 25,8 milhões de motoristas mulheres  até março de 2021, o equivalente a 35% do total de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH) válidas no país.

Entre elas, 6,8 milhões conduzem também motocicletas. Os números oficiais mostram que o contingente de condutoras cresceu cerca de 2,5% entre 2013 e 2020 e que o número de mulheres envolvidas em sinistros de trânsito é menor: segundo o Ministério da Saúde 82% das vítimas fatais são do gênero masculino.

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“As mulheres são um público cada vez mais importante para a medicina do tráfego e sua conduta oferece um exemplo a ser seguido por toda a sociedade”, afirma Antonio Meira Junior, presidente da Abramet. “A mulher é mais cuidadosa, mais atenta aos limites de velocidade e mais prudente na direção. Essa postura contribui decisivamente para a prevenção de sinistros e deveria ser adotada por todas as pessoas”, destaca.

O estudo revela os estados brasileiros com o maior número de mulheres habilitadas:

  1. São Paulo, com 8,8 milhões de motoristas mulheres ;
  2. Minas Gerais, com 2,5 milhões de condutoras;
  3. Paraná, com 1,9 milhão;
  4. Rio de Janeiro, com 1,8 milhão;
  5. Rio Grande do Sul, com 1,7 milhão; e
  6. Santa Catarina, com 1,4 milhão de mulheres habilitadas.

O Amapá é a unidade da federação com o menor número de mulheres habilitadas: 49,8 mil.

Os dados compilados também indicam as faixas etárias preponderantes entre as motoristas brasileiras: o grupo com o maior número de habilitações, com 7,5 milhões de condutoras, situa-se entre 31 e 40 anos de idade.

Em segundo lugar, com 5,5 milhões, mulheres entre 41 e 50 anos. Agrupadas, as mulheres entre 51 e 70 anos representam 5,6 milhões de condutoras no país.

Informações relevantes para mulheres habilitadas

A Abramet publicou estudos importantes no que diz respeito às individualidades da mulher motorista – em especial as mães. Em 2003, a instituição realizou um estudo que trata do uso do cinto de segurança por gestantes.

Também foi publicado o material que orienta o uso de equipamentos de segurança para o transporte de crianças, de 2006, que ancorou a formulação e aprovação da chamada Lei das Cadeirinhas pelo Congresso Nacional. “A Lei das Cadeirinhas, assim como a diretriz da Abramet, além de proteger a criança também dá à mulher condutora mais concentração, sabendo que a criança está segura dentro do veículo”, avalia a dra. Rita Moura.

Ajuste o banco e use cinto de três pontos

Para diminuir as chances de um choque contra o volante, as gestantes motoristas devem posicionar o banco o mais para trás possível. Vale lembrar que a distância entre os pés e os pedais não pode ser prejudicada.

Para que qualquer impacto não seja concentrado apenas na região pélvica, as grávidas devem utilizar o cinto de três pontos, que também distribui a força sobre os ombros e o peito.

Mulheres habilitadas, evitem dirigir depois dos sete meses

Apesar de a gestação inspirar certos cuidados, não há, no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), um artigo que determine até quando as grávidas podem dirigir.

De acordo com os especialistas consultados pelo Carro Aluguel, é melhor evitar conduzir automóveis a partir do sétimo mês de gravidez. Isso porque freadas bruscas, muito estresse e acidentes, mesmo leves, podem prejudicar a saúde do bebê.

Preste atenção no seu corpo

Enjoos e tonturas são comuns nos primeiros meses de gestação. Ao dirigirem grávidas, as motoristas mulheres devem estar certas de que não estão indispostas. É que qualquer distração pode causar um acidente. Caso sintam alguns dos sintomas comentados, a recomendação médica é parar o carro até melhorar.

Viagens longas

Passar muito tempo sentado aumenta os riscos de trombose para qualquer pessoa. As grávidas, em especial, têm essa condição agravada. Por isso, o ideal é que elas façam paradas a cada uma hora para andar e evitem viagens longas.

As mulheres que trabalham com a direção devem procurar um ginecologista e se certificar de que estão aptas a trabalhar. Exercícios para fortalecer a musculatura podem ser necessários para evitar dores musculares.

1 Comentário
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Joana 9 de julho de 2021

Muito bom !

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